Por trás de cada um de nós sempre haverá uma sombra escondida, mas se nos aplicarmos no caminho do bem, no caminho da paz, no caminho onde se gera luz e amor tudo pode ser diferente.

Por trás de cada vitória há a luta; por trás de cada lágrima há o significado da dor.

No amontoar dos dias, há uma história; por trás de cada obstáculo vencido há o empenho, há a superação, há a resiliência e o valor da vida.

Em cada um de nós, há sempre algo que ninguém sabe, há sempre a jornada que se percorreu.

Por isso não devemos julgar, não devemos subestimar e nem alardear o que não vimos.

Nem sempre o sapato de um, caberá no pé do outro, nem sempre haverá concordância de sentimentos, ideias e ideais.

Mas no caminho do bem, no caminho da paz, no caminho onde se gera luz e amor tudo pode ser diferente.

Por trás de cada sorriso desconfiado, por trás de cada olhar distante há coisas que um dia nos aproximaram, há muita coisa em jogo, há muita decepção e um tanto de expectativa falida.

Mas há acima de tudo a possibilidade do recomeço que sempre vem e empurra sem derrubar, sem que a gente bata a cara no chão novamente.

Ele vem mais suave, mais sereno, mais leve depois de toda tempestade causada pelo desapontamento, pela mudança repentina dos ventos, pela realidade que a própria situação tratou de mostrar.

“Percorremos o caminho da adversidade e da efemeridade”.

O que balança nem sempre cai, o que parece modesto pode ser algo bom pra alma, pro coração, pro que deve ser simples e aceito com respeito.

Por trás de tudo há sempre uma janela fechada, uma porta encostada, alguém tentando se resgatar.

Há o passo mais lento, o peso sendo deixado para trás. Há o pontapé inicial, a curva mais sinuosa, o amor mais pleno.

Há tanta coisa, há tanto questionamento, tanto vai e vem dentro de cada um, que por vezes fica difícil respirar.

Precisamos acabar com esse sufoco, com essas exigências sem fundamento, com essa culpa misteriosa que nem deveria permanecer ao nosso lado como cobrança indevida.

Vamos deixar que Deus haja sobre cada um de nós e nos envolva com sua fraternidade universal.

Vamos nos deixar mais livres, mais vivos, rompendo e aprendendo a dizer não.

Por trás de cada batimento cardíaco, há as fases da vida.

Por trás de cada emoção enclausurada, há a doença do corpo.

Precisamos aprender a cuidar da nossa casa, do nosso ser, não como seres completamente estranhos e arredios ao que acontece à nossa volta, mas como seres que estão evoluindo, concretizando, optando em ser menos ociosos internamente.

Não existe plano perfeito e nem idade para o tempo.

Um dia máscaras caem e tudo pode vir à tona.

O tempo é o que vamos construindo dentro de nós mesmos, é o que vamos cativando e colocando em nossos alicerces.

Por trás de cada um de nós haverá sempre algo perturbador e ao mesmo tempo instigante.

Somos feitos de partículas, partidas, reencontros, renascimentos.

Por amor a nós mesmos, vamos viver melhor sem tantos embates pessoais, sem tanta arrogância.

Já nos doemos, já nos refizemos. Então vamos agradecer cada livramento! E optar por caminhar na luz, trabalhar para o bem e se assim agirmos, tudo será bem diferente! Tudo será bem melhor!

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Sil Guidorizzi
Sou Paulista, descendente de Italianos. Libriana. Escritora. Cantora. Debruço-me sobre as palavras. Elas causam um efeito devastador em mim. Trazem-me â tona. Fazem-me enxergar a vida por outro prisma. Meu primeiro Livro foi lançado em Fevereiro de 2016. Amor Essência e Seus Encontros pela Editora Penalux. O prefácio foi escrito pelo Poeta e Jornalista Fernando Coelho. A orelha escrita pelo Poeta e jornalista Ivan de Almeida. O básico do viver está no simples que habita em mim.