A ignorância faz de nós meros marionetes de um ego instintivo que ainda não aprendeu a amar!Para que não sejamos prejudicados por ela é preciso que todos nós façamos uma escolha: vencer o ódio em nós!

Em toda a história da humanidade vivemos conflitos territoriais que enalteciam o ego dos diferentes grupos existentes em todas as épocas!

O que os motivavam os afastavam da luz de Deus! Os motivos que os impulsionavam nas conquistas atrapalhavam a conexão com o divino. Eles trabalhavam em favor da ganância, da intolerância, do orgulho, da vaidade, da vingança, ações envoltas em uma ignorância, em uma falta de conhecimento das verdadeiras leis espirituais que resultavam em um ódio avassalador!

O ego quando vinculado a negatividade do mal que existe em nós, é capaz de grandes “descabimentos”.

Estudando a história do mundo podemos perceber o quanto que o ódio entre as nações nos trouxe em sofrimentos!

É inegável que a raiva e o ódio quando canalizados para o bem, para o que existe de positivo neles, e creiam, em tudo que existe há amor pois Deus é amor, nos inclinam a motivação, nos impulsionam para a transformação, e nos encorajam a verter a força que faz com que nos movamos em ação transformadora!

Infelizmente nossa humanidade nunca esteve interessada amplamente em cultivar o amor dentro da concepção do ódio.

Explico:

Amor e ódio são sentimentos antagônicos ao nosso ver, sempre foram discutidos separadamente! Apenas quando separados nós os compreendemos e praticamos integralmente!

Mas o que a nossa ignorância ainda não compreende é que o AMOR solitário, sem a força do ÓDIO é um sentimento subserviente e submisso!

O amor precisa da ação imperativa do ódio para se tornar efetivamente transformador na vida de qualquer ser vivo!

Parece loucura, e vocês podem nunca ter ouvido ninguém falar nesses termos, mas não abandonem a leitura, se esforcem para entender o sentido aqui exposto:

Ao separar o amor como algo bom, e o ódio como algo ruim que devemos evitar, nos tornamos marionetes passivas a favor do amor benevolente!

Mas quando paramos de negar o ódio inerente em nós, o acolhemos, o aceitamos, e passamos a integrá-lo à ação amorosa, nos tornamos destemidos, agentes revolucionários, e nos lançamos no grande projeto de nossas vidas: o amor verdadeiro!

No entanto, a nossa humanidade insiste e permanece desequilibrada quanto aos dois sentimentos!

Ou amamos demais, ou odiamos demais!

A maioria de nós não sabe amar, e quando tentamos, criamos enormes feridas em nós, e nos outros, e dominados pelo ego, passamos a odiar o amor!

E assim, com o ódio separado do amor nos armamos até os dentes! Nos fechamos em nossos muros existenciais! Nos fazemos ausentes, desencorajados para a ação benfeitora! Pois entendemos que devemos condenar o ódio em nós, e com isso nos condenamos também, nos mascaramos com a fantasia da bondade.

Nos tornamos “planta”, enraizados, impedidos de transformar o que quer que seja em nós, porque simplesmente fechamos os olhos para o que para nós é “pecado”, ou errado, e ficamos paralisados sem conseguir dar um único passo!

Com o tempo, a ignorância vai crescendo em nós, e inconsciente nos tornamos “pragas” mesmo tentando evitar, e acabamos contaminando outras “plantas” vizinhas que habitam o nosso jardim!

Paremos de nos deixar contaminar e, também de contaminar os outros, de dar vazão ao ego odioso remanescente de nossas sombras internas, antes que seja tarde demais!

Quando aceitamos o mal que ainda existem em nós, o acolhemos e o ressignificamos, conseguimos extrair a potencialidade que existe nele, em sua versão positiva.

O ÓDIO quando acolhido no amor nos impulsiona a AÇÃO amorosa que o transforma em benfeitorias!

Quando escondemos de nós e do mundo o ódio que ainda existe dentro de nossos corações, sentimos que a todo momento precisamos nos proteger, nos armar, nos trancar, o medo se torna imperados das horas, e nossa vida se perde no tempo perdido.

Quanto mais nos armamos contra os outros, mais eles se armam contra nós!

Não existe final feliz em uma guerra física, como também não existirá para quem vive uma guerra interior!

