Quem não se conhece, constantemente se perde ao desejar coisas que, não necessariamente o farão evoluir como pessoa. Quando a consciência desperta, os desejos mudam.

Antes de desejar qualquer coisa busque conhecer quem você é de verdade.

Desejos e autoconhecimento

A busca pelo autoconhecimento precisa ser desmistificada. Há um enorme abismo quando nos comunicamos a respeito de nós mesmos. Entre o que a gente acha que é, e quem somos de fato.

Alias, o fato, sempre é descartado por muitos que se vitimizam embebidos em suas próprias justificativas, julgamentos e críticas, frutos dos seus altos padrões de exigências internas.

Essas exigências impositivas criam restrições diversas em nossas vidas. São os nãos que constantemente dizemos para nós e para vida. É quando nos negamos um sorriso, um agradecimento, um perdão, um recomeço que somados, geram muitos desconfortos diários.

Perceba se vem dizendo mais NÃO do que SIM para vida.

Os seus pensamentos não são quem você é!

Se tornar consciente é uma questão de conexão, que se conquista através da “inteligencia espiritual”, função, que não possui nenhum vínculo com religiosidades, mas confere etimologicamente à espiritualidade.

Muitos autores, defendem a existência da espiritualidade inclusive em meio ao ateísmo.

André Comte-Sponville, em seu livro “O espírito do ateísmo: introdução a uma espiritualidade sem Deus”, fala de uma “espiritualidade sem a ideia de um Deus” no sentido de uma abertura para o ilimitado, um reconhecimento de sermos seres relativos, mas abertos para o absoluto.

Seria o reconhecimento da dimensão misteriosa e ilimitada da existência, que não precisaria passar por alguma explicação religiosa; mas que se aplica a uma experiência que vai além do intelecto.

Atualmente, a espiritualidade tem sido bastante estudada no que se refere às suas relações com a saúde física, emocional e espiritual.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) vem aprofundando as investigações sobre a espiritualidade enquanto constituinte do conceito multidimensional de saúde; atualmente, o bem-estar espiritual vem sendo considerado mais uma dimensão do estado de saúde, junto às dimensões corporais, psíquicas e sociais.

É como o próprio nome diz: se trata de desenvolver as habilidades e competências necessárias para que possamos ser capazes de entrar em contato com o nosso eu verdadeiro, com a nossa essência. Se trata também de nos tornar autênticos, íntegros, humildes a ponto de nos desvencilhar de tudo aquilo que achamos que somos, para que possamos ser tudo o que ainda desconhecemos.

Essa essência, quando descoberta, revela os nossos estados essências, de amor, compaixão, fé, empatia, e tantas outras qualidades que nos levam para um belo estado de ser, no sentido de despertar para a convicção da existência de algo maior que a nossa compreensão humana.

O amor por essa versão verdadeira de nós mesmos libera o acesso aos nossos dons e talentos, e ao reconhece-los e honrá-los nos sentimos apaixonados pela vida e passamos a oferece-los ao mundo.

Infelizmente ainda são poucos os que conseguem alcançar uma consciência desperta, livre de sofrimentos e crenças limitantes, dentro das definições limitadas que cultivamos sobre “quem eu sou”.

É tão singular, quase abstrato, mas totalmente tangível para qualquer um de nós.

Essa conexão acontece quando decidimos fazer tudo com amor! A nossa vida muda porque o nosso olhar muda! E o que é mais bonito é que os nossos desejos mudam. Nós paramos de querer tudo, e passamos a nos atentar para o que a gente realmente precisa, para as nossas necessidades reais, e a birra da nossa criança interior, cessa.

A abundância nos alcança sem que a gente tenha que se desgastar, ou corromper por ela. Porque paramos de brigar com a realidade, a aceitamos, e fazemos o melhor que podemos fazer a partir dela.

Descobrimos que somos únicos, distintos, porém, ao mesmo tempo, iguais.

Parece óbvio, mas nos entregamos ao fluxo da vida e aceitamos o processo. Nascemos e morremos, e no meio tempo, crescemos.

Como o fruto que cai do pé e nutre a terra e os homens, nós somos o que nutrimos em nós e nos outros.

