Pare de procurar Deus nos outros, lá fora, e passe a buscá-lo aí dentro de você! Porque Ele está e sempre esteve aí, mesmo que você ainda não saiba disso!

A espiritualidade precisa ser vivida com verdade, e exige de nós muita força, e uma fé transformadora! Mas muitas pessoas não compreendem a espiritualidade como algo desassociado de religião, e acabam fazendo uma avaliação errada sobre ela.

Quando uma pessoa se denomina espiritualista ou espiritualizada, geralmente, ela não segue nenhuma religião, mas ela tem total convicção e fé em Deus, e na verdade que habita em tudo que existe.

Porém, ela sabe que Deus nunca poderá ser encontrado fora, mas sim, dentro dela, muito menos representa uma figura humana, e de nada se parece com as descrições feitas por alguns líderes religiosos.

Como Deus está dentro de cada um de nós, e é a energia vital que nos mantem vivos, e nos conduz após a morte a vida eterna, Deus permanece em nossa alma, e nos faz fluir com o Universo.

Deus é UNO com o Universo, e ele está em constante transformação, como nós.

Deus habita em mim, e habita em você, mas você precisa aprender a beber da sua própria fonte divina, e não da minha!

A espiritualidade aplicada na vida prática nos leva a investigar a fundo o sentido de tudo, e nesse processo, nos faz enxergar que a vida se molda de acordo com os nossos pensamentos!

    “O mundo é um belo pensamento” Emmanuel

A espiritualidade atua na pessoa como um todo!

Ela não exige rituais, pede conexão!

Não carece de religião, pede iluminação!

Não te pede dízimos, mas te ajuda a transformar “o que é ruim”, o que faz mal, o que precisa ser iluminado.

No entanto, ela não compreende as promessas que visam benefícios e ganhos como uma barganha egoísta, e muito menos colabora com as guerras travadas em nome de Deus. Tudo isso é fruto de crenças humanas desconectadas da própria fonte.

A espiritualidade também segue uma crença particular: A da natureza criacional, e se baseia, sobretudo, em fatos, em sensações, em emoções e em sentimentos!

Compreende a lógica da criação, a verdade da existência, a vida como um todo, e segue uma lei imutável que avança sobre os dogmas, e vence as ilusões da figura de um Deus velhinho e simpático, ou de um terrível inquisidor que devemos temer.

A lei que a espiritualidade segue, se baseia no plantar, semear e no colher, assim como a sábia natureza nos ensina diariamente!

E seguindo essa lógica, sabendo que somos todos partes integrantes dessa natureza divina, é possível entender que para algo novo florescer, tanto no plano físico quanto mental/emocional/espiritual, algo inevitavelmente terá de morrer.

Na natureza humana, para que floresça a nossa melhor versão, devemos deixar morrer o que ainda nos obscurece.

Como no mundo vegetal, entendemos na espiritualidade ativa que para crescermos fortes e gerarmos novos frutos, devemos realizar podas constantes.

Voltando essa analogia para nós humanos. Devemos:

Cortar o mal pela raiz

A espiritualidade nos leva a compreender, metaforicamente, que de tempos em tempos, como as plantas, também somos contaminados por “ervas daninhas”, e que precisamos sempre inspecionar as nossas folhas, regar nossa raiz, e acrescentar doses de adubos espirituais, que no caso das pessoas espiritualizadas, são doses de autoconhecimento, amor próprio e sentido real de vida.

Muitas pessoas se encontram em depressão e completamente desconectadas da verdadeira fonte divina, que habita dentro delas.

Mesmo aqueles fieis que frequentam semanalmente os cultos religiosos de preferência, mesmo aqueles de muita fé, com crenças enraizadas em Deus, mesmo os padres, pastores, monges, gurus, mesmo eles, é sabido que muitos, se perderam em suas sombras internas.

“Se perder”, não é uma questão de falta de fé, ou falta de Deus no coração, é apenas e tão somente, uma falta de si!

A espiritualidade contempla a nossa totalidade em unicidade com Deus.

Primeiro devemos ser os mestres de nós mesmos, depois estaremos prontos para com o nosso exemplo de vida angariar mais pessoas para o nosso templo, culto ou igreja interna!

Veja que eu disse “interna”. Pois não se trata de uma instituição física, mas sim vibracional.

Esse Templo, Culto, Igreja, Terreiro, não necessariamente precisa ser físico. Eles moram dentro de nós.

Confuso? Sim é, em um primeiro momento. Mas até chegarmos nesse estado, há muito a se percorrer, e a estrada é bem complicada, não vou mentir.

Porém, é necessária.

