Quem precisa se explicar demais com certeza está mentindo! Porque quem tem certeza de quem é, e do coração que tem, não sente necessidade alguma de provar nada para ninguém.

Não é uma questão de arrogância não ter a necessidade de se explicar, é uma questão de confiança no que se é.

É claro que se estamos lidando com alguém que amamos muito, e esse alguém nos avalia ou pensa que estamos agindo errado, vamos querer nos explicar, tentar convencer do contrário, mas uma tentativa apenas basta, porque quem nos ama de verdade consegue enxergar a verdade nos nossos olhos e no nosso jeito de falar!

Quando sabemos que somos humildes, por exemplo, não precisamos insistir, gritar e encher a caixa de mensagem ou enviar um milhão de áudios para alguém, contando tudo que já fizemos na vida, na tentativa de convencer o outro que somos humildes. Pelo contrário, essa atitude já revela o contrário! Que a nossa vaidade é tão cruciante, a ponto de incomodar as pessoas por necessidade de autoafirmação.

Não são as palavras ou áudios gigantescos que convencerão alguém da nossa idoneidade ou bondade, ou inteligencia, ou o que for! O que convence são as nossas atitudes, são as sementes que plantamos, e os frutos que já colhemos.

O que depõe contra nós é sempre a nossa maneira de reagir ao que nos incomoda, a nossa maneira de criticar, a nossa maneira de expor nossas ideias!

Podemos ser corteses, usar da sedução, do elogio para tentarmos convencer os outros de que somos pessoas do bem, explicar o que somos e o que não somos, essas coisas muitas vezes funcionam, alguns até acreditam, ou nem se importam estamos fingindo ou não, principalmente se existir “interesses” escondidos, mas quem é de verdade mesmo, não suporta conviver com hipocrisia.

Quem preza o coração ao invés da razão, não consegue conviver muito tempo com quem finge ser o que não é! E ainda se gaba disso!

Quem tem um coração gelado, quem demonstra frieza e racionalidade hiperbólica poderá ficar horas tentando me convencer da sua humildade, porém, será em vão!

Só para entender melhor: Uma pessoa fria nunca será humilde, uma pessoa fria é uma pessoa fria apenas, que não se compadece, que se coloca a frente de tudo e de todos, que se acha melhor do que qualquer outra pessoa, que possui uma tendencia de ser extremamente crítico o que gera um distanciamento emocional (trabalhar as emoções = frescura), frescura essa, que consequentemente, leva a um isolamento social!

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Porém, em todos os momentos que inconscientemente a emoção o invadir, essa pessoa fria e calculista, irá despir sua máscara, será agressivo, invasivo, egoísta, prepotente, arrogante, e mentiroso! Nunca será aquele que quer aprender, característica do humilde, sempre será aquele que acha que pode ensinar até mesmo aqueles mais capacitados comprovadamente, mesmo sendo um ignorante no assunto em questão! Só essas atitudes já provam que de humilde, não tem nada!

Uma pessoa que vive a predominância da razão, pode ser inteligente(estatisticamente falando) e o “karaleo a 4”, mas nunca desenvolverá a inteligencia emocional, sempre, precisará de apoio psicológico profissional ferrenho, constantemente, na tentativa frustrada de se convencer, e de convencer as outras pessoas a comprar um personagem que ele quer vender.

Mas quase ninguém compra, e ele, se torna um solitário inveterado, chato, tentando manter viva a sua vaidade mesquinha, que nada mais é que uma tentativa frustrada de autoafirmação, e que revela “a olhos nus” (para quem tem olhos para ver) a sua profunda falta de amor próprio.

Quando falamos em amor próprio devemos lembrar da frase atribuída a Jesus: “Ame ao próximo como a ti mesmo!”

Mas quando a pessoa ama e tem uma profunda devoção pela própria “figura”/”personagem” que ela criou para apresentar a sociedade, ela sente, e só consegue amar, aqueles que como ela, também representam uma “persona” fictícia! Aqueles que vivem a esconder o que são de verdade, por medo do julgamento.

Ela se incomoda e se enraivece quando se depara com alguém autêntico e sensível, que percebe facilmente a sua verdadeira essência, não aquela que ela vende, mas a real, aquela que nem ela quer ver, aquela que ela esconde dos outros e de si mesma, porque inconscientemente, se envergonha.

