Não se deixe manipular pelas ostentações das redes sociais! É tudo uma grande encenação! As redes sociais engoliram de vez a mídia televisiva, não deixe ela te engolir também!

Vivemos a era da manipulação, onde rapidamente as modas temporárias se tornam referência no mundo todo!

Sofremos com o consumismo exagerado! E sofremos porque hoje somos bombardeados por propagandas de empresas que nos conhecem extremamente bem!

Eles possuem todos os nossos dados, e com os dados em mãos, nos oferecem constantemente, mais e mais opções para que possamos comprar, comprar e comprar.

E tem gente que se deixa levar por essa manipulação! Que nem estava precisando comprar nada, mas acaba comprando no impulso, induzido por esse grande sistema chamado “redes sociais”.

Estamos vivendo a “era da encenação”!

Tem muita gente passando por uma crise horrível, mas não perde a oportunidade de ostentar “vida boa” nas redes sociais! Esses já estão totalmente embaraçados na trama toda e se tornaram peças facilmente manipuláveis das redes!

A era da encenação!

Hoje elas influenciam a nossa vida como um todo. A moda, por exemplo, chega mais rápido ao consumidor final, e nas redes sociais elas funcionam como uma espécie de cartel que monopolizam o que será tendência para os próximos meses.

O mesmo acontece com a música.

Hoje em dia existem os hits comerciais que viram sucesso em questão de minutos, basta encaminhar em massa em aplicativos de mensagens ou nas redes sociais. Passamos a viver como se todos tivessem que cantar e escutar os mesmos estilos de música para se sentirem pertencentes a um grupo.

O mais preocupante é que desde que o mundo é mundo seguimos aceitando ser manipulados como uma máquina, mas de uns tempos para cá, essa manipulação ficou mais evidente.

Mesmo que inconscientemente entramos num sistema em que os influenciadores das redes sociais, gestores das plataformas digitais e da mídia em geral são responsáveis por selecionar e filtrar o que será consumido pela grande massa! São eles quem determinam o padrão a ser seguido.

Essa indústria nos manipula ao nos fazer pensar que somos nós quem escolhemos o que estamos comprando, sejam informações sobre o mundo ou bens materiais que continuamente consumimos, mas na verdade, tudo faz parte desse esquema de controle.

Já se deu conta que quando você pega o seu celular só aparecem as coisas que, ou você acabou de pesquisar no Google ou, aquilo que se tornou viral na internet e todos estão vendo?

Só temos duas opções nesse caso: as informações que são selecionadas e apresentadas a nós que são frutos das pesquisas recentes que fazemos ou o que a massa está vendo.

Uns podem pensar que se trata de mais uma facilidade da vida moderna.

Outros ficam felizes de perceber que o computador seleciona os melhores itens para eles comprarem.

Alguns ficam cismados e percebem a forte manipulação e a influência que sofrem. Mas apenas uma minoria entende que as grandes potencias mundiais estão no controle de praticamente tudo, e possuem o máximo poder, pois possuem todas as informações sobre nós, e todos os dados necessários para estabelecerem uma real influência, e total controle sobre o que vamos consumir, principalmente sobre as notícias que serão divulgadas.

E muitos não tem noção da dimensão de tudo isso, e que esse é o verdadeiro poder, mas sabe-se que, com certeza, ele não está em nossas mãos.

A manipulação encontra-se também nos vídeos.

As plataformas democratizaram a comunicação, mas ao mesmo tempo deram voz e audiência para pessoas que utilizam desse poder da comunicação em benefício próprio de forma irresponsável. Aí nascem as “fake news”.

Dessa forma, acabamos assistimos a alguns YouTubers que falam o que querem e divulgam o que são pagos para divulgar.

Grande parte da população os seguem cegamente.

Isso se torna mais perigoso para as nossas crianças, essa nova geração que já nasceu guiada pelos Youtuber e está totalmente inserida nas redes sociais e no mundo digital.

Vivemos a era dos “especialistas”.

Dentro das redes sociais, por onde olhamos, sempre existirão os que “sabem tudo” sobre qualquer assunto.

Basta digitar a palavra-chave na ampulheta de pesquisa e surge algum vídeo de “alguém” nos ensinando o passo a passo!

A ferramenta trouxe muitas facilidades, e muitas pessoas realmente capacitadas, hoje, podem promover seus estudos sérios e trabalhos honestos.

Em todos os setores da vida, e tudo que o homem cria, possui o lado positivo, e o lado negativo, por isso, precisamos ficar atentos!

A manipulação das redes sociais é evidente, e manda quem tem maior poder e sabe utilizá-las.

Darei o exemplo do carro elétrico.

O Brasil o criou 34 anos antes de Elon Musk lançar o primeiro Tesla, a fábrica Gurgel, lançou um carro chamado Itaipu, mas na época, ninguém deu a devida importância, porém quando a criação veio, muitos anos depois, de fora, e com grande poder financeiro envolvido, todas as atenções se voltaram para ele.

Alguns países construíram a própria credibilidade por conta do poder e do dinheiro que possuem, enquanto outros países seguem mendigando espaço, e mesmo com forte capacidade intelectual e criativa, acabam cedendo suas ideias para quem tem o poder financeiro de financiá-las, e no final das contas, quem cria os conceitos que funcionam como atestados de qualidade, são eles. E nós, ficamos a mercê dos interesses vindos de fora.

Esse poder só foi concedido a eles porque nós permitimos. Porque eles sabem que todos querem fazer, estar e viver aquilo que está nas redes sociais mesmo que tudo isso não passe de uma grande encenação.

E quando a gente se deixa manipular pelas redes sociais, tudo vira uma grande encenação!

AUTOR: FABIANO DE ABREU
IMAGEM: Shutterstock

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Fabiano de Abreu
Fabiano de Abreu Rodrigues é um jornalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e personal branding luso-brasileiro. Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional. Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil. Lançou o livro ‘Viver Pode Não Ser Tão Ruim’ no Brasil, Angola, Espanha e Portugal.