Quando a gente não sabe o que quer, a vida envia o que a gente precisa!

Mesmo quando a gente está certo do que a gente quer, nem sempre recebemos exatamente aquilo que desejamos. Uma coisa aqui, outra ali, até se materializa, mas sempre de um jeitinho todo peculiar.

Muitas vezes, de uma maneira torta, as coisas acabam se encaixando, e se pararmos para analisar friamente, a maioria das vezes que as coisas “deram certo” para nós, ou que conquistamos algo muito importante em nossas vidas, elas não dependeram apenas do nosso esforço, mas também de uma pitada de “sorte”, “coincidência” e “acaso”.

Sorte e sincronicidade são nomes diferentes para as mesmas coisas.

Carl Gustav Jung já dizia que nada acontece ao acaso no Universo; não existe coincidência, tudo é uma questão de sincronicidade.

Todas as vezes que conseguimos vencer uma etapa desafiadora, ou realizamos um sonho, percebemos que estávamos completamente entregues ao fluxo da vida, e por isso, conseguimos nos conectar com a sincronicidade do Universo.

A vida sempre nos envia o que a gente precisa, não o que a gente quer. Mas se a gente nem sabe o que a gente quer, e fica com medo de tudo, a vida manda todos os dias novas lições que sempre exigem de nós humildade e resiliência. E o principal sentido de fé para mim, é confiar que, o que está acontecendo agora, é o melhor para a minha evolução.

Pensando e agindo nesse sentido, de confiança e amor, eu me conecto a essa sincronicidade que me guia sempre no sentido do melhor para mim e para o mundo.

Mas quando a gente nem sabe o que quer da vida, mas “achamos” que sabemos o que não queremos, constantemente ficamos exigindo inúmeras coisas dos outros, e nos tornamos cobradores profissionais, porém, muitos ainda não têm a menor consciência que fazem isso.

Essas cobranças e as expectativas que criamos em relação aos outros, nos tornam extremamente exigentes, e passamos a viver em uma resistência exagerada, onde não nos oferecemos aquilo que precisamos porque ficamos esperando que os outros nos ofereçam.

Essa indisposição nasce porque negamos a nós mesmos, diariamente, tudo aquilo que precisamos, quando queremos que os outros façam por nós tudo aquilo que nós deveríamos fazer.

Esse negar o tempo todo a nós mesmos o que precisamos, nos leva nos perder pelos caminhos da vida.

Cobramos que os outros nos deem aquilo que nós mesmos não conseguimos nos dar, e com o passar do tempo, se as pessoas não se moldam as nossas necessidades, nos sentimos infelizes e insignificantes.

In – Significante. A palavra vem do Latim IN-, negativo, mais SIGNIFICANS, de SIGNIFICARE, “mostrar por sinais, significar, querer dizer”, derivado de SIGNUM, “sinal”. A origem da palavra revela também a origem do nosso sentimento. Nos sentimos vazios, não conseguimos nos conectar com os sinais que o Universo constantemente nos envia, não sabemos o que queremos e precisamos dizer, e principalmente, demonstra que não estamos dando real sentido e significado a nossa vida.

Não saber o que quer da vida é sinal de que estamos total desalinhamento com o fluxo da vida.

Estamos constantemente negando a nossa realidade ou brigando com ela, e essa é a razão de estarmos insatisfeitos, desmotivados, e desconectados da nossa essência que é a detentora da nossa missão de vida, e do nosso real propósito.

Isso acontece quando evitamos o caminho do autoconhecimento e, constantemente escolhemos olhar para fora e não para dentro.

Quando preferimos culpar os outros, as instituições, as situações adversas por todos os problemas que nos atormentam a alma.

O ser humano tem a mania de terceirizar a responsabilidade pela própria vida, e quando entregamos a nossa vida nas mãos dos outros, nos tornamos extremamente infelizes, e mesmo que tentemos disfarçar essa infelicidade ela transborda e respinga nos outros.

Isso acontece porque estamos tão obcecados por nós mesmos que acreditamos que tudo o que acontece de bom e de ruim gira em torno de nós.

Quando a “parte” e o “todo” estão desconectados

Quando acreditamos que somos apenas uma parte de um todo, oferecemos ao mundo só essa parte, e não nos entregamos por inteiro.

Essa falta de entrega, essa desconfiança, esse desequilíbrio interno, nos desconecta da inteligencia espiritual que vive em nós, e quando desconectados da fonte, a nossa vida perde o sentido.

Ao culpar os outros pelas desgraças do nosso mundo interior, estamos dizendo a nós mesmos, inconscientemente, que nós não somos capazes de transformar nada, e que dependemos completamente dos outros para sermos felizes.

Essa dependência emocional nos leva a um profundo estado de sofrimento, e quanto mais culpamos os outros por esse estado, mais mergulhamos nele.

