O Violino do Meu Pai (Babamin Kemani – 2022). Filme mostra como os traumas se perpetuam!

Unidos pela dor e pelo amor à música, uma menina (Gülizar Nisa Uray) órfã e seu tio (Engin Altan Düzyatan) violinista têm suas vidas transformadas.

O maior refinamento está na simplicidade, o excelente arroz com feijão é o mais difícil de preparar, pérolas como este “O Violino do Meu Pai”, roteirizado/dirigido pela turca Andaç Haznedaroglu, do competente “Você Já Viu Vagalumes?”, cativam o espectador logo nos primeiros minutos, agarram ele pelo coração e não largam mais.

A utilização sensível de clássicos de Bach, Bizet, Vivaldi e Gardel, entre outros, apenas reforçam este caloroso abraço sensorial, que, nos tempos sombrios de hoje, pode ser considerado algo terapêutico.

É um conjunto de acertos, a escalação perfeita da adorável ruivinha Gülizar Nisa Uray, cheia de personalidade, a dignidade que exala da entrega segura de Engin Altan Düzyatan, elemento que potencializa a bonita transformação que ocorre em seu arco narrativo, o talento e a beleza embasbacantes de Belçim Bilgin, que o público brasileiro conhece do maravilhoso romance “Sadece Sen”, e, claro, a emocionante dor no olhar de Selim Erdogan, que vive o adoecido pai da menina, que, apesar do curto tempo em cena, consegue transmitir a doçura que será fundamental na recompensa emotiva do terceiro ato, que, vale ressaltar, ganha pontos por não pesar a mão no melodrama, opção que seria muito fácil, respeitando a inteligência do público.

Uma das mensagens mais fortes do roteiro, que pode ser compreendida até mesmo nas escolhas da trilha sonora, defende a necessidade da harmonia entre o erudito e o popular.

O tio, por causa de seus traumas de infância, foi levado a valorizar sobremaneira a validação do outro, ele deseja ser respeitado como músico pela alta sociedade, impulso que o tornou arrogante e frio.

O seu irmão, por outro lado, viveu traumas semelhantes, mas conseguiu fugir, deixando para trás o seu irmão mais novo. Depois de tantas tristezas, ele se tornou um músico das ruas e se acostumou a fugir da polícia todas as noites, sobrevive com a filha pequena da generosidade de estranhos que dedicam alguns minutos de atenção às melodias extraídas de seu violino nas frias ruas de Istambul.

A jornada de aprendizado é cheia de reviravoltas, o tom claramente fabulesco auxilia na suspensão de descrença em certos momentos, o resultado revivifica a alma, desfaz os traumas e até mesmo os mais cínicos vão se apaixonar pelo desfecho.

“O Violino do Meu Pai” é uma obra perfeita para ser assistida em família, plena em bons valores, um entretenimento de altíssimo nível.
*DA REDAÇÃO SAG. Com informações Devo Tudo ao Cinema.

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