Santa natureza! Quando você se perde de si é através dela, que você se reencontra.

Não é à toa que, quando tiramos um tempo para entrar em contato com o verde, respiramos o cheiro da terra molhada, ouvimos o barulhinho da chuva, absorvemos o calor do sol, tiramos os sapatos e sentimos os nossos pés em contato com a terra, com a areia ou com a água, nos sentimos com as energias renovadas.

Degustar o sabor do café coado na hora acompanhado do pão quentinho saído do forno, feito em um fogão à lenha são detalhes tão simples e naturais, mas que nos inspiram boas ações.

Ser capaz de se encantar com a beleza do calor da lareira nas noites frias, e mentalizar suas chamas queimando todo o mal que existe em nós e no mundo, é uma prática capaz de aquecer uma alma inquieta.

A natureza nos ajuda a entrar em uma outra sintonia, num ritmo desacelerado, que nos faz capaz de observar a beleza nos pequenos detalhes da vida.

Na correria do dia-a-dia essas coisas simples da vida acabam passando batido.

Seja como for. Fechar os olhos e fazer um mergulho nas profundezas cristalinas das emoções desconhecidas. Respirando profundo, lento, ritmado e amoroso. Vagando acordado nos sonhos mais improváveis e esperançando dias melhores.

É se permitir inundar da paz interior para ser apenas nós mesmos, nossa melhor companhia e assim ganhar forças para fazer surgir nossa melhor versão.

É se negar a toda e qualquer preocupação. E apenas contemplar a luz da lua, o brilho das estrelas, sentir o calor do sol, o sereno da noite, a brisa do mar…

Apreciar cada detalhe das folhas das árvores, molhadas do orvalho da noite. Ouvir os sons dos animais, das águas correntes e até mesmo do silêncio. Curtir cada movimento e cada inércia como se fossem únicos, bem como cada colorido. Nesse instante, podemos focar no que tem a dizer o nosso Eu interior e qual mensagem ele quer nos transmitir.

Sentir-se livre para correr, saltar no ar, cantar, gritar e extravasar ou simplesmente serenar a agitação da rotina maçante do dia-a-dia.

Resgatar a leveza ao passar de árvore em árvore e abraçá-las e perceber a troca de energia de uma sinergia regada de reciprocidade ou simplesmente olhar discretamente, contemplando a beleza infinita da natureza.

Se fôssemos parar um pouco para pensar sobre nossas próprias vidas e se pausássemos a correria diária, iríamos perceber o quanto ela está nitidamente relacionada com a própria natureza, seus fenômenos e tudo o que ela é.

Nossas fases em alinhamento com as estações do ano.

Nossas fases em alinhamento com as fases da lua.

Nossas fases em alinhamento com o movimento da terra.

Tudo se movimentando, em uma dança constante.

Nosso temperamento, se alinhando com os temperos do sal, do azedume do limão, do doce das frutas. Nossa transformação, assim como a da semente, dão frutos.

Nossos frutos. Nossa luz e nossa sombra. Tudo dependendo da ótica de vista. Aliás, cada um vendo seu reflexo no próximo.

É preciso sair do círculo vicioso da contaminação de influências negativas para nos equilibrar e estabilizar. E às vezes, fugir de tudo e de todos faz bem.

É necessário buscar pela temperança. Resgatar a essência perdida em meio ao turbilhão insano das emoções e sentimentos. Ir para bem longe, ou perto. Viajar ou até mesmo simplesmente fechar os olhos, para um sono restaurador sem pressão de horários.

Recuperar as forçar, resgatar as boas vibrações. Recarregar as energias. Prestar atenção no barulho do silêncio ou até mesmo do canto dos pássaros, da cigarra, do barulho do vento. Sentir o calor e o frio percorrendo nosso corpo.

Enfim, às vezes, é preciso parar tudo para sentir que estamos vivos e para refletir sobre nossos sentimentos, nossos relacionamentos, nossos comportamentos e sobretudo, pensar em tudo aquilo que faz parte da nossa vida.

Desintoxicar! Deixar de se contaminar, bem como deixar de contaminar os outros, num círculo vicioso, sem se dar conta do mal que faz e causa.

Sair do marasmo de sempre, passa a ser uma questão de sobrevivência. E podemos entrar em contato com a natureza de diversas formas.

Seguir em frente pelas trilhas da natureza da vida é o caminho natural e espontâneo. E com certeza é o melhor caminho, é o que nos conecta com a nossa essência, é o que nos faz voltar a sentir amor pela vida!

Viva contemplando a natureza que faz pulsar a vida por todos os cantos!

Ela me ajudou nos momentos mais difíceis, e me fez reencontrar com alguém especial que por tempos esteve perdida na escuridão, com alguém que eu mesma não me importava mais, e no momento que me reconheci nela, reaprendi a me amar, e renasci para uma nova versão de mim!

Sempre serei grata a ela por isso!

Experimente tirar uns dias para relaxar na natureza, não decline desse convite!

*DA REDAÇÃO SAG. Foto de Hans Isaacson no Unsplash

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Idelma da Costa
Idelma da Costa, Bacharel em Direito, Pós Graduada em Direito Processual, Gerente Judicial (TJMG), escritora dos livros Apagão, o passo para a superação e O mundo não gira, capota. Tem sido classificada em concursos literários a nível nacional e internacional com suas poesias e contos. Participou como autora convidada do FliAraxá 2018 e 2019 e da Flid 2018.