Uma mulher independente tem uma luz tão forte que todas as sombras que se aproximam, se dissipam.

Para uma mulher se tornar independente e forte em um mundo onde as forças masculinas tentam controlar a tudo e a todos, é preciso que ela tenha muita coragem e determinação.

Muitas, foram desacreditadas pelos pais, ou não tiveram pais que as orientassem, também por seus maridos, ou preferiram não se casarem com receio de serem “podadas” em suas vontades e sonhos.

Mas o que poucos sabem é que uma mulher forte já nasce destemida.

E é facilmente identificada numa multidão de crianças.

Ela é aquela que inventa a brincadeira e sai dizendo para todas as outras crianças a seguirem.

Ela quer ser líder, e é líder, ela quer inovar, ajudar, e não exita em estender a mão para aquela coleguinha nova que acaba de chegar na sala de aula, mas que ainda se sente deslocada e tímida.

Ela é justiceira e não permite que os mais fortes intimidem os mais fracos, nem que se faça injustiça com as diferenças.

Ela aprende logo cedo a combater o “bullying” com argumentos mais fortes do que a ignorância de quem o comete.

E ela cresce como se já soubesse o que é certo e o que é errado. E entende que “bullying foi um nome bonito dado para quem comete atos de intolerância, preconceito e desrespeito.

Ensina seus pais e sua família a se tornarem pessoas melhores! Se revolta com o sistema e com o machismo impregnado em sua comunidade. E aprende que para combater as injustiças e acolher as minorias, não poderá se igualar a eles retribuindo na mesma moeda.

Uma mulher forte e independente nunca se utiliza da máxima da Lei de Talião: “Olho por olho, dente por dente”.

Ela sabe que o ódio e a raiva só podem gerar mais ódio e mais raiva. Por isso, uma mulher forte de verdade nunca permanece na ignorância, ela busca conhecimento constantemente, e se transforma em uma mulher extremamente inteligente.

É muito difícil corromper uma mulher forte de verdade.

Geralmente, quando uma mulher que pensa ser forte é corrompida, seja por dinheiro ou por vaidade, ela se torna “quase” um homem bruto e bárbaro, e isso acontece quando ela acredita que precisa de mais poder e que só conseguirá mudar alguma coisa quando se tornar um deles. Grande erro, pois nesse instante, ela se torna fraca.

Porque uma mulher forte sabe que a sua força está na sua essência feminina, e sabe também que todos nós, sejamos homens ou mulheres, antes de mais nada, somos seres humanos que vivemos em uma dualidade constante, entre o bem e o mal, entre o feminino e o masculino, e ela entende, desde muito cedo, que o que a faz forte é o equilíbrio entre os dois.

Uma mulher forte não é boazinha.

Ela sabe que precisa ser boa, ela exerce a bondade, mas sabe não ser boba nas mãos de ninguém.

Ela não suporta depender dos outros, nem de família, nem de marido, nem de amigos, nem do que for.

Ela quer ser livre, mas tem em mente que a liberdade não é um estado momentâneo de inconsequência.

Ela sabe que a liberdade irresponsável e egoísta cobra um preço caro.

Por isso, a liberdade é, para ela, uma conquista diária de plenitude e felicidade.

E mesmo se sentindo, muitas vezes, presa a convenções e determinismos sociais, ela arregaça as mangas, se coloca de maneira nobre e imperiosa, mas ao mesmo tempo, gentil e fraternal, e recebe da vida exatamente o que ela ofereceu.

E mesmo tendo que realizar façanhas diárias e não podendo viajar por aí com os cabelos soltos ao vento devido a quantidade de responsabilidade que assume, ela se sente livre! Pois entende que a liberdade verdadeira é um estado da alma, e já aprendeu a deixar a sua alma viajar mesmo que seu corpo esteja posto sentado em frente a um computador.

Quando uma mulher forte entende isso, ela se torna independente.

Independente de chefe, de marido, de filhos, de situação financeira, de aval ou de opiniões alheias.

