Nós fomos enganados durante toda a nossa vida! Nos ensinaram que amar é uma coisa, mas na verdade, é completamente, outra.

A maioria de nós teve uma criação fantasiosa, independente de qual tenha sido a instituição religiosa em que fomos criados, as interpretações da palavra de Jesus que faziam e fazem, junto as atitudes desconectadas de amor, nos levaram a uma completa inversão do sentido real, da vinda do Mestre Jesus para a Terra. Mas a culpa não é dos nossos pais não, eles também foram enganados!

“Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem.” – Mateus 5:43, 44

Enquanto ficamos preocupados com pecados, enquanto alimentamos sentimentos egoístas, enquanto julgamos os outros pelos seus atos, sem que nos atentemos para as nossas próprias ações, vamos mascarando as emoções, que escondem hoje, desordens emocionais severas.

Movidos por um senso comum, alguns pais dizem aos seus filhos com severidade que eles não podem chorar, ou que deveriam ser fortes, “sujeito macho”, ou “mulher guerreira”, em partes, eles não possuem culpa, pois como dizia Renato Russo, “eles são crianças como vocês”, e o que aprenderam, passaram para frente.

Muitas pessoas fazem isso ainda hoje.

Aprendem as coisas com os pais, com os avós, e passam para frente, sem ao menos questionarem. Não param para avaliar se aquilo é uma sabedoria popular, ou se é algo encrostado, impregnado de ignorâncias e normas sociais pré-conceituosas.

Jesus disse: “A maldade aumentará de tal maneira que o amor de muitos se esfriará” (Mt 24:12)

Quando um pai ou uma mãe, ou qualquer parente que tenha sido responsável pela nossa criação, nos impõe uma criação machista, seja ela uma mulher, ou um homem, as emoções são deixadas em segundo plano.

É como se fosse proibido sentir, e os anos condicionados nesta filosofia grotesca, nos tornaram tão grotescos, ou mais grotescos, do que a própria instituição onde fomos criados.

O que muitos pais não sabem, e por isso, não devemos culpá-los, é que mesmo sendo fortes, nunca deixaremos de sentir tristeza, e que chorar é um artifício curador, não é um drama de fracote, que chorar nos aproxima da humanidade, nos faz sentir empatia, e principalmente, compaixão pelo outro.

Sem a tristeza paramos de sentir compaixão

Se não nos permitimos ficar tristes, paramos de nos compadecer pelo sofrimento alheio. E nos distanciamos cada vez mais de Jesus, do verdadeiro, não daquela criação bizarra que muitos se utilizam.

Parar de sofrer, é ótimo, aliás, é o objetivo de quase todos nós, não é mesmo?

Buscamos a felicidade plena, e acreditamos que quando alcançarmos essa tal felicidade, o sofrimento desaparecerá como mágica, mas não é bem assim que banda toca. Ou vocês acham que Jesus, em sua vida eterna, não sofre ainda por nós?

Porque sofrer, em nossas concepções equivocadas, é ruim, mas nessa abordagem, não falamos em sofrer com o outro a ponto de contrairmos síndromes físicas e mentais, falamos da capacidade de nos colocar no lugar do outro, para que possamos ajudar da melhor maneira que nos for possível.

Quando não nos permitimos ficar tristes por qualquer que seja o problema, estamos dizendo para as nossas emoções: “Fique com raiva!”, “Fique com medo, mas não fique triste!”. E essa mania de fugir da tristeza nos traz a ansiedade, que potencializa o medo, e superdimensiona a raiva, que nos invade com tal força, que não conseguimos controlar. Diz que é mentira?

Experimente no ato em que acontecer algo triste, chorar! Só tente!

Chore por um dia inteiro, por algumas horas, mas não passe de um dia, pois a emoção da tristeza quando vivida com verdade, lava a alma, mas se manter nela por muitos dias, faz com que ela se transforme em um sentimento de pesar crônico, e esse sentimento é prejudicial, é o que leva a muitas pessoas a entrarem em depressão.

Quem não chora porque foi ensinado a não demonstrar fragilidade, não se torna forte, pelo contrário, se torna fraco e descontrolado emocionalmente.

