Aprendi a não contar mais os anos, e passei a contar apenas, histórias!

Não devemos contar os anos, devemos contar histórias! Sobretudo, as que contem toda a nossa verdade!

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32

A verdade é algo imutável, e mesmo que acreditemos nas nossas próprias mentiras e as carreguemos em nossas máscaras pelos caminhos da vida, a verdade sempre será soberana.

Por mais que tentemos esconder dos olhos humanos os nossos erros, eles sempre darão um jeito de aparecer, de uma forma ou de outra.

Seríamos mais felizes se parássemos de temer o tempo e de contar os anos, e começássemos a contar a verdadeira história de nossas vidas para nós mesmos. Encarando em tempo a verdade, teríamos a chance de nos refazer, e de transformar as sombras que ainda habitam em nós.

Não podemos continuar justificando os nossos erros, temos que trabalhar para corrigi-los!

A maturidade me fez enxergar algumas coisas claramente, a primeira é que só amadurece quem quer, quem deseja evoluir, e por isso, maturidade nada tem haver com idade, anos, tempo e experiência de vida, ela nasce da coragem de enfrentar a verdade e da vontade de ser uma pessoa melhor! Mais consciente, sábia e iluminada!

Aprendi que não posso mais pedir para que as pessoas entendam os meus constantes equívocos, nem que me apoiem em meus devaneios existenciais, a missão é minha, e eu tenho que fazer tudo que precisa ser feito para iluminar essas questões em mim!

Os anos passam e o tempo se encarrega em colocar as coisas e as pessoas em seus lugares, o passado já não precisa pesar tanto, ele deve ser deixado lá atrás e ser perdoado.

Não devíamos ficar guardando pesos e tristezas na lembrança. APRENDI a tirar proveito do tempo e me agarrar aos momentos felizes, às histórias que me fizeram ainda melhor do que eu era antes.

Quando sofremos com as histórias que contamos, os sinais dos anos ficam mais evidentes, mas ele, o tempo, nos proporciona a chance de cultivar as sementes que nós mesmos escolhemos cultivar.

Se escolhermos cultivar a ignorância, o rancor, a mágoa, a raiva e caminharmos de forma irresponsável pela vida, nosso jardim interno que deveria florir e exalar perfumes por aí, infelizmente exalará o cheiro podre do limbo em que nos metemos.

Para que possamos sentir a gratidão que a verdade nos traz!

Nossas histórias podem ser emocionantes, dramáticas, de luta, tristes e repletas de arrependimentos, podem ser de dor ou de resiliência, de felicidade ou de compaixão, podem ser todas essas coisas juntas, independente de quantos anos temos! O importante e o que nos difere uns dos outros são nossas escolhas, ou seja, o que escolhemos manter e o que escolhemos descartar.

Infelizmente muitas pessoas se viciam em contar suas histórias tristes e se agarram a elas com muito apego. Essas pessoas não fazem mal apenas a elas, mas aos outros que convivem com elas, e que precisam trabalhar a paciência e serem compreensivos com as suas ignorâncias que são extremamente nocivas.

Devemos sempre nos perguntar quais histórias estamos contando para nós e para o mundo! E atentar se essas histórias aconteceram exatamente como contamos, ou possuem o peso que demos a elas, pode ser, se analisarmos bem, que na verdade, elas não aconteceram bem assim, como contamos.

Os anos não servem apenas para que nos lembremos que o tempo está passando depressa.

Só vivenciamos essa sensação, de que o tempo está voando, quando estamos invigilantes, distantes da oração, desconectados espiritualmente, e dominados pelo ego sombrio das remanescências de nossas sombras passadas.

Os anos passam sim, mas as histórias criam seu próprio tempo!

Algumas se perdem, outras se encontram e escolhem caminhar juntas! E se entrelaçam no amor, na ajuda mútua, na confiança, e no querer bem, desprovido de nenhum interesse escuso!

Esse encontro entre as histórias que cada um conta de si e dos outros, nos traz o que os anos muitas vezes não traz, amadurecimento e sabedoria!

Parem de contar os anos e temer o tempo, aproveitem o presente, troquem experiências, e apaguem as lembranças de dor com a borracha do perdão e da aceitação do que não podemos mudar.

Contem suas histórias uns para os outros! Contem, sobretudo, a verdade para si mesmos!

Parem de florear os acontecimentos para tentarem se redimir de qualquer fato que os envergonham, e de culpar os outros pelos infortúnios vividos.

Contem as histórias mais felizes sim, mas sem querer ostentar a vaidade, e também as mais doloridas, mas sem desejar piedade! Sobretudo, contem a verdade, o que realmente aconteceu e não o que a pequenez do entendimento e a mesquinhez dos sentimentos compreenderam.

Quando contamos a verdade e paramos de transformá-las em monstros de 7 cabeças, até as histórias de dor passam a ser fonte motivadora para o nosso crescimento interno.

Troquem experiências verdadeiras! Parem de viver um personagem, ora vítima, ora salvador da pátria!

Sejam verdadeiros, ninguém é vítima nos planos de Deus, e ninguém é salvador também, somos apenas instrumentos, e precisamos acordar para isso, para a sabedoria que está impregnada na verdade e que se dissolve na mentira que contamos sobre nós, para nós, e para os outros.

Vivam o presente contando suas histórias, mas livrem-se dos ressentimentos e de todos os elos negativos que continuam impedindo que vocês se mostrem de verdade.

Parem de contar os anos, contem apenas, histórias!

O que contará no final da estrada são as experiências, e se insistirmos em ficar espalhando mentiras, culpando os outros pelas histórias tristes que vivemos, condenando os anos que passaram, e nos sentindo menos por não ser mais tão jovem, essa negação da verdade nos condenará, e nos colocará em uma posição ingrata, onde ao invés de evoluir e sermos melhores do que éramos antes, regredimos e nos tornamos piores.

Já conheceram alguém que não era uma pessoa tão ruim assim, apenas um “tantim” ignorante na juventude, mas que depois de alguns bons anos, quando já deveria ter amadurecido, piorou e muito seu comportamento e principalmente seus sentimentos?

Pois bem, acho que compreenderam onde eu quis chegar. A pessoa que nega as verdades duras que precisam ser encaradas, nega a si mesma a oportunidade de evoluir, por isso, estaciona, ou regride!

Abracem a verdade que habita dentro de vocês, mesmo que ela seja dura de encarar!

Só quando aceitamos a verdade, acolhendo seus desdobramentos, nos perdoando do que quer que seja e fazendo o mesmo com os outros personagens que participaram da nossa história, temos condições de iluminar o que precisa ser iluminado, pois somente a verdade é capaz de nos libertar do sofrimento que a mentira que contamos a nós, e aos outros, no passar dos anos, nos causou!

Que tal olhar no espelho agora mesmo e contar para si mesmo umas verdades que precisam ser descortinadas?

Mas por favor, conte a verdade, tá?

A verdade te libertará de qualquer sofrimento vivido no passado, e abrirá espaço para que possa desfrutar um presente feliz, desde que você pare de mentir para si mesmo, e comece a se sentir grato pelas histórias que viveu!

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Imagem: Pinterest

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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, educadora social, fundadora e editora de conteúdo do Rede de Ideias: PRODUÇÃO DE CONTEÚDO. Seu interior é intenso, sempre foi, transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhor, para si mesmo, e para o outro!