Julgamentos e o o constante “olhar para fora”

Olhamos para as pessoas que conseguem se manter firmes e felizes mesmo diante de um caos generalizado e as julgamos, em alguns momentos, até as condenamos.

Invejamos as suas conquistas emocionais e o equilíbrio interior que desenvolveram, mas não nos propomos a agir disciplinadamente, como eles agem.

Nossas queixas, lamúrias, reclamações e justificativas para não fazer o que precisamos fazer são repletas de preconceitos e julgamentos negativos.

Não conseguimos parar de olhar para fora e fugimos todas as vezes que somos obrigados a olhar para dentro. Simplesmente não queremos, preferimos nos fazer de vitimas e continuar chorando por aí, implorando a misericórdia divina, e angariando atenções, de uma forma negativa.

O sofrimento é o alimento dos corações amargurados.

É preciso despertar o amor aí dentro, para receber o amor de fora.

Enquanto nossas queixas forem maiores do que a nossa gratidão, o sofrimento imperará em nossas vidas.

Não existirá remédio para isso, nem vacina, nem tratamento que dê jeito.

Para atingirmos um belo estado de ser, onde a esperança, o entusiasmo, a paixão e a necessidade de fazer o bem nos inspire as ações cotidianas, devemos transformar primeiro, a nossa vida interior, e colocar o nosso amor a serviço do mundo.

Quando o desamor toma conta de nossas vidas, só um milagre poderá nos salvar das garras do sofrimento.

O milagre do amor por nós mesmos, e pelos outros, que faz brotar em nós o prazer de compartilhar, dividir, cuidar e cocriar com a vida.

Só o amor cura a nossa alma das agruras de uma mente destreinada e inclinada ao negativo.

Para que a felicidade invada os nossos dias, devemos nos tornar conscientes de quem somos, e de quem queremos ser.

Precisamos trazer para o consciente tudo aquilo que estamos repetindo inconscientemente e que tem nos trazido intenso sofrimento.

Tornar-se consciente deve ser a primeira ação daqueles que querem realmente atingir um estado de felicidade e de real conexão com vida.

Nenhum ser que vive no mergulhado em um mar de lamentações consegue se tornar consciente. É preciso adotar uma postura de autorresponsabilidade para se tornar consciente.

Se você se encontra com as pessoas para lamentar a sua própria vida, você não é consciente.

Se você reclama o tempo todo do comportamento dos outros, mas não reconhece os seus próprios erros, pois nem os admite, você não se tornou consciente.

Se você procura levar vantagem em tudo, não possui empatia, nem compaixão pela situação e pelos motivos dos outros, quando fazem o que fazem ou respondem como respondem as suas acusações, você não etá consciente.

Se a sua linguagem é “quase” sempre agressiva, repleta de julgamentos e críticas, você não está consciente.

Enquanto andarmos pela vida negligenciando o que a gente precisa, e exigindo que os outros supram as nossas carências emocionais, ou as nossas necessidades que, muitas vezes, por não sermos conscientes, nem sabemos quais são, seguiremos caminhando sob os nódulos malignos da insatisfação crônica.

Quando nos tornamos conscientes vivemos em estado de esperança, sabemos que o aqui e agora é o único lugar possível para ser feliz.

Quando nos tornamos conscientes não ficamos presos ao passado, pois perdoamos o que e quem precisava ser perdoado, nos perdoamos, e aprendemos as lições que precisavam ser aprendidas. Nem nos preocupamos com o futuro, porque estamos dando o nosso melhor no presente e simplesmente confiamos que a colheita será farta.

Mas quando nos temos uma mente destreinada, e nosso cérebro age sob o comando de um sistema padrão de comportamento, onde reagimos a tudo como se precisássemos ficar 24 horas em estado de defesa, nos desesperamos e mergulhamos em profundas crises existenciais e emocionais, que nos levam ao desequilíbrio, e a desesperança.

Certa vez, Santo Agostinho disse:

“A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las.”

Se constantemente justificamos as nossas ações nocivas e que causam conflitos e desarranjos em nossas relações, falando, “Eu não consigo crescer profissionalmente porque o meu marido não me ajuda”, “Eu sou infeliz porque todo mundo me maltrata”, “Eu sofro porque todos os governantes são corruptos”, “Eu não preciso mudar, eu estou certa, quem precisa mudar é outro”, nosso sofrimento só aumenta. Pode ser que momentaneamente você sinta um conforto, mas logo depois você se sentirá de novo irritada por qualquer coisa, com medo por qualquer coisa, e triste por tudo.

Perceba que sempre que faz isso, culpa os outros, você se sente profundamente ofendida quando alguém expõe uma critica ao seu modo de viver ou encarar a vida. Porque você está acostumada a criticar, mas não aceita crítica?