Para canalizar a falta de lágrimas, que seria a cura para várias dores emocionais que se acumularam desde a infância, a pessoa que não chora, flutua entre o medo e a raiva, ou mergulha em uma alegria falsa, que na maioria das vezes, busca abrigo em drogas, que revelam que, a sua maior angustia, se aprisiona na alma.

Uma pessoa que cresceu ouvindo que não pode chorar, que chorar é sinal de fraqueza, aprende que deve esconder as suas emoções automaticamente, assim que elas aparecem, e com isso, cria uma casca invisível, que para ele, é protetora, mas que de maneira invisível, vai criando dores muito maiores, infectando outras partes da vida, o impedindo de amar verdadeiramente o seu semelhante, e de prosperar efetivamente em outras áreas da vida. Ele se torna uma pessoa que alimenta em si, a raiva e o medo de “quase tudo”.

Uma pessoa que não chora, guarda dentro de si uma raiva e um medo descomunal do mundo e de todos.

Essa pessoa pode tentar disfarçar por alguns dias, ou até por anos, e esse disfarce exige uma força interna, que ela, não adquiriu no decorrer da vida, mas basta uma discordância boba, ou ter que fazer algo que não gostaria de fazer, para que a raiva e o medo o domine por completo.

Essas emoções chegam com uma força desconcertante, tão devastadora, e causam danos, muitas vezes, irreversíveis.

A pessoa que é impedida de chorar, depois de anos sendo exposta a uma estrutura onde o amor era revelado de forma grotesca, onde os pais, na ignorância de que estavam fazendo o certo, pois assim foram criados, alguns, dando até mais importância aos bens materiais do que ao amor ao próximo, permite que essas dores vão se acumulando… até que elas arrumam uma forma de emergir, e essa forma, sempre é agressiva, egoísta e violenta.

Alguns pais dizem, sem necessariamente precisar dizer nada, apenas com suas atitudes, que o amor é uma forma de se mostrar fraco diante da vida e dos homens, uma forma de se tornar dependente, ou prisioneiro.

Alguns até tentaram falar de Jesus para seus filhos, mas o dia a dia revelava a verdade: que amar é ruim.

Que amar causa sofrimento, que amar exige demais, que amar é sinônimo de cobrança, de ciúmes…, e ignorando a verdade da benção que é amar de forma autêntica, fomos perdendo a autenticidade.

Repleto de apegos emocionais mundanos, fomos nos distanciando do verdadeiro amor, e nos contaminando com dores emocionais veladas, que foram escondidas, e que nos afastam cada vez mais da única fonte onde podemos buscar o único remédio que será capaz de nos curar verdadeiramente.

O AMOR É A FONTE INESGOTÁVEL E NATURAL QUE CURA TODAS AS DORES DA ALMA

Fomos ensinados que devemos amar apenas aqueles que nos amam, que não devemos dar a outra face, que devemos ser espertos, que não podemos de maneira alguma deixar que pensem que somos bobos. Fomos condicionados a pensar que ninguém, além dos “nossos”, prestam, que “todas” as pessoas querem levar vantagens sobre nós… E assim vai…

Assim fomos sendo desconectados do amor de Jesus. Mesmo, nossas famílias frequentando semanalmente os seus rituais religiosos de preferencia, fomos impregnados por ensinamentos que mais revelavam o desamor, do que o amor que Jesus veio nos ensinar.

“Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?”. (Mateus 05:43-47).

A verdade as vezes é dura de engolir, mas deve ser mastigada dezenas de vezes, triturada, engolida conscientemente, e digerida completamente.

Fui até São Tomé das Letras, em MG, para encarar as verdades, curar minhas dores, conhecer o amor verdadeiro, aprender a vibrar de maneira prospera e a ser grata a tudo

Todos esses ensinamentos, recebi intuitivamente em uma vivencia espiritual que organizei em São Tomé das Letras/MG, uma cidade mistica, que para muitos, é um lugar de “loucos”, mas que para mim, foi um local de desmistificação e alinhamento no caminho da verdade.


Foto: Tom Viajando a pé/ Pedreira de São Tomé das Letras

Lá, busquei me conectar integralmente, conversei com Jesus de forma autêntica, me desnudei de pré-conceitos, e me abri para o que ele queria me dizer.

Recebi mensagens inspiradoras porque abri meus ouvidos para ouvir.

