Tem muita gente que só quer ajudar para depois pedir algo em troca! Ajudar os outros deve ser um ato amoroso e abnegado, não existe ajuda verdadeira sem amor, mas poucos conseguem ajudar os outros sem pedir nada em troca depois!

Quem disser que nunca conheceu pessoas que dão “de ombros” quando podem nos ajudar, mas que, continuamente, estão a nos rodear como se fôssemos um “boi no rolete”, só esperando que nossa carne fique ao ponto e apetitosa para nos consumir por completo, estará mentindo!

É muito “que se fo$a”, para pouco “eu vou te ajudar”! E essa é uma realidade indiscutível!

As pessoas que acordam para um novo dia e colocam o seu amor a serviço são muito iluminadas e abnegadas. Elas sentem dentro delas uma vontade latente em ajudar os outros, sejam eles quem forem. E ajudar não é uma barganha que elas fazem com Deus, é simples e tão somente a forma que elas encontraram de ser feliz!

Mas tem gente que não consegue pedir ajuda, o orgulho e o perfeccionismo as impedem de tomar essa atitude de reconhecer que existem coisas que elas não conseguem ou não conseguirão fazer sozinhas. Ao mesmo tempo, há nelas uma cobrança velada, onde exigem, inconscientemente, que os outros a ajudem sem que elas tenham que “se humilhar” e pedir!

Muitas pessoas entendem um pedido de ajuda como uma humilhação pois não assimilaram corretamente o sentido de “humildade”. Essas são as mesmas pessoas que possuem extrema dificuldade em pedir desculpas, já que ao pedirem terão que confessar ao outro e a si mesmas que cometeram um erro. E errar, para elas, é inadmissível.

Porém, constantemente se colocam à disposição em ajudar os amigos, a família, os colegas, não porque a sua natureza é colaborativa, mas porque elas precisam ter um crédito para “barganha”, um motivo para reclamar caso o outro não esteja disponível, ou não se proponha a ajudá-las quando elas precisarem! É também uma forma de elas se justificarem a si mesmas e se validarem, pois quando isso acontece, elas simplesmente dizem:

“Eu disse que isso ia acontecer!”

“Eu não falei para você que quando você precisasse iam te virar as coisas!”

“Eu sou boa demais e não ganho nada com isso!”

“A partir de agora eu devo pensar mais em mim!” – Todas essas frases e outras inúmeras, são quase uma “licença” que legitimará as suas ações egoístas daqui para frente!

Essa negociação “velada”, regada à cobranças silenciosas, geram conflitos nos relacionamentos, e danos, muitas vezes, irreversíveis.

A necessidade de se colocar como “salvador da pátria, na realidade, é apenas um grito interno de alguém que quer ser ajudado da mesma forma como ajuda, ou de uma forma ainda melhor!

Esse querer ajudar para ser ajudado é uma troca que invalida a ajuda inicial, e adoece quem espera receber a mesma ajuda de volta!

Aqueles que gostam de ajudar mas se sentem sobrecarregados! Em algum ponto estão errando!

Outras pessoas já aprenderam a se colocar a disposição e gostam de ajudar os outros mas quando ajudam, se sentem usadas, abusadas, e irritadas!

Até fazem doações aos mais carentes quando podem, e quando está sobrando, gostam de ver o resultado positivo que vem dos atos solidários, mas quando precisam ajudar os mais próximos, essa ajuda vira sinônimo de “carregar peso dos outros”!

Se viciaram em reclamar e gostam que seus feitos sejam colocados em evidencia! E esperam a gratidão alheia, porém, exigem que essa gratidão seja eterna.

Jogam na cara do outro o que fizeram sem dó nem piedade, e se vitimizam com muita facilidade.

Alguns ajudam só para poder dizer para todo mundo o que fizeram e como foram úteis porque gostam de sentir que são fundamentais na vida do outro! Por conta dessa necessidade de se sentirem importantes, eles acabam criando uma relação de dependência forçada, para que o outro se torne eternamente refém de sua ajuda “misericordiosa”! Porém, é perceptível que de misericordiosa essa ajuda não tem nada.

Outros, nunca estão dispostos a ajudar e soltam aquele sonoro “se vira”. Mas a cara de pau é tão grande que, poucos dias depois de ter dado de ombros para o problema alheio, lá estão eles, com voz doce e suave pedindo para alguém os ajudar em algo que eles até poderiam fazer sozinhos, mas que preferem economizar suas forças e dividir os pesos que são seus, com os outros.

Esses que adoram dividir os seus pesos com os outros mas se “lixam” e recusam ajudar quando os outros precisam, vivem uma dor interior que nunca cessa! Essa dor é o seu próprio peso que nunca alivia! Mesmo recebendo a ajuda providencial de muitos!

Quando não colocamos o nosso amor prontamente à serviço, ele simplesmente foge de dentro de nós!

Nossa ajuda desprovida de amor, não resulta em bons frutos! Nos sentimos vazios e perdidos, e insatisfeitos com a postura do outro em relação a nós. Essa insatisfação faz com que, continuamente, nos peguemos precisando dos outros, cada vez mais!

Quem ajuda esperando algo em troca

Quando ajudamos esperando que o outro faça o mesmo por nós, tentamos nos colocar em uma posição de vantagem, e permanecemos em um estado de constante demanda, de fortes exigências externas, e passamos a cobrar do outro uma colaboração igual ou melhor do que a que oferecemos a ele, alegando ser uma ajuda “despretensiosa”.

O fato é que o outro percebe, consciente ou inconscientemente essa barganha, e passa a querer se libertar desse ciclo de ajuda e exigências!