Se sempre levamos as coisas para o lado pessoal, se não conseguimos nos autoavaliar com honestidade, e sempre queremos mostrar aos outros que estamos certos, acabamos impondo nossos pontos de vistas e criando climas desagradáveis, ou acabamos aceitando as coisas como estão, por medo, culpa, raiva ou tristeza. Acabamos piorando as situações que já estavam fragilizadas, e elas acabam desmoronando.

Se não nos indignamos com as situações, não criamos coragem para transcendê-las.

Mas se aos nos indignarmos, estivermos completamente obcecados por nós mesmos, sempre nos vitimizaremos, e com isso, não aprenderemos as lições que estão impregnadas em cada situação difícil que temos que enfrentar na vida.

Se assim fazemos, geramos em nós traumas, quando deveríamos ter acolhido apenas o aprendizado. Ficamos remoendo situações de anos e anos atrás e as transformamos em mais medo, mais dor, e mais sofrimento. Não é a toa que nos sentimos fracos, e mesmo indignados, não conseguimos nos colocar na vida com coragem.

Torne-se consciente! Se autorresponsabilize! Pare de culpar os outros, mesmo quando eles tiverem “ao seu ver” culpa.

De nada adiantará acusar os outros, a sua vida continuará a mesma! E você cavará um buraco ainda mais fundo, e a cada dia, ficará mais difícil de sair dele.

Você só sairá quando assumir a responsabilidade pela sua vida, quando parar de esperar a ajuda dos outros, ou que os outros façam para você.

Quando você decidir fazer o que precisa ser feito, uma inspiração simples e certeira te motivará a sair dali. E você enfim entenderá que todas as respostas que você precisa estão dentro de você.

A sua vida só mudará para melhor, quando você se tornar uma pessoa melhor.

Não falo de qualidades e defeitos, falo de postura frente a vida, de significado, propósito e missão. De se conhecer a fundo, de entender o próprio sentimento, a ponto de saber exatamente o que precisa suprir em si mesmo.

Uma pessoa só conseguirá ser verdadeiramente feliz quando se comprometer com a própria vida! Da hora que acordar até a hora que for dormir.

Falo do poder que nasce em nós quando passamos a viver entusiasmados, apaixonados, e agradecidos!

Quando nos propomos a fazer o que precisa ser feito com disciplina e comprometimento, e abraçamos causas que realmente fazem sentido para nós e para o mundo!

Analise a vida das pessoas que você acredita que são realmente felizes. Observe, sem julgamentos.

Se você observar apenas o fato, sem fazer críticas e julgamentos que só revelam os seus sofrimentos internos, você perceberá que todos eles estão seguindo firme e fortes os seus propósitos de vida! Não importa se você concorda ou não com o propósito que eles abraçaram, foque apenas no fato que eles sentem e vivem o que acreditam, mesmo que você não concorde com eles.

Ser feliz é isso! É viver sem se preocupar com o que as pessoas pensam sobre tudo o que fazemos e que nos faz bem, é apenas viver do jeito que escolhemos viver, é apenas se dedicar àquilo que faz sentido para nós.

O que faz sentido para você?

QUAL O SEU PROPÓSITO DE VIDA? O QUE VOCÊ DESEJA? O QUE VOCÊ QUER? O QUE VOCÊ PRECISA?

Enquanto você não souber o que você quer, é sinal de que você também não sabe o que você precisa. Enquanto você negligenciar as suas necessidades, a vida te mandará mais um pouco de tudo o que você não quer mais que aconteça para que você aprenda a maior de todas as lições, e enquanto você não aprender essa lição, essas coisas irão se repetir em sua vida.

QUAL É LIÇÃO QUE A VIDA QUER QUE VOCÊ APRENDA?

A vida quer que você se torne consciente agora!

Não é amanhã, não é depois, não é justificando a sua inação pelo medo do fracasso, ou por qualquer medo que você tenha. Não é se vitimizando e querendo que os outros entendam a sua dor. Não é exigindo que os outros supram as suas necessidades e façam por você. Entende?

Para sair do estado de sofrimento você precisa buscar meios e práticas que te tornem consciente.

Que façam a sua consciência se expandir.

Que treine o seu cérebro para que ele consiga passar naturalmente do Sistema Padrão que só reage e se defende, para um Sistema de Produção Extraordinária, que transforma vidas e que melhora o mundo.

É agir em direção desse forte significado que tem a vida!

É cocriar com ela, com amor!

É seguir o fluxo dos acontecimentos com medo mesmo, sempre se movimentando, realizando pequenas e grandes ações que deixem a sua vida e a vida dos outros um pouquinho melhor, todos os dias!

É se comprometer com você e com o seu sonho! Para viver uma vida que realmente vale a pena ser vivida.

*Foto de Andrey Zvyagintsev em Unsplash

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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, palestrante, produtora e editora de conteúdo do Resiliência Humana e do Seu Amigo Guru. Seu interior é intenso, sempre foi! Transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhores, para nós, e para o outro!