Sebastião Salgado: ‘Estamos à beira do fim’, diz fotógrafo sobre a Amazônia!

Em entrevista ao Valor Econômico o fotógrafo Sebastião Salgado, reconhecido mundialmente, disse que resolveu levar suas fotos para Paris para que o mundo fique sabendo o que está acontecendo por lá.

“Fui lá porque desejava estar lá; é meu modo de fotografar. Mas a Amazônia se tornou referência nas conversas e debates. Estamos vendo a rapidez com que estamos golpeando este planeta e a Amazônia. E agora as fotos se tornaram uma espécie de alerta”, disse o fotógrafo.

Segundo ele, só os indígenas possuem a noção dos efeitos da mudança climática.

Em entrevista concedida ao D em 2019, Salgado já demonstrava clara preocupação. “É um desastre o que está acontecendo no Brasil”, disse na época.

Ainda em 2019 ele recebeu um dos prêmios literários mais importantes da Alemanha na Feira do Livro de Frankfurt, o fotógrafo brasileiro afirmou há dois anos atrás que a homenagem tem um significado especial num momento em que o Brasil vivia uma “situação difícil”.

Pelo que parece, a situação piorou e o que está difícil, está, atualmente, a beira de um colápso, isso se já não colapsou.

Os prêmios que o fotógrafo já recebeu, sempre chegam através de seus retratos de uma dura realidade, focado em imagens do cotidiano de pessoas menos favorecidas – como imigrantes, refugiados e moradores de regiões em que o meio ambiente está ameaçado, caso dos povos indígenas na Amazônia –, porém, Sebastião Salgado nunca parou apenas nos retrato em si, ele também toma ações práticas que acabam por transformar a realidade de muitas pessoas, como a fundação Instituto Terra que ele fundou.

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Seu mais recente projeto chama-se Amazônia e ele o levou a Paris para mostrar ao mundo o que acontece aqui. Com imagens de povos indígenas e animais da região, o projeto foi lançado em livro e agora ele o leva em exposições no Brasil e no exterior, a primeira cidade a receber a exposição no exterior é Paris.

“É um desastre o que está acontecendo no Brasil, não apenas nas florestas, mas sim em toda a sociedade. Governos de direita e de esquerda respeitam as instituições. Mas quando há o extremo, como a extrema direita, isso não é respeitado. Estamos destruindo instituições que levaram anos para ser construídas”, afirmou o fotógrafo, referindo-se a órgãos como a Funai e o Ibama, disse o fotógrafo na época.

Recentemente ele lancou o Livro Amazônia, onde retrata um trabalho feito com muito cuidado. O fotógrafo Sebastião Salgado viajou pela Amazônia durante seis anos para capturar a natureza e as pessoas da maior floresta tropical do mundo.

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Para o livro “Amazônia”, ele voltou à região quatro décadas depois de ganhar fama fotografando a Serra Pelada e seus milhares de garimpeiros. A obra é um grito de preservação do que resta da Amazônia.

“Meu desejo é que dentro de 50 anos este livro não seja o registro de um mundo perdido”.

Nós também desejamos que isso jamais aconteça! Mas para isso não acontecer, a condução do país precisa tomar um outro rumo, urgentemente.

*DA REDAÇÃO SAG. Com informações Valor Economico e Deutsche Welle.

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