Saiba uma coisa sobre mim: O meu nunca mais é para sempre!

Eu aguento, tento entender, ouço, converso, coloco-me no lugar, acolho. Mas, quando todas as chances se esgotam, eu me afasto para nunca mais.

As pessoas sempre me dizem: “nossa, como você é calmo”, mas não é bem isso. Eu não faço alarde, eu sou de dentro. Há um mundo conflituoso, barulhento e frenético dentro de mim, mas eu não externo, pelo menos não para qualquer um.

Sou quieto e parece, para muitos, que não estou prestando atenção, ou que não estou ligando. Na verdade, eu estou absorvendo o que me chega, digerindo aquilo intimamente. É assim que funciono.

E ser assim me traz muitos reveses. Impossível caber aqui dentro tudo o que se acumula e, então, quando as coisas saem, muitas vezes saem da forma errada, no momento inadequado.

Coceiras, dores de cabeça, ansiedade, é assim que somatizo o que deveria ter saído de mim com mais coerência. Eu ainda não gosto muito de desagradar as pessoas e eu pago caro por isso.

Meu pai sempre me dizia para eu parar de ser bobo e de ter medo de não ser querido pelos outros. Eu colocava a opinião de todo mundo à frente da minha e assim ficava para trás.

Porque quem não se impõe acaba numa não-existência que te anula e te torna invisível. Perdem o respeito por você.

Eu cresci fora dos padrões e isso me tornava inseguro. Acho que eu não queria ser enxergado, porque não me aceitava, e virei concha.

Mas estou bem melhor, porque viver abre os nossos olhos. Eu já não me importo com opiniões de quem não me faz falta, eu me nego a fazer várias coisas, não bajulo ninguém.

Eu aprendi a valorizar em mim tudo o que me trouxe até aqui. Eu prezo as amizades certas, eu me acompanho das pessoas certas para mim.

Consigo rir das minhas falhas, chorar sem medo, eu me permito ter medos, sem me sentir covarde. Eu me coloco no lugar do outro, pois tem muita gente que quer te ferir para se sentir menos insuportável.

A idade me trouxe cabelos brancos, dores lombares e paciência. Eu sou bastante paciente e meu grau de tolerância é alto. Eu aguento, tento entender, ouço, converso, coloco-me no lugar, acolho. Mas, quando todas as chances se esgotam, eu me afasto para nunca mais. E o meu nunca mais significa para sempre, literalmente.

*DA REDAÇÃO SAG. Foto de Ahmed Nishaath no Unsplash.

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Graduado em Letras e Mestre em "História, Filosofia e Educação" pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família.