Vi paisagens magníficas porque tive olhos para ver uma essência divina, que havia se perdido entre as crenças limitantes que me circundavam.


Foto: Trilhando Nas Nuvens / Cruzeiro – São Tomé das Letras

Tive a ajuda de muitos amigos fraternos que conheci em cada dia de peregrinação, e que se tornaram amigos de uma vida toda. Recebi confirmações e constatações elevadas. Foi sublime!

O propósito da minha viagem foi realizar 4 dias de expedições em meio a natureza exuberante, e tomar um banho de floresta, como sugere a cultura milenar japonesa, obtendo o remédio pelas trilhas de São Tomé.

Fizemos caminhadas diárias de aproximadamente 8 horas. Cada dia, trabalhávamos um tema diferente.


Foto: Trilhando Nas Nuvens / Pedreira – São Tomé das Letras

Recebi a mensagem da espiritualidade, depois de muito me elevar em vibração, que nada se transforma positivamente em nossas vidas enquanto não conseguirmos nos curar das dores emocionais que carregamos.

Também por isso, o primeiro dia foi dedicado totalmente a essas dores que carregamos, a essas crenças que nos limitam.


Foto: Tom Viajando a Pé / Garganta do Diabo – São Tomé das Letras.

Para que a vivencia fosse efetiva, descortinei minhas sombras, não mais as temi, as coloquei em evidência, e parei de fingir que eu era forte, que eu dava conta de tudo, que eu era melhor do que o outro, na verdade, eu decidi parar de me enganar, decidi também, que eu não seria mais enganada por ninguém. E a mágica, finalmente começou a acontecer.


Foto: Tom Viajando a Pé / Vista de cima da Pirâmide de São Tomé das Letras.

Depois desse primeiro dia de fortes revelações, vieram mais 4, intensos, e transformadores dias, com temas diferentes, esses outros dias respectivamente, do amor, da prosperidade, da gratidão e da recompensa, contarei aqui em detalhes, nesse espaço de amor, dia após dia.

Mas hoje, me limitarei a falar sobre o dia das dores emocionais, esse primeiro dia, porque entendi, que se não as encaramos de frente, se não as desmascaramos, se não damos a elas o remédio que precisam, acabamos fadados ao fracasso emocional, fatidicamente. E o fracasso emocional é o causador do fracasso em todas as outras áreas de nossas vidas.


Foto: Trilhando Nas Nuvens / Vista de cima da Pirâmide de STML

Devo agradecer essa oportunidade de refazimento, não só a espiritualidade que me guiou em todos os momentos dessa busca interior, mas também a Clarisse, que está a frente do Hostel Clã das Fadas, um local simples, mais muito acolhedor, como tudo em São Tomé das Letras.

Lá, tive uma cama confortável, em um quarto que me trouxe a simbologia de Ganesha, e pude refletir sobre a importância de perseverar frente aos obstáculos da vida, refletindo, pude relaxar o corpo depois das horas de caminhada.


Foto: Reprodução Facebook Clã das Fadas

Um café quentinho com pão de queijo, servido pela Suzy, uma mulher que vem enfrentando suas dores e retirando todas as pedras do caminho com a força de uma verdadeira guerreira.


Foto: Reprodução / Clã das Fadas

Aprendi com a Clarisse que nunca devemos deixar de ser exigentes e focados, e se não fossem elas, eu não teria tido condições de realizar essa viagem!

Gratidão Clarisse! Gratidão Suzy!


Foto: Trilhando nas Nuvens / Pedras de São Tomé das Letras.

Esse é o primeiro texto onde conto as revelações que tive nessa vivência tão transformadora! Acompanhem os próximos textos que farei sobre: AMOR, PROSPERIDADE, GRATIDÃO e RECOMPENSA.

E se você estiver precisando se conectar de verdade, se as suas dores estiverem contaminando a sua alma, ou se tiver se identificado com as palavras que expus aqui, acredito que você deva procurar a Clarisse e o Clã das Fadas, e separar uns dias para ficar por lá.

Se tiver interesse em realizar a mesma vivência que e o Tom e eu fizemos, entre em contato por direct no Trilhando Nas Nuvens para saber quais datas abriremos este ano para realizá-la.

