Sempre acreditei que ninguém sobreviria ao isolamento.

Podemos até ter períodos em nossas vidas que precisamos de um tempo de tudo e de todos e com isso, acabamos nos afastando de quem nos quer bem e acabamos sem ter disposição para fazer as mínimas coisas.

Nesses momentos de introspecção, não adianta ninguém falar nada, pois nessas horas, criamos um escudo que nos impossibilita ouvir ou falar.

Simplesmente ligamos o piloto automático e deixamos o destino nos levar.

É nessas horas de fragilidade que mergulhamos fundo dentro de nós mesmos para encontrar o fio da meada perdido, que parece que tudo perdeu o sentido e que nada no mundo externo é capaz de devolver a nossa vontade de viver.

Só conseguimos sair do isolamento quando encontramos um pequeno ponto de luz chamado esperança que nos guia por um caminho desconhecido repleto de indagações e questionamento sem resposta.

É justamente nesse momento de auto análise que podemos perceber que mesmo estando isolados, o estar sozinhos por opção não faz qualquer diferença em virtude do poder de uma força maior que diante da nossa apatia não nos deixa entregar os pontos.

A um passo do precipício, esse ponto de luz é capaz de nos encontrar e nos reconduzir para o eixo da normalidade.

Voltamos com toda a vontade de viver e o tempo perdido se torna o necessário para o nosso renascimento, com uma nova roupagem capaz de ressignificar tudo, sejam sentimentos, coisas ou pessoas.

Voltamos pouco a pouco e, gradativamente, identificamos e aceitamos o necessário para a transformação da mornidão, seja através de terapia, meditação, caridade, compaixão, perdão, fé, pessoas próximas.

Não existe mágica. É um processo. è preciso ressignificar tudo. Exige tempo para o amadurecimento e a consequência é o crescimento capaz de mudar a visão que temos da vida.

Com ele, aprende-se muitas coisas, entre as quais que, a vida é renovada constantemente e que, os problemas passam, sendo desnecessário ressignificar para se fortalecer diante dos desafios, pois percebe-se que a falta de entusiasmo e o negativismo só farão piorar as coisas.

A aceitação daquilo que é ruim é uma das coisas mais difíceis que tem, mas é extremamente necessário lutar contra a mesma, criar uma metodologia própria do autoconhecimento que será eficaz na substituição do foco do problema para aquilo capaz de fazê-lo sentir confortável.

Não precisa de muito: sentar-se à mesa para comer o pão saído do forno com um cafezinho passado na hora, parar para ouvir uma música, ver um filme, ler um trecho de um livro ou um livro, cantar, sorrir, fazer uma caminhada no quarteirão de sua casa, levar o cãozinho para passear, almoçar de improviso com os pais ou um amigo, comer aquele bolo numa cafeteria, ir ao parque para ficar de bobeira, observando o movimento das pessoas, fazer o que gosta, e perceber que para ressignificar é preciso se movimentar.

Do acender das luzes, ao pôr do sol, ir ao cinema, fazer coisas prazerosas que o farão esquecer de qualquer infortúnio ou tristeza é o segredo para conseguir ressignificar o que antes era dor, em um leve aprendizado.

A vida é uma troca. Então, que seja uma troca daquilo que não nos pertence ou não nos interessa por algo que faça a pena estar vivo.

Colha flores para você mesmo, dê-lhe um agrado e faça a vida valer a pena. Não espere flores de ninguém, pois quem é capaz de fazer nossas felicidade somos nós mesmos.

Faça boas escolhas.

Dependerá de cada um se manter pleno.

Escolha estar apenas com as pessoas que lhes acrescentam.

Escolha fazer tudo o que você gosta e o que te faz bem.

Entenda que a vida é feita de escolhas e a meu principal compromisso é para comigo.

Eu me amo e é por isso que procuro tudo que venha a somar, mesmo diante das adversidades e tenho percebido que esta tem perdido cada vez mais as forças.

Esta convicção veio quando percebi que as neuras que me impediam de ser feliz deixaram de existir.

Então! Dê importância para o que realmente importa.

Dê isso de presente a você mesmo e tenha uma vida feliz.

Faça a diferença em sua vida e viva a vida!

*Foto de Anthony Tran no Unsplash

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Idelma da Costa, Bacharel em Direito, Pós Graduada em Direito Processual, Gerente Judicial (TJMG), escritora dos livros Apagão, o passo para a superação e O mundo não gira, capota. Tem sido classificada em concursos literários a nível nacional e internacional com suas poesias e contos. Participou como autora convidada do FliAraxá 2018 e 2019 e da Flid 2018.