Solidariedade tem sido a palavra de ordem nesse momento de desordem global. Um vírus desconhecido se alastrou sobre nós e agora nos vemos obrigados a sermos solidários, ato esse que permanecia adormecido em muitos, e que praticamente havia sido posto em desuso por outros.

A grande maioria das pessoas, de diferentes classes sociais, raça, credo e de pátrias diversas, estão enviando mensagens de otimismo para o mundo, outra parte, uma minoria, está amedrontada, vislumbrando um futuro penoso e apocalíptico.

O isolamento vem assombrando muitas pessoas, elas se perguntam: “O que será da economia?”; “Como faremos para pagar as contas se ficarmos em casa?”; “Como conseguiremos trabalhar com as crianças em casa?”; O que acontecerá com as pequenas empresas se tiverem que fechar as portas por tanto tempo? De quanto será o prejuízo? Como e quando erradicaremos esse vírus?

As dúvidas são inúmeras e pertinentes, mas as especulações resolverão algum desses casos? Conviver com o medo cruciante mudará o cenário atual?

As respostas para essas perguntas todos já sabemos! A preocupação excessiva de nada adiantará, apenas agravará a triste realidade.

Precisamos, neste momento, acolher, não crucificar!

Existem culpados?

Precisam ser apontados e julgados?

Condenaremos eternamente os chineses? Ou aprenderemos a lição divina impregnada nessa pandemia, através do grito da natureza e da urgência de transformações morais que andavam desacreditadas, caminhando para um retrocesso perceptível ao olhos dos mais sensíveis?

Existem formas e formas de encarar uma tempestade quando ela vem! Podemos nos proteger em nossos lares até que não exista sinal dela, ou podemos sair com o guarda-chuva, alguns também ou só com uma capa de chuva afim de não nos molharmos em demasia. Podemos sair irresponsavelmente, querendo sentir a adrenalina do correr perigo, ou podemos usar a criatividade desenvolvendo tecnologias ou maneiras de nos sentirmos mais seguros diante dela.

Sim, as pessoas estão sendo obrigadas a permanecer o máximo de tempo possível em suas casas, alguns, que se encontram nos grupos de risco, como os idosos, cardíacos, asmáticos e fumantes com problemas respiratórios, estão sendo aconselhados a não saírem nem para realizar atividades essenciais como, irem ao supermercado e ao médico.

Essa situação isolou ainda mais os idosos que já se sentiam solitários!

Netos não poderão visitar os avós, e filhos, os seus pais.

Ouvindo um relato de um idoso, a situação vista pelos olhos daqueles que acreditam em Deus e também dos que não acreditam, parece um tanto quanto cruel, e aqueles que defendem uma versão impiedosa do criador do Universo, seja ele quem for, estão certos de que o juízo final está próximo.

Para esses que traçam um panorama de “fim de mundo”, cito um parágrafo da Bíblia que foi compartilhado pelo meu querido irmão de luz Geraldinho:


Foto: Instagram Geraldo Lemos Neto

Na Bíblia consta que não devemos temer, que esse não será o fim! Mas se não é o fim, só pode ser o começo, o começo de uma importante transformação planetária, de uma recuperação de valores perdidos, de retomar importâncias que haviam sido deixadas de lado.

A solidariedade é apenas uma delas, a compaixão, a empatia, a aceitação das diferenças pacificamente são outras tantas importâncias que estão sendo retomadas! E essa transformação que estamos vivendo é divina!

Enfrentaremos tudo isso sem nos abraçar, mas com solidariedade e uma profunda sensação de união!


Foto:”Tudo vai ficar bem” … uma família italiana em confinamento em Turim olha pelo lado positivo /REUTERS / Massimo Pinca

Para ilustrar esse texto compartilho aqui uma pequena passagem do Gatinho O ‘Meara, um lindo relato do que muitos já vivenciam, e que muitos de nós começam a vivenciar:

“E as pessoas ficaram em casa. E leram livros, ouviram músicas, e descansaram, se exercitaram, e fizeram arte, jogaram jogos, e aprenderam novas formas de ser, e ainda estavam bem. E aprenderam a ouvir mais profundamente. Alguns meditaram, outros rezaram, outros dançaram. Alguns conheceram as suas sombras. E as pessoas começaram a pensar de forma diferente. E as pessoas se curaram. E, na ausência de pessoas que viviam de maneira ignorante, perigosa, sem sentido e sem coração, a terra começou a se curar de fato. E quando o perigo passou, e o povo se uniu novamente, fizeram novas escolhas, sonharam novas imagens, e criaram novas formas de viver e curar a Terra plenamente, como tinham sido curadas.”. – Gatinho O ‘ Meara

Curar a Terra e as pessoas que nela habitam, parecia até então um sonho impossível. Mas existe impossível para Deus?

“O homem semeia um pensamento e colhe uma ação. Semeia uma ação e colhe um hábito. Semeia um hábito e colhe caráter. Semeia caráter e colhe o destino.”

Swami Sivananda

Texto: Iara Fonseca

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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, palestrante, produtora e editora de conteúdo do Resiliência Humana e do Seu Amigo Guru. Seu interior é intenso, sempre foi! Transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhores, para nós, e para o outro!