Mais de 400 mil pessoas já contraíram a covid e cerca de 200 mil já se recuperaram no Brasil.

A gente sabe que a quantidade de casos de covid-19 no Brasil só tem aumentado, mas é importante trazer uma visão mais otimista e mudar o nosso foco e o nosso olhar para as vidas que estão se recuperando e retornando para os seus lares depois de uma forte batalha contra o vírus. Cerca de 350 mil pessoas já se recuperam de covid-19 no Brasil, e esse é um dado a ser comemorado, mas sem esquecer dos parentes, amigos e desconhecidos, mais de 20 mil, que nos deixaram pelo mesmo motivo.

Mais precisamente, de acordo com os dados do G1 do dia 29 de maio, foram registradas 26.788 mortes provocadas pela Covid-19 e 441.315 casos confirmados da doença em todo o país. No momento, o site indica que 195.473 mil pessoas já se recuperaram da doença no Brasil.

Devemos seguir as determinações e recomendação mundiais de isolamento social para achatar a curva e evitar a lotação dos leitos de UTI que já vem acontecendo em diversos estados do país, como Amazonas, Ceará, Para e tantos outros. Precisamos seguir o exemplo de estados como Minas Gerais, que já estão reabrindo as portas depois de terem realizado lockdown, e terem sido responsáveis praticando as medidas de higiene e de distanciamento social.

Se ficarmos só preocupados com a economia, mais tempo teremos que sofrer as consequências do vírus e mais tempo demoraremos para retornar ao normal, que não será como antes, mas sim, um novo normal, como já podemos perceber em outros países como Espanha, Itália e Portugal, que já estão reabrindo, porém, seguindo normas extremamente rígidas.

Um bom exemplo a ser seguido é o Vietnã, que com a metade da população do Brasil vem contabilizando vitórias e nenhuma morte.

O país já está reabrindo gradualmente há algumas semanas, e declararam que venceram o vírus, após mais severo lockdown registrado no mundo. Pasmem, quando o país tinha apenas 4 casos confirmados. Essa decisão do governo impediu que seus cidadãos morressem.

Porém, o Brasil vem insistindo em agir displicentemente. Milhares de brasileiros estão morrendo todos os dias, e o que vemos, é uma grande parte da população defendendo a reabertura, com medo da quebra da economia, mas cheios de coragem para enfrentar o vírus nas ruas, acreditando que ele não passa de uma “gripizinha”.

É fato, que muitas pessoas se curaram de covid, que outras contraíram o vírus e ficaram completamente assintomáticas, e que muitas só sentiram alguns dos sintomas e se recuperaram bem, sem precisar de internação. Mas o que não podemos esquecer é que não sabemos como o vírus age em cada pessoa, e não podemos contar com a sorte.

Aqueles que precisaram de intubação e respirador, que ficaram internados por semanas na UTI, passaram por dias de completo inferno, dor e sofrimento, e não só eles, toda a família e amigos, sofreram o desespero de não saberem o que aconteceria, se o parente, amigo, receberia bom atendimento, se existiriam leitos, se haveria condições adequadas de atendimento, ou se eles ficariam nos corredores dos hospitais, sozinhos, esperando atendimento até perderem a vida.

Comemoremos sim as vidas recuperadas e aqueles que venceram essa doença tão avassaladora, mas sejamos consciente e preservemos a nossa vida e a de todos os outros brasileiros, agindo de forma responsável, saindo apenas quando necessário, confiando que poderemos recuperar a economia se estivermos vivos e saudáveis.

Só o estado de pandemia já é um forte motivo para causar um grande desequilíbrio emocional em todos nós, imagine perder alguém que você ama, nesse momento? Ou a própria vida? Se recuperar emocionalmente desse “baque” talvez seja mais complicado do que recuperar a economia!

Nos apeguemos aos movimentos de ajuda, de solidariedade e de compaixão que estão surgindo. Ao que de bom o vírus trouxe, como a importância do autocuidado e de se ter clareza quanto ao que é certo e o que é, e está, errado.

Não devemos brigar defendendo um partido ou outro, um político ou outro, simplesmente, defendamos as nossas vidas, e a de todos os brasileiros.

Cobremos posições firmes dos nossos governantes para que eles nos amparem e nos ofereçam recursos para que passemos por essa fase seguros em casa, e cobremos também que esse mesmo governo ampare as pequenas empresas, com ajudas que não pareçam mais uma prisão de credito que os escravizarão pelo resto de suas vidas à juros altos e impraticáveis.

Lutemos por justiça social, por saúde por educação, não por partidos ou por egos!

Deixemos de lado as discussões mesquinhas e o desamor! Foquemos no oposto, nas conciliações e no amor ao próximo.

Saia para ajudar quem precisa, e peça ajuda caso seja você quem esteja precisando. Não é vergonha pedir, e sobretudo, é honroso ajudar!

Prefira sempre ser aquele que ajuda, pois é sinal de que você não está precisando ser ajudado, ou que tem tanto poder interior que é capaz de ajudar e ser ajudado na mesma medida.

Hoje agradeço a Deus por tudo que tenho aprendido com esse vírus invisível tão poderoso. Mas a principal lição que tiro disso tudo é que não é preciso ver para crer, o invisível existe, mesmo que não possamos vê-lo. Deus também é invisível, e existe, mesmo que não possamos vê-lo! Confiemos em seus planos divinos para a nossa transformação moral e para a nossa regeneração.

Nós precisávamos do vírus para perceber quem é responsável e quem é totalmente desprovido de responsabilidade e só pensa em lucrar, lucrar, e lucrar.

Esse mundo desenfreado e louco já estava matando muitas pessoas diariamente. Foi preciso que Deus mandasse algo tão poderoso para que parássemos para analisar a nossa vida e como vinhamos escrevendo a nossa história.

Sem algo que nos ameaçasse a vida, não despertaríamos tão cedo para o valor que ela tem.

Quando o capital se sobrepõe a vida, com o discurso: “ou morremos de covid ou de fome”. Percebemos para onde estava caminhando a nossa humanidade.

As pessoas só se preocupam com a fome do mundo, quando sentem fome, só se preocupam com os doentes do mundo, quando ficam doentes, só se preocupam com a pobreza do mundo, quando ficam pobres… E é assim, que Deus envia as lições para quem precisa aprender, e os frutos para quem, mesmo na adversidade, plantou boas sementes.

Que o Brasil se recupere da doença moral que vem sofrendo, e que os brasileiros possam se curar pelo amor, e não precisem amargar a dor de mais nenhuma perda. Oremos pela vida e sobretudo, lutemos pelo nosso direito a ela!

*Texto de Iara Fonseca – clique em cima do nome da autora para ler mais artigos dela.
*Foto: Ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, brasileiro, Ermando Armelino Piveta, de 99 anos, gesticula ao deixar o Hospital das Forças Armadas em Brasília, depois de receber tratamento para o novo coronavírus COVID-19 e receber alta em 14 de abril de 2020. – AFP

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Iara Fonseca
Jornalista, escritora, editora chefe e criadora de conteúdo dos portais RESILIÊNCIA HUMANA e SEU AMIGO GURU. Neurocoaching e Mestr em Tarot. Para contratação de criação de conteúdo, agendamento de consultas e atendimentos online entrem em contato por direct no Instagram.