Sobre aprender a ficar sozinho: Só o amor-próprio será meu para sempre!

O amor que você encontra dentro de você será seu para sempre. No entanto, eu sei que a jornada de volta para você mesmo depois do término de um relacionamento é extremamente difícil. Se sentir confortável e em paz, por conta própria, e aprender como manter seu próprio coração e seu próprio espaço de uma forma que não te assuste, mas sim, de uma forma que te dá poder, não é fácil.

Vivemos em um mundo onde estamos constantemente sendo alimentados por tantas distrações. Não aprendemos a ficar sozinhos conosco, porque nunca estamos realmente. Tentamos preencher nossas vidas até a borda com outras pessoas, tentamos nos manter ocupados, com trabalho, com bobagens e com tantas coisas que consomem energia e tempo, que nunca realmente paramos para sentar com nós mesmos e ficar sozinhos se não somos obrigados a isso.

Mas eu sempre pergunto: “Quem é você quando está sozinho com sua mente? Você esta feliz com a própria companhia? Quando o mundo está quieto e a distração e o barulho cessam, o que você sente? Você se sente bem consigo mesmo?”

Frequentemente, a resposta é não. E é por isso que ficar sozinho é considerado algo que é desconfortável e algo que a maioria dos seres humanos evita.

É difícil, é difícil ficar sozinho. E isso é algo de que você não precisa se envergonhar. Você não precisa se angustiar por achar difícil amar a si mesmo ou por não se sentir bem por conta própria. No final do dia, precisamos um do outro.

Precisamos de relacionamentos significativos, precisamos dessa interação. É por isso que evoluímos e sobrevivemos por tanto tempo como espécie.

Aprender a ficar sozinho não significa que você precise se excluir do mundo, que nunca precise pedir ajuda, que precise se fechar e remover a conexão com os outros.

É lindo querer amar, querer experimentar a vida com pessoas que te fazem sentir visto e ouvido e em paz neste mundo.

Às vezes, esquecemos que o amor que sempre buscamos nos outros pode, antes de mais nada, ser encontrado em nós mesmos.

Este é o seu lembrete de que estar sozinho não é sinônimo de não ser bom o suficiente.

Estar sozinho não é uma fraqueza, não é algo de que se envergonhar. Estar sozinho é um presente. É uma base, uma base firme dentro de você que te diz que você sempre estará lá para você, quer você esteja ou não em um relacionamento, independe se você recebeu uma mensagem de bom dia, ou não.

Aprender a estar sozinho é uma dedicação implacável para compreender o seu coração e lutar pelo que o compele a você, depois de anos permitindo que ser amado pela metade.

Estar sozinho não é ser solitário. Não é estar quebrado. Só há uma ancoragem, uma cura – um lembrete de que o amor que você encontra dentro de você será seu para sempre, um lembrete de que você tem a capacidade de ser sua própria casa.

Acredito profundamente em aprender a ficar sozinho, porque muitas vezes, quando temos medo de ficar sozinhos, tendemos a manter coisas em nossas vidas que não foram feitas para nós.

Quando temos medo de ficar sozinhos, às vezes, nos contentamos com menos do que sabemos que merecemos, ou precisamos, ou desejamos profundamente, porque preferimos ter algo do que nada.

Toleramos comportamentos, ou coisas que não nos inspiram, nem estimulam o nosso crescimento, ou não nos amam como sempre sonhamos em ser amados, porque não queremos perder o que temos, enquanto não nos aparecer algo melhor. E se algo melhor não aparecer, se não tivermos outro ser humano ou sua atenção nos dizendo que somos amados, que somos dignos, que somos válidos, quem o fará?

Aprender a ficar sozinho nos ensina que mesmo que tudo o que seja externo nos deixe, ainda teremos a nós mesmos.

Aprender a ficar sozinho é importante porque quando amamos a nós mesmos não buscamos mais validação externa como meio de nos sentirmos amados ou dignos. Nós crescemos quando nos permitimos ficar apenas com a gente mesmo. Aprendemos como ser fortes por conta própria. Como construir essa base.

Quando você se sente confortável sozinho, as coisas que você permite em seu coração, em sua vida, estão sempre sendo adicionadas a isso. Não é mais uma questão de saber se alguém gosta de você, se você é bom o suficiente. É uma questão de saber se você gosta deles, se eles podem dar o que você precisa, o que você deseja.

Quando podemos ser nossa própria paz, quando podemos nos realizar, quando podemos ser nossa própria felicidade – amamos a liberdade. Podemos estar totalmente presentes, podemos amar de um lugar profundo dentro de nós mesmos, de um lugar de compreensão profunda de nossos corações e de nosso valor, e podemos dar muito àqueles em nossas vidas de um lugar de compaixão e empatia, ao invés do que dar de um lugar de medo e apego.

No entanto, esse tipo de crescimento é incrivelmente difícil no início. Estudos mostraram que as pessoas preferem administrar um choque elétrico em si mesmas do que ficar sozinhas com seus pensamentos por 15 minutos.

Há uma aversão a ficar só, porque somos tão estimulados, estamos tão convencidos de que sempre temos que buscar nossa felicidade fora de nós mesmos. Mas há muita beleza que pode ser encontrada ao se comprometer consigo mesmo e a trabalhar para superar esse desconforto.

Em um nível biológico, quando trabalhamos com coisas que estão criando uma resposta ao estresse, como desconforto dentro de nós, quando nos comprometemos com uma tarefa ou realizando algo, e garantindo que estamos nos esforçando, isso na verdade, cria um sistema de recompensa de dopamina em nossos cérebros.

Estamos literalmente aprendendo a nos recompensar, não externamente, mas no ato de nos comprometermos com algo mais profundo para nós mesmos, no ato de nos comprometermos a ser melhores, a fazer o trabalho que precisa ser feito – esse ato de amor-próprio realmente cria uma resposta de felicidade dentro de nós.

Se a ideia de ficar sozinho te assusta, é claro sinal de que você precisa começar a olhar para dentro. É aí que você sabe que precisa começar a aprender como dar a si mesmo o mesmo amor que busca externamente.

É aí que você sabe que precisa acalmar as distrações, precisa estar bem em sua própria companhia.

Você finalmente entende que é melhor ficar sozinho do que estar com alguém que te faz sentir solitário.

Que é melhor ficar sozinho do que se contentar com coisas que, no fundo, você sabe que não são para você.

É melhor ficar sozinho do que fazer do amor algo que você sente que tem que se apegar, algo que você precisa possuir, em vez de algo bonito e leve.

É aí que você entende que é melhor ficar sozinho do que se prender na necessidade de validação externa. É melhor ficar sozinho.

*DA REDAÇÃO SAG. Com informações TC

*Foto meramente ilustrativa: Atriz Alexandra Lamy.

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