Sempre é tempo de mudar em nós aquilo que nos incomoda e nos prejudica.

A arte dos bons hábitos e dos pensamentos positivos, bem como, das boas atitudes pode ser construída diariamente.

Rever e repensar nossa vida, principalmente com relação aos problemas que se repetem é de suma importância para recuperar o tempo perdido.

É uma arma poderosa que nos poupará de desperdiçar energias com sofrimentos desnecessários e o pior, em vão, que não acrescentará em nada.

O tempo será necessário para nos conhecermos melhor.

Parece que algumas pessoas nascem prontas; outras levam anos; outras uma vida inteira para se conhecerem.

Independentemente de acharmos que os outros são ou não, bem resolvidos, na realidade, todos nós estamos no mesmo barco no caminho do autoconhecimento.

O que importa mesmo é que sempre há tempo para mudar em nós aquilo que nos incomoda e até nos prejudica.

Somos seres humanos em construção e em constante evolução.

A vida muda, eu mudo, você muda e nós mudamos, o tempo todo.

É a vida! Ela vai nos moldando a cada minuto num dinamismo sem fim.

Romper com aquilo que consideramos como certo e imutável nos trás dor e sofrimento e nos leva a um caminho sem volta, mas apenas aparentemente e temporariamente, se não cuidarmos da raiz do problema.

Como dizia a poetiza Clarice Lispector: “Seguir em frente é simples, é o que nós deixamos para trás que é difícil”.

O romper da rigidez da convicção é o que faz com que nossa armadura invisível se quebre para dar espaço à construção de uma nova roupagem, mais maleável, funcionando como uma segunda pele, aliás se sobrepondo à nossa pele.

É aí que mora o perigo. A armadura ficou apenas disfarçada como segunda pele, não se rompendo totalmente.

Temos o mal hábito de repetirmos comportamentos tanto nossos, como dos outros, incorporados pela convivência. Um hábito consciente, que se torna um mal hábito inconsciente e consequente sem noção, por não sabermos o porquê daquele comportamento que pode até ser compreensivo por causa das circunstâncias, mas não se justifica de modo algum.

Um hábito sem a razão de ser, que se torna insalubre para a própria pessoa, bem como, as pessoas ao redor. Se transformando numa verdadeira máquina de fazer dor. Onde todos saem afetados, por se tratar de um círculo vicioso, onde todas as atitudes se perdem entre o compreensível e o não justificável.

É por isso que se torna imprescindível um olhar atento, que vem de fora.

Um especialista é capaz de nos ajudar a mudar, cortando de vez o mal pela raiz dos traumas da criança ferida, que podem inclusive ser de situações recentes de grande dor e sofrimento como adultos.

Se assim não for, vamos continuar tendo atitudes inconscientes nada a ver com nada, pelo simples fato de repetirmos os “maus hábitos” enraizados pelos traumas, frutos de situações de muita dor não resolvida ou mal resolvida.

Isso precisa mudar.

Quando não estamos bem devido a um grande trauma não curado, à medida que entramos em contato com os diversos modos de pensar, agir e daquilo que acontece de ruim no mundo, vamos saindo da zona de conforto do tudo sei, e é isso que nos leva à querer mudar, e nos deixa perdidos em meio a um turbilhão de diferentes respostas aparentemente certas.

O universo da dúvida é cruel.

E é justamente isto que nos fazem parar inúmeras vezes para que possamos refletir melhor.

É o momento próprio do sair do olhar para o próprio umbigo e olhar para o horizonte. Esse dinamismo todo é necessário para o nosso aprendizado diário e o que nos leva ao crescimento.

Crescer incomoda e é desconfortável, mudar é um processo. É bem assim: o tempo todo vamos nos construindo e desconstruindo, significando e resignificando na busca de algo melhor que nem sabemos direito como funciona.

Inúmeros são os questionamentos que nos cercam e o que nos levam também a fazer um monte de perguntas, do tipo: por quê, para que, como assim, não estou entendendo nada…?

Tem horas que tudo perde uma razão de ser diante de tantas perguntas sem uma única resposta certa. E o que mais almejamos, é a bendita assertiva.

Não poupamos esforços para ir ao seu encontro e quando encontramos, já estamos numa nova fase da vida e assim começa tudo de novo.

Não tem fim. Um eterno enxugar o gelo.

Quebramos armaduras constantemente e o pior, ficamos com a pulga atrás da orelha, e ficamos desconfiados de que a nova armadura é a mesma de outrora.

Parece tudo igual, na sua essência pré-histórica, mudando totalmente as situações e os personagens.

A mesma armadura de sempre. E como é amarga!

E assim vamos, dia após dia, anos após anos. Não para nunca e nem cessa.

Quando estamos de boa e quando menos esperamos somos novamente surpreendidos e tudo parece se repetir e começa tudo de novo.

Um verdadeiro e constante martírio necessário para que aprendamos algo maior e melhor.

O mais impressionante é que apesar das situações serem totalmente diferentes e apesar de encontrarmos em fases totalmente diferentes, elas parecem se repetir. E se formos analisar a fundo, vamos chegar à conclusão de que tem a ver com nossa criança ferida.

Dos nossos traumas passados independentemente da idade. Podemos até chegar a essa conclusão e tentar criar nosso próprio mecanismo de defesa para enfrentamento do repeteco.

Pode até parecer válido ao conseguirmos seguir em frente, mas logo logo a inquietude vem a tona e começa tudo de novo.

“Seria como numa montadora de carro em que há o controle de qualidade e ao perceberem o defeito, vão até a raiz do problema para solucionarem de vez, usando várias perguntas, pois sabem que apenas numa única pergunta, apesar de resolver momentaneamente, o problema permanecerá e tornará a dar o defeito.”. Segundo exemplo dado em uma das live do Instagram @rhamuche.

Enfim, ao percebermos repetições em nossas vidas que nos fazem sofrer, bem como os outros, é necessário buscar por ajuda o mais rápido possível.

Acredite, a terapia tem a chave para propiciar a qualidade de vida perdida.

Invista no seu crescimento pessoal antes de qualquer coisa, isso fará a diferença não apenas na sua vida, mas na dos outros que convivem com você.

Pense nisso!

A mudança tem que partir de você para que sejam construídos novos e bons hábitos em proveito de todos.

Para uma vida plena, você tem que querer e não adiantará ninguém falar ou mostrar o caminho das pedras.

Uma vida constante em paz e feliz é possível ! Depende apenas de cada um querer e fazer por onde.

Então, vamos começar sendo a mudança que queremos para o mundo?

Quer viver com qualidade de vida?

Eu quero!

Vamos?

*Foto de Miguel Alcântara no Unsplash

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Idelma da Costa, Bacharel em Direito, Pós Graduada em Direito Processual, Gerente Judicial (TJMG), escritora dos livros Apagão, o passo para a superação e O mundo não gira, capota. Tem sido classificada em concursos literários a nível nacional e internacional com suas poesias e contos. Participou como autora convidada do FliAraxá 2018 e 2019 e da Flid 2018.