Papa diz, “não vou a Kiev por enquanto, primeiro preciso ir a Moscou falar com Putin”

Papa diz estar pronto para falar com Putin, mas Putin precisa querer abrir a porta. “Ainda não recebemos uma resposta, mas continuamos insistindo”, disse o pontífice.

A Igreja Católica, representada pelo Papa, sempre teve grande força e poder nos acordos entre os países em conflito, mas dessa vez, o Papa Francisco está tendo dificuldades em acessar Putin.

Em entrevista a um jornal italiano, Francisco disse que o Patriarca Kirill não pode ser um “coroinha de Putin”.

O jornal italiano Corriere della Sera publicou uma entrevista especial concedida pelo Papa Francisco ao editor Luciano Fontana.

Na conversa, o Pontífice repetiu várias vezes que está pronto para ir a Moscou se encontrar com Putin, a fim de tentar uma mediação pelo fim da guerra na Ucrânia.

“No primeiro dia da guerra liguei para o presidente ucraniano Zelensky no telefone. A Putin em vez disso, não liguei (…). Eu queria fazer um gesto claro para o mundo inteiro ver e por isso fui ao embaixador russo. Pedi que explicassem, eu disse ‘por favor, parem’. E, então, pedi ao Cardeal Parolin, depois de vinte dias de guerra, que enviasse a Putin a mensagem de que estava disposto a ir a Moscou.

Claro, era necessário que o líder do Kremlin permitisse algumas aberturas. Ainda não recebemos uma resposta e continuamos insistindo, embora eu tema que Putin não possa e não queira ter este encontro agora. Mas como não parar tanta brutalidade? Vinte e cinco anos atrás, vivemos a mesma coisa com Ruanda”, afirmou o Pontífice.

Francisco também afirmou que, por enquanto, não pretende ir a Kiev:

“Eu não vou para Kiev por enquanto, sinto que não devo ir. Primeiro devo ir a Moscou, primeiro devo encontrar-me com Putin. Mas eu também sou um sacerdote, o que posso fazer? Eu faço o que posso. Se Putin abrisse a porta…”

Quando perguntado se o Patriarca Kirill, líder da Igreja Ortodoxa Russa, poderia agir junto a Putin para abrir essa porta, Francisco respondeu:

“Falei com Kirill durante 40 minutos via zoom. Os vinte primeiros, com um cartão na mão, ele me leu todas as justificativas para a guerra. Eu escutei e disse a ele: eu não entendo nada disso. Irmão, não somos clérigos do Estado, não podemos usar a linguagem da política, mas a de Jesus. Somos pastores do mesmo povo santo de Deus. Para isso devemos buscar caminhos de paz, para um cessar-fogo de armas. O Patriarca não pode se transformar no coroinha de Putin.”

*DA REDAÇÃO SAG.

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