Desistir do seu trabalho para fazer o que você ama é corajoso, mas é o tipo de risco que você não assume sem calcular…

Todos os anos, quando faço meus impostos, pergunto a mim mesmo: Quanto escrever realmente me trouxe? O ano passado foi divertido – uma sacola de compras e um café com leite, respondo.

Este ano, é mais como uma refeição decente (mantendo as batatas fritas). Se não fosse por um show secundário, eu não teria podido pagar minhas contas.

Se aprendi uma coisa com a publicação dos meus textos, é o quão exaustivo é o trabalho.

As cinco pessoas que seguem minha escrita têm um lugar na primeira fila, seguida por mais alguns gatos pingados.

Se eu ainda estiver escrevendo no ano que vem, seria por pura teimosia. Então me diga – como exatamente as pessoas conseguem fazer isso, dia após dia, sem algum tipo de sistema de apoio?

Então, desistir do seu trabalho para fazer o que você ama é corajoso, mas é o tipo de risco que você não assume sem calcular. Poucos escritores começam sem um emprego diário.

Poucos empreendedores têm economias suficientes para simplesmente largar tudo e dar uma chance às suas paixões.

A maioria das pessoas tem que trabalhar duro e economizar muito para criar o tipo de reserva de poupança, e no momento em que atingem suas metas, elas têm outras obrigações: parceiros, filhos, um grupo de colegas que gerenciam.

Algumas pessoas podem dar o salto de qualquer maneira, não se preocupando em desvendar quaisquer relações de trabalho primeiro, queimando pontes antes mesmo de cruzá-las completamente.

De um certo ângulo, é uma coisa invejável a se fazer – quem nunca sonhou em dizer para todo mundo se fo#er para sempre? Mas afaste-se da fantasia e você encontrará uma coisa muito menos palpável esperando por você no mundo real: a perspectiva do fracasso.

Ninguém gosta de admitir que o trabalho duro deles pode não valer a pena (confie em mim), mas a maioria dos criativos pensam: se eu não fizer isso, não conseguirei realizar meu sonho. Eu darei tudo de mim e deixarei algumas portas abertas, minhas pontes erguidas, para me salvar e lutar por um novo dia.

De tempos em tempos, vou encontrar pessoas que não pensam como eu.
Criaturas empreendedoras que realmente se jogaram no mundo, que fizeram uma fogueira de suas vidas antigas e se ergueram das cinzas como uma fênix.

Essas pessoas me ensinam sobre como eu não posso esperar um bom resultado se minhas energias estão divididas entre empregos e compromissos.

E logo me vem o pensamento: será que eles também não estão tão sozinhos – eles têm amigos e familiares solidários; eles têm uma fortuna privada; eles ganharam dinheiro suficiente para resolver todos os seus problemas?

O que acontece depois que você sai do emprego?

Deus abençoe as criaturas empreendedoras, elas são muito fortes e o mundo seria muito mais chato sem elas.

Eu só queria que essas pessoas entendessem que nem todos possuem esse privilégio de encontrar condições para se jogar na vida. Muitos se jogaram e se deram mal. Quem tem o privilégio de trabalhar com o que gosta, teve coragem, muita coragem, e um pouco de sorte, além é claro, de muito suor.

Deixar o emprego para fazer algo que ama é privilégio de poucos – mas anunciar isso como a única maneira verdadeira de ser feliz é sufocar a vida de quem ainda permanece fora da cena. Alguns conseguem viver do que amam, outros continuam desfrutando do que amam como hobby, e está tudo bem!

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**Texto livremente traduzido e adaptado pela equipe Seu Amigo Guru.

**Com informações de Thought Catalog

**Foto: André Furtado

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