Recomendo que você deva ir, não apenas para conhecer a cidade que é um encanto, mas, para se dar o direito de começar a viver, se você nunca viveu, ou de voltar a viver, se você um dia já viveu, de forma autêntica!

Realizo essa vivencias constantemente para me abrir ao verdadeiro amor, que veio na figura de Jesus nos mostrar, que estávamos amando errado.

Para entender, de uma vez por todas, que esse verdadeiro amor, quando esteve aqui, foi tentado por todas as espécies de provações, e morto na cruz, e quando ressuscitou, provou que a vida é eterna. Porém, infelizmente, após séculos de sua partida, tantos trabalham ferrenhamente suas vaidades e distorcem tudo o que ele disse…

Criaram Igrejas opulentas, onde o poder e a ganancia imperam, formaram exércitos da salvação que nada salvam, e o próprio Jesus, vivendo de forma humilde, não escreveu nem uma linha sequer, quem escreveu e selecionou aquilo que está escrito nas Bíblias “autorizadas”, foram homens, tão sedentos de amor, quanto nós.

Alguns escritos foram escolhidos por uma cúpula religiosa que incluíam figuras poderosas do clero, outros escritos foram rejeitados, e assim seguimos, escolhendo e rejeitando, sem que tenhamos total certeza de que as nossas escolhas estejam corretas.

E talvez esse seja o nosso grande trunfo na vida: refletir diariamente sobre as nossas escolhas. No que elas estão baseadas? No egoísmo ou no amor?

São Tomé das Letras: o simbolismo das pedras e a relação com as nossas escolhas

Aprender a escolher as melhores pedras, verificar se não estão soltas e se podemos pisar, nos livra de muitos acidentes. As pedras no caminho podem nos mostrar a trilha certa a seguir, ou podem nos fazer nos perder, escorregar, tropeçar…

Também por isso, devemos manter a atenção nelas, vigiar e orar com intenção, de coração, assim, passamos a aproveitar os obstáculos que a vida impõe, e aprendemos a transformá-los em aprendizados. Assim, saberemos avaliar quais delas iremos retirar da frente, e quais iremos guardar conosco, na lembrança de ter vivido momentos incríveis.

Tá curioso para as revelações do segundo dia? Deixo aqui uma BREVE introdução do dia do AMOR

O único remédio capaz de curar as dores emocionais é o amor verdadeiro…

… Não apenas aquele que nasce de uma relação carnal entre um homem e uma mulher, ou entre pessoas do mesmo sexo, ou entre nós e nossos animais, mas sobretudo, o amor que Jesus veio nos ensinar.

A Bíblia diz em 1 Coríntios 13:4-7: “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

Em minha interpretação humilde penso que o Amor não é sofredor, não acredito que tenha sido essa a intenção de Jesus, ao utilizar a palavra “sofredor”, porque o real significado é, “infeliz”, e quem ama nunca se torna “infeliz”, pelo contrario. Quem conhece o amor em sua essência aprende a lidar com as emoções a ponto de viver plenamente feliz, mesmo experimentando momentos de tristeza, como todos os seres humanos.


Foto: Tom Viajando a pé / Corredeira da Garganta do Diabo.

Jesus deve ter querido dizer, na minha opinião, que o amor é a capacidade de se colocar no lugar do outro, de sentir com o outro, de respeitar o outro, e por isso é benigno, nada inveja, nada se vangloria, nada se envaidece… Tudo suporta, no sentido de que, se é amor, nenhuma violência ou mal existirá entre os seres.

Com essas palavras, encerro aqui os meus pensamentos, na gratidão pelos aprendizados adquiridos, e convido a todos a lerem o próximo texto que escreverei sobre o segundo dia, o dia do AMOR!

Porque primeiro, devemos curar nossas dores emocionais, depois, aprender a amar de verdade!

E amando, aprendemos a vibrar de maneira prospera, a agir no sentido do bem, tanto para nós, quanto para os outros, conquistamos corações e espaços, e vivemos completamente gratos pelas recompensas que a vida nos traz.

Um abraço fraterno em todos vocês meus queridos amigos!

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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, educadora social, fundadora e editora de conteúdo do Rede de Ideias: PRODUÇÃO DE CONTEÚDO. Seu interior é intenso, sempre foi, transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhor, para si mesmo, e para o outro!