Ela vive, se realiza, e se basta.

É claro que uma mulher forte e independente também fica triste. Mas essa mulher entende a tristeza de outra forma.

Ela entende que estar triste é natural, é um sinal de que seu coração é puro e que mesmo com tantos problemas no mundo, ela ainda consegue sentir compaixão e empatia pela dor do outro e pela sua própria dor.

Ela aprendeu que “estar” triste é diferente de “ser” triste, por isso ela se permite ficar por algumas horas contemplando, lavando sua alma com lágrimas sinceras, confessando e conversando com Deus as suas dores mais íntimas, mas passado esses instantes, ela retorna das cinzas que se encontrava como uma Fênix, mais forte e poderosa.

Pois ela nunca deixa que as dores do mundo, ou as suas próprias dores,a contamine com o veneno amargo das queixas intermináveis.

Ela aprendeu que as emoções precisam ser sentidas, mas também precisam ser controladas.

E isso se chama “autocontrole”.

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Uma mulher forte e independente possui uma luz forte capaz de dissipar qualquer sombra que se aproxime. Essa luz pode ser sentida pelos outros, e ela sabe que tem muito mais a agradecer do que a reclamar.

Consegue enxergar as suas qualidades e os seus defeitos.

As qualidades, agradece diariamente, e os defeitos, os reconhece, e busca transformá-los trilhando o caminho do autoconhecimento.

Uma mulher forte e independente reconhece os seus erros e pede perdão. Ela também sabe perdoar, e busca na espiritualidade sua força mais sincera.

Existem mulheres que acreditam que são fortes e independentes, mas na verdade não são.

Elas possuem dinheiro, não precisam dar satisfação para ninguém, se mostram poderosas, são chefes ditadoras, e adoram impor as suas vontades com o poder que conquistaram, mas é só acontecer um problema que foge ao controle, como uma doença, uma traição, uma perda financeira, ou qualquer coisa que traga um desgosto, que ela desmorona, mostrando a sua fragilidade e o seu descontrole emocional.

Uma mulher forte e independente só é forte e independente de verdade quando ela aprende a lidar com as suas próprias emoções e as aceita, as acolhe e as transforma.

Quando ela, mesmo não pertencendo a religião, entende as palavras de Jesus, o conhece, e entende que ele estava certo em suas palavras e ações, essa mulher passa a enxergar as coisas e os acontecimentos de uma forma diferente.

Quando ela sente o verdadeiro amor ensinado por Jesus, quando ela ama sem pedir nada em troca, sem apego, sem ciúmes, sem manipulações e joguinhos, sem egoísmo… Quando ela é incapaz de prejudicar um outro ser humano sem se sentir suja… Ele descobre o seu real poder.

Essas mulheres são raras, mas existem!

E quando elas se dão conta que são tudo isso, elas são capazes de curar a alma dos outros seres humanos! Sabe por quê? Porque elas entendem que os homens também podem, que não são melhores nem piores, que são complementares, e que não existem diferenças de gêneros quando o assunto é viver com fé.

Maria Magdalena nos provou isso. E foi Jesus quem a ensinou.

LEIA MAIS: O AMOR DE JESUS VAI CURAR A SUA ALMA

Para as mulheres que querem e buscam ser essa “mulher forte e independente”, mas ainda possuem sérios problemas emocionais, sugiro que assistam a série “Maria Magdalena”, disponível na Netflix e reflitam:

“Para ser uma mulher forte não basta ter coragem de enfrentar o mundo, é preciso, acima de tudo, aprender a amar, porque só o amor verdadeiro é capaz de dissipar as sombras do sofrimento”.

Iara Fonseca

Que Deus esteja com todas vocês!

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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, educadora social, fundadora e editora de conteúdo do Rede de Ideias: PRODUÇÃO DE CONTEÚDO. Seu interior é intenso, sempre foi, transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhor, para si mesmo, e para o outro!