É o que nos devolve o sentido a vida, o sentido real, não o ilusório, mágico, baseado em crendices. É o que nos leva a sentir que estamos tendo uma vida realmente significativa.

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A religiosidade está embutida em nossas vidas, e é extremamente difícil se desapegar de alguns dogmas religiosos.

A oração “enviada por Deus”, como a Igreja Católica afirma, “O Pai Nosso”, é quase uma ferramenta que o nosso cérebro repete inconscientemente, digo isso porque tive formação católica, mas para aqueles que tiveram outras formações religiosas, tentem pensar no que foi ensinado a vocês.

Então, quando bate aquele desespero, mesmo eu que não sigo mais nenhuma religião, mas respiro o conhecimento de todas elas, me pego rezando um Pai Nosso e uma Ave Maria, é instintivo, por conta do modo que fui criada, mas assim que percebo que estou repetindo padrões, volto para dentro de mim e busco uma conexão com a espiritualidade como um todo, não segmentada.

E logo me sinto inteira, confiante, meu medo vai embora, minhas angustias perdem o sentido e a luz se ascende onde havia escuridão!

Como no Universo inteiro, energias se fundem, e as vibrações são intensas na natureza exuberante.

Nossas naturezas física, mental e espiritual são também exuberantes, vibram de acordo com as energias invisíveis que compõem o todo, e a interligação é tão real que as fabricamos em nós. Me refiro as nossas emoções e sentimentos, que não são palpáveis, por tanto, são frutos de energias em movimento.

As emoções são respostas neurais para estímulos externos, enquanto os sentimentos são respostas às emoções. E sabendo disso, a pessoa espiritualizada, para de buscar Deus externamente, e passa a senti-lo de maneira extasiante dentro de si.

Muitas vezes as nossas crenças enraizadas podem atrapalhar o processo de autodesenvolvimento espiritual, por exemplo, se a pessoa acredita que Deus é amor e bondade, ela começa a vibrar apenas amor e bondade, mas acaba se sentindo excluída da sociedade em geral, que cobra uma atitude competitiva e destemida.

Se a pessoa acredita que Deus é soberano, impiedoso e que ela deve temer as consequências dos seus atos por conta do juízo final, ela simplesmente começa a vibrar no medo, e suas ações, por mais bondosas que tentam ser, não surtem efeitos positivos nos outros. Pois a vibração do medo emitida por ela, acaba afetando os outros que tendem a se afastar desse “fardo” energético que ela se tornou.

Por outro lado, se a pessoa acredita que Deus é a energia que criou tudo, inclusive ela, e que portanto, Deus é parte integrante do que ela é, ela passa a cocriar a sua vida, a trabalhar junto com o seu Deus interno, e a escrever a sua própria história.

A pessoa espiritualizada sabe e sente que ela é parte da criação de Deus, que ela é um fragmento do todo, e se sente maravilhada e a agradecida por poder contribuir com a natureza divina!

Essa pessoa então passa a buscar o autoconhecimento, a transformar as suas atitudes, e principalmente, começa a se dar conta da forma como lida com as suas próprias emoções!

Ela para de negar os pontos que ainda se encontram obscuros, e passa a promover a auto aceitação de todas as suas características, tanto positivas, quanto negativas.

Ela para de fingir, para de usar máscaras sociais, desiste do papel de boa moça(o) que usava para ser aceita(o).

Para de tentar esconder as suas sombras e começa a se aproximar cada vez mais delas, a encarar de frente essas questões que ainda precisam ser trabalhadas no seu interior.

Ela para de se partir em pedaços e de camuflar os “defeitos” apontados pela família e amigos como pontos que deveriam ser mudados nela, e entende que não deve tentar mudar nada, que deve acolher, aceitar, e depois transformar em algo positivo para a sua vida e para os outros, nesse momento ela passa a, como tudo no nosso Universo, evoluir.

Ela entende que não existe certo ou errado, ruim ou bom, que tudo é uma questão de “humanidade”, e compreende que as sombras são partes importantes da nossa natureza, e que se existem sombras também existe luz.

Quando sentimos Deus dentro de nós, passamos a caminhar sempre para dentro! Começamos então a nos aprofundar cada vez mais munidos da forte energia que nos criou, e ela vai iluminado cada sombra que aparece em nós, com a sua luz!

Texto escrito por: Iara Fonseca, exclusivamente para o SEU AMIGO GURU

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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, palestrante, produtora e editora de conteúdo do Resiliência Humana e do Seu Amigo Guru. Seu interior é intenso, sempre foi! Transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhores, para nós, e para o outro!