Quando a humanidade finalmente entender que viemos para o mundo para amar, as nações se unirão, se aceitarão com respeito, como irmãos que fazem parte de uma criação divina.

Quando a ciência descobrir que não somos os únicos no Universo, que nenhum de nós é melhor, que nenhuma raça é mais importante, e por conta disso, ninguém deve ter poder suficiente para comandar todos os recursos e as riquezas da Terra. Quando pararmos de desejar o poder e a riqueza que pertencem a Deus e entendermos que somos apenas seus herdeiros, passaremos a desfrutar do que Ele nos oferece em vida, com responsabilidade, sem a necessidade de acumular nada, e nesse momento o amor terá se unido ao ódio em um casamento harmonioso.

Mas que fique muito claro em nossas mentes ainda limitadas cobertas pelo véu da ignorância, que Deus nunca morrerá, e portanto, nunca receberemos essa herança para nós, apenas a usufruiremos!

Depois dessa reflexão, acredito que é ai que mora o segredo de tudo!

Devemos aprender a usufruir da melhor maneira aquilo tudo que Deus nos concede de graça, sem que para isso, precisemos tê-las, nem nos apropriar delas, simplesmente porque não nos pertence, pertence a Ele!

Nossa mesquinhez divina e pequenez emocional, é fruto da ignorância que alimenta a vaidade e a ganância que por consequência causam as guerras, tanto entre as nações, quanto entre as nossas mais diversas personalidades que precisam se sobrepor umas as outras!

Entendam:

As batalhas que travamos dentro de nós quando insistimos em separar o ódio do amor, faz com que guerreemos com Deus e todo mundo! E mesmo que nosso país não esteja em guerra efetivamente, não produza bombas nucleares, e nem mande suas tropas para a luta, NÓS, constantemente, estamos em guerra ou com um amigo, ou com um parente, ou com a gente mesmo!

Criamos personagens sociais que guerreiam entre si, dentro de nós, e essa ação, ocasionalmente inconsciente, porém em muitos CASOS de forma racional e friamente pensada, faz de nós inúmeros sofredores que engatinham na tarefa de amar!

TODOS OS SONHOS QUE PERMEIAM OS NOSSOS PENSAMENTOS, COMO SER AMADO, FELIZ, PRÓSPERO, ABUNDANTE, E SAUDÁVEL, SÓ NOS ENCONTRARÃO QUANDO APRENDERMOS A DERRAMAR AMOR NO ÓDIO QUE EXISTE EM NÓS, E PASSEMOS A VIVER EM PAZ! COMO DIZEM OS ANTIGOS: NA PAZ DE DEUS!

Quando cultivamos o ódio e não o regamos com amor!

O ódio solitário sempre foi capaz de causar grandes desastres, e já levou várias “personalidades históricas” a autodestruição! Cito exemplos, Luis XVI e sua esposa Maria Antonieta que foram decapitados após a Revolução Francesa, mais recente no Irã, Qassem Soleimani, chefe de força especial da Guarda Revolucionária foi morto em bombardeio sob comando e ordem de Donald Trump e o governo americano, Aiatolá Ali Khamenei e o presidente Hassan Rouhani falaram em retaliação. E o ódio isolado do amor continuará contaminado tudo ao longo da história!

Olhando mais para perto, em nossos lares, todos nós temos um exemplo de alguém muito próximo, parente ou amigo, que se autodestruiu por conta de algum distúrbio relacionado ao ódio que sentiam!

Pensem em alguém que se destruiu por conta do ódio: vejam, a culpa da ruína em que se encontram não é do ódio que sentem, é da negação do que sentem.

Geralmente aquele que sente muito ódio de quase tudo e de todos possui extrema dificuldade em entender o amor, quando sente afeição por alguém, parece até, que na verdade, a odeia, pois o amor dele é impregnado de apego, posse, e necessita controle, como tudo em sua vida.

Ele sente ódio quando percebe que não consegue controlar o outro, e depois quando não consegue expressar o amor cm afeto, e o ódio cresce a cada dia que passa o levando a um descontrole emocional total.

A única cura possível é o sujeito decidir buscar ajuda para aprender a amar, mas para isso, é necessário querer, e a maioria acha isso coisa de “mulher” ou de gente “fraca”. O que eu acho disso? Acho que deveria existir um curso intensivo que ensinasse as pessoas a amar!