A meditação nos tira do estado de sofrimento, e o @taadashikadomoto me provou isso com as suas meditações às 6h e as 20h, há mais de 100 dias, todos os dias, ao vivo no Instagram.

Nesse meu caminho de busca pelo autoconhecimento e por essa conexão com as inspirações divinas, sem conotações religiosas, me vinculei a muitos “mestres”, que são os meus professores, que iluminaram o caminho para que eu pudesse enxergar tudo mais claro.

Percebi que é sempre mais fácil andar acompanhado do que sozinho. Mesmo sendo esse caminhar regado de solitude. @rhamuche me ensinou isso e muito mais.

Andei por muitos caminhos, percorri estradas desafiadoras que enriqueceram e fortaleceram o meu ponto vital.

Me refiro ao meu coração. Sempre me pergunto: O que mora nele? Por que sofre por situações passadas e se preocupa com o futuro?

Descobri que o cérebro tem igual responsabilidade nesse desvincular dos estados de sofrimento, talvez ele seja o ponto chave para um encontro saudável com o que o nosso coração almeja, no entanto, o caminho mais difícil de se percorrer, e a maior distancia que eu já percorri, mesmo depois de tantos trekkings que já fiz por aí, foi entre o meu cérebro e o meu coração. Isso também aprendi com o @tadashikadomoto.

Essa distancia aparentemente pequena entre o coração e a mente, na verdade, é instigante e desafiadora, são labirintos complicados, muito fáceis de se perder.

O que um dizia para o outro era sempre muito divergente.

Foi praticando meditação que eu entendi que precisava fazer essa conversa convergir, para isso, busquei encontrar coisas que o meu coração e a minha mente tinham em comum, e tracei uma boa comunicação entre eles.

Criei confiança, e aprendi a influencia-los mutualmente. Quando a minha mente me trazia informações do passado, mágoas, recentimentos, raiva, e o meu coração dizia para superar, eu escutava o meu coração e mandava essa informação vinda dele, para a minha mente. Esse exercício passou a ser diário, constante, e exigiu coragem. Mas eu arregacei as mangas e me coloquei a serviço do meu coração, e essa foi a grande sacada.

Passei a ouvir o meu coração e seguir o que ele me dizia, assim, a minha mente passou de CEO para operária da minha empresa interior.

Não é fácil. Exige dedicação, disciplina, perseverança, coragem, consistência, coerência, amor, tanta coisa… Mas vale muito a pena, e digo que não é fácil para que entendam que exige bastante de nós.

É uma escalada íngreme em uma montanha que revela paisagens deslumbrantes. E essas paisagens vão fazendo brotar em nós momentos mágicos todos os dias.

Se permita experimentar essa viagem interior antes de proferir seus desejos por aí.

Quando a consciência desperta, os desejos mudam.

A mente desperta e a consciência expandida escolhe se alimentar de bons sentimentos, faz o bem para si mesmo e para os outros. E essa dinâmica interna revigorada muda o jogo, e traz para perto elementos que te auxiliam a alcançar desejos mais nobres que não vão de encontro apenas aos seus interesses mesquinhos, mas sobretudo, ajudam a descobrir um propósito maior para a sua vida.

Esse propósito dará sentido a tudo, é a partir desse lugar que você poderá lançar mão dos seus talentos e poderá contribuir para um mundo melhor não só para você, mas para todos ao seu redor.

Depois de muito estudo, pesquisa e aplicação prática, descobri algo que também parece óbvio, mas são as coisas óbvias que habitualmente são as mais difíceis de assimilar.

Descobri o que o cérebro e o coração tem em comum e onde eles se encontravam e trabalhavam perfeitamente juntos: Fazendo o bem!

Todas as vezes que eu me coloca a serviço com amor, doava os meus talentos com gratidão, sem esperar nada em troca, sem criar expectativas ou me vitimizar, os dois trabalham de forma extraordinária juntos.

Quando estão fazendo o bem, coração e mente geram bons sentimentos, e promovem um profundo bem estar. Vários estudos científicos provam isso. Foi esse ponto convergente que abriu as primeiras portas para que eu pudesse chegar cada vez mais perto do meu eu superior.