Ao se libertar, o outro finalmente entende que nunca precisou verdadeiramente de tudo aquilo que foi a ele oferecido por esse que esperava que ele lhe desse “algo em troca, pelo contrario, percebe que se não tivesse recebido a ajuda em questão, talvez hoje, ele se sentiria mais forte e capaz para enfrentar a vida de frente, visto que teria tido a oportunidade de fazer o que precisava fazer com os seus próprios recursos, e reconhece que poderia ter buscado a contribuição de outras pessoas.

Nesse movimento de fuga dessas cobranças, o que o ajudou o chamará aos quatro ventos de ingrato! Mas de fato, a verdade é que, ele simplesmente buscou se livrar do peso da cobrança que era feita sobre ele de forma ferrenha e constante!

Aqueles que ajudam esperando algo em troca são pessoas extremamente carentes e desconhecem o amor incondicional.

Para eles, o outro só o amará de verdade se: Ele nunca disser não aos seus pedidos! Se ele sempre obedecer às suas vontades e reagir às suas ofertas positivamente!

Quando o outro se posiciona contrário a sua vontade, eles se rebelam e demonstram seus verdadeiros estados de consciência e de desamor profundos!

O doador e o tomador compulsivo

Existem alguns casos, onde a relação é uma via de mão única e que um dos envolvidos é o doador e o outro é sempre o tomador, são esses casos que me inspiraram o título desse artigo.

Mesmo quando já nos colocamos com humildade frente ao outro para pedir a ele que nos ajude, mesmo quando não o ajudamos pensando em receber o mesmo favor em troca, mesmo quando não estamos exigindo compensação de atos anteriores, se aquele que recebe o nosso pedido, simplesmente dá de ombros e pensa: “e daí?”, não é problema meu, e segue sua vida acreditando que ele está completamente certo em suas ações, ou se ao ser ajudado, ele menospreza a ajuda que recebeu, nós que ajudamos ou pedimos essa ajuda com humildade podemos até nos sentir desvalorizados por um tempo, mas esse sentimento não pode ser validado por nós.

Quando recebemos essa ação negativa, podemos seguir por dois caminhos: nos vitimizar, e nos ancorar na falta de dedicação do outro em relação a nós, ou podemos arregaçar as mangas e seguir em frente.

A raiva pode surgir sim, mas devemos utilizar a força que vem dela para deixar o nosso mundo e o dos outros um pouquinho melhor!

Devemos sair por aí confiantes e buscar ajuda em outros lugares, não desistir, e simplesmente estudar todas as formas possíveis de nos tornarmos os nossos próprios heróis, produzindo fórmulas e desviando os caminhos para que encontremos meios de nos ajudar! Ao passo que, depois de um tempo, com um pouco mais de dedicação, venhamos a nos tornar o nosso maior salvador!

Esse é o ponto!

Quando precisamos de ajuda e ninguém se dispõe a nos ajudar precisamos recorrer as nossas ferramentas internas!

Existe uma infinidade de papéis dentro de nós que podemos tomar posse, mas muitos de nós não nos conhecemos a fundo, e nem buscamos nos conhecer a ponto de conseguirmos fazer aflorar essas capacidades ainda desconhecidas em nós!

Dr. Décio Fábio Júnior, constelador familiar e criador do conceito de “Inteligência Sistêmica”, em seu curso “Vencendo o seu Limite”, juntamente com o terapeuta transpessoal Robson Hamuche, criador do @resiliencia_humana, ensinaram que “Onde está o nosso foco e a nossa atenção é onde está o nosso amor”.

Por tanto, foque a sua atenção em você e no seu objetivo, não de maneira egoísta, mas amorosa e humilde.

Se disponha a ajudar a si mesmo e a quem precisar de maneira despretensiosa e verdadeira, sem esperar nada em troca!

Não finja e não mantenha uma aparência apenas, simplesmente faça o bem. Faça a sua vida valer a pena!

Agindo assim, de forma constante e se deixando fluir com a vida, essas capacidades e habilidades que você tanto precisou e que foram os motivos de você ter pedido ajuda, nascerão fortes em você, e o farão uma pessoa bem melhor do que você já foi um dia!

Eu sei que durante o decorrer da vida recebemos muitos “e daí?” e poucos “sinto muito por você”, “eu vou te ajudar”, mas precisamos aprender a distinguir se quando estamos pedindo ajuda para os outros, estamos realmente precisando dessa ajuda, ou apenas estamos queremos dividir os nossos pesos com os outros porque não queremos nos aplicar um pouco mais para dar conta deles sozinhos!

Quanto mais queremos diminuir o peso que carregamos, entregando um pouco dele, ou todo ele, no colo dos outros, mais pesados nos sentimos!

Devemos nos comprometer a resolver as nossas questões interiores buscando acessar o nosso Eu Superior, e só pedir ajuda para aqueles que possuem experiências e especialidades necessárias naquilo que nós ainda não temos!

Geralmente não é isso o que fazemos. Costumamos pedir ajuda para quem não tem condições de nos ajudar, ou cobramos ações e respostas daqueles que não as possuem para nos oferecer.

Se nos negam ajuda é um sinal de que estamos pedindo essa ajuda para as pessoas erradas, ou até que somos capazes de resolver a questão da melhor forma, se nos aplicarmos com devoção e afinco! E sobretudo, decidirmos buscar as respostas junto as nossas ferramentas internas, que nos guiarão para as pessoas certas, aquelas que estarão dispostas a unir forças conosco para um bem maior.

Pensemos…

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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, palestrante, produtora e editora de conteúdo do Resiliência Humana e do Seu Amigo Guru. Seu interior é intenso, sempre foi! Transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhores, para nós, e para o outro!