Tratemos o ódio em nós com o bálsamo do amor!

Quanto mais amor colocamos em nossas ações “odiosas”, mais evoluímos em todas as áreas de nossas vidas!

A ação derivada do ódio advém de uma inconformidade! Ou seja, algo acontece e nos deixa inconformados, essa raiva/ódio que nasce dentro de nós pode ser canalizada para a violência e a agressividade, exigindo controle e impondo condições a força, ou pode ser canalizada para o bem quando escolhemos mudar a situação antes negativa, positivamente, e nos utilizamos da força motivadora desses sentimentos, até então, negativos, para realizar uma ação benevolente/transformadora!

ATENÇÃO: ESSA AÇÃO SEMPRE RESULTA EM UM BEM MAIOR, ALGO QUE BENEFICIA A HUMANIDADE COMO UM TODO. NÃO CAUSA MORTE E NEM TOMA NADA A FORÇA.

Se a força que NASCE DO ÓDIO EM NÓS não for atrelada a violência e sim ao amor, conquistaremos melhorias gigantescas em termos de avanços em nossa humanidade!

Pensemos sobre isso um instante. Mas, principalmente:

Iniciemos ações amorosas a partir do ódio que existe em cada um de nós, e façamos a escolha de pacificar o nosso mundo interior para que o exterior o espelhe!

Nós humanos temos o dever de vencer a ignorância do impulso bélico movido pelo ódio! Precisamos parar de nos autodestruir!

Tanto de forma efetiva enviando bombas e levando caos as nações, como no âmbito emocional, quando dominados pelo ego nos envenenamos em pensamentos destruidores em uma guerra infernal com o nosso mundo interno e com as nossas relações entrincheiradas!

Vivamos em paz! Como dizem os antigos: NA PAZ DE DEUS!

A paz de Deus nada mais é que o momento em que paramos de guerrear internamente, e passamos a renunciar antigas intrigas com bondade, obedecendo a santificados objetivos superiores!

Quem vive na paz de Deus não produz nada que cause mal a si próprio e nem aos outros, e muito menos tenta sobrepor a sua vontade em detrimento da vontade alheia!

Ele evolui, e o que antes era conflito destrutivo, hoje é progresso transformador! Esse progresso interior contínuo o levará a usufruir a felicidade plena!

A nossa única salvação é buscar a paz interior! Só assim poderemos, um dia, viver em profunda tranquilidade!

Se continuarmos alimentando a ignorância, cada vez mais violentos e inquietos, cometeremos cada vez mais ações sórdidas e inescrupulosas, e é aí que a ignorância do ego se alia ao ódio e ambos se fortalecem e nos levam a ruína!

Alie o ódio ao amor, e comece a dar passos lentos rumo á ações amorosas e benfeitorias edificantes!

Como?

Sempre que sentir ódio, não o renegue, não tente o esconder e o abafar, sinta-o simplesmente!

Ao senti-lo em silêncio, ele se incumbirá de te inspirações ações diversas, mas se o caminho que ele te mostrar levar a violência, a maledicência, a agressão, não dê ouvidos, pois é o seu ego falando!

Ao não dar ouvidos ao negativo, você fortalecerá o positivo, e em minutos, uma motivação para o bem, para agir de forma a transformar o que era mal em algo bom, o iluminará, e você se sentirá muito bem em ter conseguido polvilhar amor no ódio que te invadiu!

Tente!

Texto de Iara Fonseca com exclusividade para o Seu Amigo Guru. Fica proibida a reprodução desse artigo para fins comerciais, sem a devida autorização da autora.

“A ignorância é uma doença humana que se cura com o amor por conhecimento! Nesse contexto não se relacionada a cultura e a inteligência cognitiva, mas sim, ao desenvolvimento humano integral, tão necessário e urgente, que exige equilíbrio emocional,e autorresponsabilidade”. Iara Fonseca

Foto: Meramente ilustrativa/Amybeth McNulty como Anne Shirley | Crédito da foto: Chris Reardon

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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, palestrante, produtora e editora de conteúdo do Resiliência Humana e do Seu Amigo Guru. Seu interior é intenso, sempre foi! Transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhores, para nós, e para o outro!