Seja bondoso, E EXERCITE A COMPAIXÃO, mas não seja bobo! Entre a bondade e a tolice existe uma linha tênue chamada BOM SENSO! Mas eu te entendo, não é fácil quando desde pequenos nos ensinam a ser bonzinhos!

Desde pequenos nos ensinaram que devemos ser bonzinhos com todos e em todos os lugares! E fomos repreendidos todas vezes que não nos comportamos bem! Ao nos vermos pequenos e pressionados a agir sempre de maneira que não pensem que somos maus, nos condicionamos a vestir a máscara da bondade, que como o próprio termo já diz, não é bondade de verdade, apenas uma fantasia que vestimos para não sermos julgados.

Depois de anos a esconder a nossa real identidade, passamos a não saber quem somos de verdade, e não nos reconhecemos porque nos perdemos de nos mesmos!

Passamos então a esconder também o que sentimos, e a negar as nossas emoções!

Com medo do julgamento alheio, nos censuramos mutuamente, quando deveríamos reconhecer nossos sentimentos e emoções como naturais e imprescindíveis para o nosso autoconhecimento!

A incongruência acontece quando crescemos, e logo percebemos que se não nos destacarmos com autoridade sempre ficaremos escravos da subserviência! Mas o bonzinho encontra dificuldades em se fazer firme e validar suas ideias, pois acha que podem encarar essa atitude impositiva de uma forma errada, e ficam reféns do famoso “o que os outros vão pensar”.

A máscara da bondade, na fase adulta, carrega motivações veladas que giram entorno da necessidade de aceitação, que é invalidada na infância todas as vezes que somos forçadamente obrigados a sermos “bonzinhos”!

Vejam, não estou dizendo que devemos ensinar os nossos filhos a serem maus e agirem só de acordo com os seus interesses. O que quero que fique claro é que apenas não devemos forçá-los a serem “bonzinhos” o tempo todo, que deixemos eles serem eles mesmos, e descobrirem aos poucos que os sentimentos que surgem são naturais e suas emoções não são condenáveis, mas sim, pedem reflexão e entendimento.

Quando negamos nossos reais sentimentos, negamos a nos mesmos, e nos sabotamos inconscientemente! Por isso, muitos temem conhecer quem são de verdade, e não conseguem ser autênticos.

Sejamos honestos:

Se nos comportarmos como realmente somos, donos de nossas escolhas e opiniões, sempre nos apontarão como injustos ou ingratos! É um preço a se pagar pela liberdade do sentir. Que não se compara aos benefícios que recebemos, quando de fato, nos libertamos e passamos a amar quem somos, mesmo com as nossas imperfeições.

Não é fácil quando desde pequenos nos ensinam a ser bonzinhos e condenam nossas emoções genuínas, antes mesmo de podermos reconhecê-las! Mas não são os pais os culpados por essa educação sufocante, eles seguem convenções e normas sociais rígidas que estabelecem como “errados” os pais que não recriminam ou repreendem com severidade as más tendências dos filhos!

Vão falar:

“É função dos pais encaminhar e educar!”

“Seu filho é mal educado porque você é permissivo de mais, se fosse eu já tinha dado umas palmadas”

“Você deixa ele fazer essas coisas? Vai estragar o menino”… E por aí vai, centenas de críticas, e mais críticas. E os pais, também foram ensinados a serem “bonzinhos”, e por isso mesmo, odeiam críticas.

Tantas coisas mais vão dizer aos pobres dos pais se eles ousarem não seguir à risca a cartilha da educação impositiva! Por isso eles não são culpados!

Mas quando entendemos em tempo que:

Educar com amor não é estabelecer uma educação permissiva e irresponsável que tudo provê e nada restringe, mas promover uma orientação reflexiva, que acolhe, entende, aceita, e discute as emoções, livremente, com respeito e carinho, educando assim, formaremos adultos empoderados e destemidos!

Enquanto ficarmos acusando as crianças de serem maldosas e insistirmos que elas precisam e devem ser “boazinhas” sempre, mais as faremos lutar contra a natureza delas mesmas, e estaremos contribuindo para que, mais tarde, elas se percam e não mais se encontrem!

“Deixemos as crianças sentirem as emoções de maneira autêntica e aprenderem com elas! Tenhamos paciência na hora de educar!”

Esse é um mantra que eu mesma recito para mim nos meus momentos de histeria! E tem funcionado!

Não posso determinar quem meus filhos serão, mas posso aceitá-los como eles são! Já é um bom começo para que eles próprios possam buscar ferramentas para transformar, enquanto adultos, os resquícios de sombras que ainda restarem, pois só conseguirão tal façanha se estiverem aptos para reconhecê-las!

A bondade deve ser praticada e aprendida dentro de casa através de exemplos práticos!

Se dentro de nossos lares as conversas familiares são norteadas por intrigas e conceitos frívolos, as crianças terão dificuldades em exercer a bondade de fato, visto que as ações não são coerentes com as palavras, e mascarão esse “déficit” para a sociedade com a roupagem de bonzinhos.

Se por prática ou sorte conseguirem passar despercebidos e não forem descobertos, viverão uma vida dupla, ora bons para que os vejam, ora ruins na surdina dos pensamentos e atos escusos!

Agora, se dentro dos nossos lares, cultivarmos a bondade em atitudes e palavras, não apenas fazendo caridade e coisas que possam ser sabidas pelos outros, mas dentro dele de fato, uns com os outros, filho, pai, marido, esposa, irmãos, se todos se sentirem livres para serem quem são, sem medo de serem julgados e apedrejados por aqueles que deviam amá-los, com o exemplo virtuoso, mostraremos a eles que não precisamos ser bons o tempo todo, mas precisamos aprender com os nossos atos sejam eles bons ou maus!

Assim, chegarão eles na vida adulta com uma autoridade própria, nem tão ao céu nem tão a terra, mas humanos, emocionalmente fortes, e isso é o que importa, e muito, em um mundo com tantas pessoas desumanas!


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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, palestrante, produtora e editora de conteúdo do Resiliência Humana e do Seu Amigo Guru. Seu interior é intenso, sempre foi! Transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhores, para nós, e para o outro!