Pessoas desse tipo não amam ninguém de verdade, porque até o amor que dizem sentir por si mesmas, e que demonstram através de uma vaidade excessiva, e de uma autoconfiança descomunal, é uma farsa.

E como só conseguimos amar os outros como amamos a nós mesmos, essas pessoas acabam oferecendo um amor tão falso quanto o amor que elas sentem por si mesmas.

O orgulho e a razão nos impedem de enxergar o que realmente importa na vida! E nos motivam sempre a exercer domínio e a nos impor para nos autoafirmar!

Não é inteligente basear a vida na razão e no orgulho…

A razão… aquela… que essas pessoas tanto dão valor… a razão… que elas dizem ser o ponto crucial da vida, a razão que elas sempre acham que a possuem… que elas tanto presam… diz a elas que o certo é ser como elas são mesmo, que o certo é utilizar de esperteza e tentar enganar as pessoas com um charme(patético), porém, elas caem do cavalo quando se deparam com pessoas que possuem um radar interno sensível e uma inteligencia emocional elevada, e que possuem a facilidade de detectar de longe pessoas desse tipo.

E essas pessoas que já nasceram com, ou aperfeiçoam ao longo dos anos, esses radares internos, por conta de não gostarem do que viram e sentiram na presença e no contato com essas pessoas extremamente racionais e insensíveis, decidem abandonar a convivência e cortar o mal pela raiz. E ponto! Sem discussão!

Afinal, ninguém é obrigado a conviver com pessoas incrivelmente vaidosas, egocêntricas, e egóicas, pessoas que acham que o mundo gira entorno do próprio umbigo delas. Pessoas que não aceitam o NÃO como resposta. Pessoas que insistem demais. Chatas e prepotentes… Que desmerecem o trabalho alheio para enaltecer o próprio. Que gostam de infernizar, espezinhar, tratar mal, com menosprezo, ofender, humilhar e depois querem “colocar panos quentes” dizendo frases do tipo:

“Você não entendeu o que eu quis dizer, eu não tive a intenção”, “Nossa, mas você entende tudo errado o que eu digo”, “Eu só não consigo me dar bem com você, eu me dou bem com todo mundo, todos me amam e dizem que sou super humilde, só você que pensa assim”.

Definitivamente, eu cheguei numa idade que ninguém consegue me enganar por muito tempo. Pode tentar se explicar o tanto que quiser!

Quanto mais a pessoa tenta se explicar, “mais eu me afasto e me defendo de você”, como diz a canção sertaneja, mas a continuação da minha letra é bem diferente, depois… EU NÃO ME ENTREGO!

Eu sumo!

Primeiro eu tento ajudar, exponho as minhas considerações, mas depois que eu percebo que a “pedra” é dura demais, e que não adianta bater porque ela não é daquelas que “tanto bate até que fura”, eu decido: “TCHAU E BENÇA”!

Não sou santa e ainda estou engatinhando na edificação das minhas faculdades internas e espirituais para aturar desaforo e hostilidade, no entanto, acredito que nem os santos toleram isso!

E essa vibração narcisista insuportável, definitivamente, me atrapalha. Mas tenho maturidade emocional suficiente para saber a hora de abandonar aquilo que está me fazendo mal!

Quem sabe o que é e vive o que é, não precisa explicar nada, tudo fica muito claro! As suas atitudes denunciam!

Tanto para o bem quanto para o mal!

Porém, todos carregamos o bem e o mal dentro de nós, só que alguns alimentam mais o seu lado mau do que o seu lado bom. Mas como a maldade não é “socialmente” aceita, e os “maldosos”, sempre se importam muito com a “imagem”, eles fingem ser pessoas boas, mesmo quando suas atitudes provam o contrário.

Quem possui o hábito de alimentar a bondade não se ofende e nem tenta retrucar a difamação alheia, pelo contrário, ela emana sabedoria com os olhos, vira as costas e sai em silêncio!

Ou simplesmente… olha bem dentro dos olhos de quem a ofendeu ou menosprezou, e com uma argumentação curta e simples, porém firme, deixa claro que, em seu coração, a maldade não faz morada!

Sempre é possível aprender a equilibrar razão e emoção e sem dúvida nenhuma, essa é a melhor escolha!

LEIA MAIS DO AUTOR: IARA FONSECA

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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, educadora social, fundadora e editora de conteúdo do Rede de Ideias: PRODUÇÃO DE CONTEÚDO. Seu interior é intenso, sempre foi, transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhor, para si mesmo, e para o outro!