Um abraço quando há muito não se tem ninguém ao lado, e um copo de água para um nômade no deserto, só se descobre a importância, quando se precisa de um.

Ninguém é autossuficiente. Aceita, que dói menos.

Ninguém pode ser tão iludido a achar que não precisa de ninguém para nada.

Pra você nascer, você precisou da união entre duas pessoas. Parta deste princípio. Ponto.

Gosto muito desta frase de Gustavo Lacerda:

“Em mundo de ideais banalizados e princípios distorcidos, onde o egoísmo e a autossuficiência são exaltados, amar é de fato um desafio que poucos escolherão.”

Vou te contar uma história.

Sempre fui do tipo observadora. Comecei a usar óculos muito nova, aos 8, justamente por fazer força com a vista para enxergar coisas lá longe ou coisas no universo “invisível” para nós, como o dia a dia de uma formiga.

Sim, eu era a geek de franjinha e longos cabelos mel que ficava horas a fio sentada no quintal de casa observando as formigas. Sempre achei encantadora a forma como se organizam e ficava rindo delas conversando entre si para buscar um pedaço de pão ou grão de arroz que por ventura houvesse caído pelo caminho.

Uma DR sem fim. E eu ficava tentando imaginar quem que era macho e quem era fêmea.

Sou a caçula de 4 irmãos Uma morrera, ao nascer, de sarampo, deixando mamãe longos 2 anos em depressão profunda, segundo meu irmão mais velho, que também já faleceu, há 6 anos.

Sinto saudades dele. Meu melhor amigo, professor de karatê (amava Bruce Lee), parceiro de filmes, amante de Elvis Presley e de quem herdei boa parte do meu jeitinho zoadora de ser.

Mas, voltemos às formigas. Eu sempre admirei a forma como elas se ajudam, como trabalham unidas. Sim, tem sempre uma líder, mas é preciso ordem, se quiser evitar o caos.

Andam em fileiras, organizadas e, se porventura um alimento cai ou alguma fica presa numa gota de água, elas voltam atrás, para estudarem como podem ajudar a companheira.

Atitude grandiosa, vinda de seres tão pequeninos.

Quão sublimes são as formigas!

Quanto a ensinar para a humanidade.

O ser humano, dotado de grandiosa inteligência, em plena pandemia, ainda se atém a seu Ego e sua individualidade, agindo alguns como se este problema comum, este vírus letal, que desconhece credo, raça, status,e ainda se julga o tal.

Eu vou na contramão da multidão. Mesmo que o perigo exista e a já sabemos o poder devastador dele, todos já nascemos sabendo que, um dia, cedo ou tarde,morreremos. Certo? Ok.

Agora, se isto já é a ÚNICA coisa que temos de certo neste mundo de meu Deus,meu fiiiiiiiii!

“Por causa de que “ tu ficas alimentando este Rei na barriga que NÃO TE PERTENCE, mó bem?

Tá avariando das ideias é?

Larga mão de ser besta, sôr!

Ara! Bicho arisco!

Sério, gente,não compreendo.

Eu fiquei abismada com o caso daquele casal de ricaço que mantinha a empregada doméstica, Maria, em casa, sem luvas, sem máscara de proteção, sem aumento,só para ela cuidar dos dois, infectados pelo coronavírus.

Tipo, o que passa na cabeça da pessoa que, mesmo em situação de desvantagem, ainda se julga melhor do que o outro?

Vi nas redes sociais desabafo de pessoas sendo dispensadas por seus familiares, amigos, companheiros, só por estarem infectadas.

Cadê o amor? Cadê a compaixão? Cada a solidariedade? Cadê a HUMANIDADE destes serumaninhos?

Com toda sinceridade, palavra de honra, mas de que vale conta no banco polpuda, carrão do ano na garagem, um apê na Zona
Sul, se quando você adoece, quando você mais precisa,não tem NINGUÉM ao teu lado?

Cadê a roda de samba dos amigos, o futebol do domingo, a reunião do clube das patricinhas e dos mauricinhos,as noitadas, as ficadas, as transadas com o maior número de mulheres e homens possível?

Cadê o Amor, nessa hora? Olha em volta!

O que você ganhou sendo prepotente, soberbo, egoísta, frívolo, fútil, frio?

O que você ganhou humilhando seu empregado, seu amigo,sua companheira, sua família, seus filhos?

Qual a última vez em que se reuniram e você não estava sentado curtindo com eles sem o celular?

Qual a última vez que você, playboy, saiu com aquela mina de fé, que tava super na tua, e quando se despediu dela depois do sexo gostoso você mal olhou na cara dela e foi resolver sua vida, e se despediu, sem dizer se estava a fim ou se ela era só mais uma e não escolheu dormir de conchinha com ela porque provavelmente já tinha uma outra transa marcada para a noite?

Quantas e quantas pessoas você colocou em segundo plano porque estava muito ocupado construído seu trono de ouro, no qual agora você senta este teu ego inflado e sente o gelo que você mesmo convidou a te “aquecer” nesta quarentena?

Você acorda, todos os dias, solitário. Porque ninguém quer se arriscar a adoecer a teu lado. Cure-se!

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Daniele Abrantes
Sou jornalista de espírito vintage, que ama compor músicas ,pintar, e escrever sobre assuntos voltados à compreensão das relações humanas e da profundidade da alma. Acredito que as duas maiores forças que possuem o poder de mudar o nosso dia a dia são o Amor e a Empatia. Grata por compartilhar com vocês esta jornada.