A primeira conversa honesta que tive comigo mesma foi muito engraçada.

Depois de alguns dias me comunicando com a minha essência, me acolhi, me amei, me senti, ressignifiquei um milhão de coisas, perdoei, honrei, descobri meus pontos fortes, me aproximei de pessoas mais fortes que eu, pedi ajuda, e recebi verdadeiros milagres em forma de sincronicidade.

Me doei e me entreguei, mas recebi infinitamente mais.

Tudo o que eu recebo hoje, por aceitar a realidade como ela se apresenta, e me entregar amorosamente ao fluxo da vida, é infinitamente melhor do que qualquer pedido que eu já tenha feito para o Universo um dia.

Descobri o que muitos já sabem, mas um grande parte insiste em não dar atenção: que a vida se faz no agora, e portanto, o que eu sinto hoje, estará maior amanha.

Se hoje eu me sinto abundante, próspera e muito amada, amanhã me sentirei ainda mais, é só praticar o bem com coragem, coerencia e consistencia, para se manter em um belo estado interno.

Caso ocorra uma situação desafiadora e as emoções fervilharem, essa inteligencia emocional aplicada não permitirá que eu venha a entrar em estado de sofrimento.

Eu olho para o fato, penso na solução e não no problema. E espero que as inspirações divinas me alcancem, com fé, confiança e aceitação.

Eu escolho não alimentar o sofrimento!

Paro, respiro, e completo o meu vazio interior com um amor profundo e com gratidão pelo ensinamento que o momento me trouxe.

Acolho o aprendizado, agradeço e sigo em frente.

Posto isso, hoje ofereço a mim mesma um amor imenso todos os dias.

Um amor que antes de descobrir esses meus estados essenciais, simplesmente, eu não conhecia.

Eu pedia, exigia, cobrava e esperava esse “tal amor” dos outros, mas agora, sinto um amor imenso e uma gratidão extraordinária gritando dentro de mim. É como se uma criança estivesse ganhando um brinquedo todos os dias, e entusiasmada, pulasse de alegria.

Você consegue pular de alegria hoje, sem ter um motivo para isso?

Se não consegue pular de alegria, sem se utilizar de medicamentos, álcool ou ilícitos, MEDITE.

Medite todos os dias por pelo menos 20 minutos e depois de poucos dias verá a sua mente se iluminando. Verá a sua fé se renovando aos poucos, liberta de crenças, e ligada apenas a sua essência divina.

Você começará a se perguntar constantemente:

Quem sou eu?

Aprenderá a silenciar e respirar conscientemente!

Como Tadashi Kadomoto diz:

“A respiração é o caminho para dentro de si.”

Antes de saber exatamente quem é você, antes de sentir esse belo estado de ser, não deseje nada.

Os seus desejos estarão sempre conectados à situações que não te levariam a um crescimento interno, e coisas muito mais desafiadoras acabarão acontecendo para que você aprenda lições que te levem a conhecer essa essência que você insiste em negligenciar.

Primeiro, descubra quem você é, e a partir desse lugar, deseje o que você quer!

Quando a consciência se expande, nossos desejos passam a ser sinônimos de cocriação com a vida, e a isso podemos chamar de sincronicidade.

Sem esse despertar da consciência para quem somos, nossos desejos sempre nos levam a caminhos perigosos, que nos desalinham, nos desconectam e nos levam para um estado de sofrimento quando não os alcançamos.

Aceite a sua realidade! Seja grato por ela! Alimente bons sentimentos! Medite todos os dias!

Faça isso com coragem, dedicação, confiança, e acredite que esse processo é extremamente necessário para que você consiga sentir uma felicidade real dentro de você. Uma felicidade que não pode ser comprada, e que é a fonte de desejo de todos nós, onde devemos todos os dias, depositar as nossas moedas.

Sonhe alto, mas antes, mergulhe bem fundo dentro de você!

*Imagens: Foto de alexey turenkov em Unsplash

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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, palestrante, produtora e editora de conteúdo do Resiliência Humana e do Seu Amigo Guru. Seu interior é intenso, sempre foi! Transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhores, para nós, e para o outro!