Isso é dito porque quanto mais poder e dinheiro a pessoa tem, mais ela acredita que sua posição é uma concessão de Deus! E por isso, mais perto do todo poderoso ela está, portanto, “poderoso” é! Mas isso tudo é só uma ilusão da sua mente perturbada, dominada pelo ego e pela vaidade extrema.

O poder motiva a falsa sensação de eternidade pois vincula-se a Deus que seria eterno e soberano, o maior de todos os poderosos.

Nascemos e crescemos em uma sociedade competitiva, onde é necessário muita luta e esforço para se conquistar um lugar ao sol.

O conhecimento é um forte impulsionador para a conquista do poder. Se não estudas, outros que assim o fizeram, investindo no intelecto, obterão mais êxito, é fato.

Numa sociedade em que para cada profissão há extrema competição e concorrentes para seus postos de trabalho; o melhor e mais bem preparado, vence.

A partir destes princípios, a ideia de ter que ser o melhor move o mundo, em meio a competitividade insistente que determina quem detêm o poder!

A competição é algo saudável, é o combustível para que possamos praticar a ação e buscar a conquista.

Mas a “lei do mais forte” existe desde a pré-história e ela faz parte da evolução! Vide a máxima “só os fortes sobrevivem”.

O problema que gira em torno do poder não é a competitividade em si, mas a necessidade de se sentir superior e de poder controlar a tudo e a todos!

A questão que está no cerne do poder é o dinheiro.

Quem o possui, e quanto mais o possui, tem maior poder!

Os bilionários do mundo controlam a economia, os acordos e negociações governamentais mundiais, e determinam o nosso futuro!

Os governos do mundo estão nas mãos dos endinheirados e poderosos, que mandam e desmandam nos principais chefes de estado do mundo!

Esse poder extremo, vinculado a política e ao dinheiro está nas mãos de diversos tipos de humanos. Os fortes, os fracos, os inteligentes e os pouco inteligentes, mas sobre tudo, estão nas mãos dos oportunistas.

Isto é, aqueles que souberam aproveitar o melhor momento, a sorte, que apostaram em algo certo na hora certa, e se aliaram as pessoas certas.

Porém, muitos ricos vivem como se fossem eternos porque o poder que possuem é tão grande que se sentem um pouco Deus.

Possuem a certeza de que são poderosos, mas esquecem da nossa natureza finita e da verdadeira realidade da vida: um dia vamos todos morrer.

A morte chegará para todos! Também para os poderosos que acreditam que serão eternamente bilionários!

Eles podem até não querer pensar que o fim pode estar próximo, mas o fato é que a imortalidade não os pertence.

Nos primórdios, quando as civilizações adoravam vários deuses, todos eles eram poderosos e eternos. Tempos depois, a grande maioria passou a acreditar em um único Deus onipotente que também é eterno.

Dizem que o poder “sobe à cabeça”. E que se quisermos conhecer alguém de verdade é só darmos poder e ela!

Isso é dito porque quanto mais poder a pessoa tem, mais ela acredita que o seu poder é uma concessão de Deus! E por isso, mais perto do todo poderoso ela está!

Portanto, não se dão conta da finitude. Passam a acreditar, inconscientemente, que como Deus, também serão eternos!

Mera ilusão, já que a morte é a coisa mais democrática que existe!

Chega para todos!

O uso abusivo do poder e do dinheiro

Muitos ricos e “poderosos” se comportam de forma extravagante, praticam atividades radicais, de alto risco, brincando com a vida. Outros extrapolam ostentando uma vida luxuosa, alimentando a arrogância são engolidos pela ganancia, agindo de forma autoritária, mandando e desmandando em tudo e em todos, enquanto a desigualdade rola solta.

Esses “poderosos” que acreditam ser eternos não são nem um pouco inteligentes.

Eles estudaram nas melhores faculdades do mundo, possuem muito conhecimento sobre vários assuntos, mas não são nada inteligentes. E eu explico o motivo pelo qual afirmo isso:

Acredito num conceito regido pela lógica!

Pessoas inteligentes pensam na vida, portanto, pensam na morte.

Não me refiro aos intelectuais, pois alguns destes também pensam ter poder, por deterem conhecimento em determinados assuntos.

O inteligente não necessariamente se torna um intelectual, justamente porque aquele que realmente detém uma inteligência acima da média tem como norte da sua vida a humildade.

O inteligente é humilde por natureza!

Ele tem a certeza que não existe ninguém absolutamente poderoso nesse mundo.

Ele sabe que todos temos habilidades diferentes. Uns mais e outros menos, mas isso não define poder algum.

Ele sabe que possuir bens materiais ou muito dinheiro não é sinônimo de poder.

Sabe que o dinheiro é só um papel! Um papel que pode comprar “quase” tudo, mas não compra saúde e muito menos é capaz de nos comprar a eternidade.

Ou seja, dinheiro algum, e poder nenhum nos livrará da morte.

No caixão fúnebre, cabe apenas o corpo inerte e sem vida.

A riqueza acumulada e conquistada fica aqui para os “herdeiros”, que na grande maioria das vezes nada fizeram por merecer. E irão apenas usufruir de bens que, possivelmente, nem darão o devido valor, já que não foram por eles conquistados, ou seja, não foram o resultado laboral de uma vida!

O poder que advém do dinheiro é uma mera ilusão do nosso ego e da nossa vaidade!

Ele acaba dando àqueles que os detêm, uma falsa sensação de eternidade, de que nada poderá os atingir, e de que eles podem tudo pois serão eternos!

Mas tudo isso não passa de uma ilusão que a vaidade cega impõe. Uma farsa que o ego insiste em alimentar, até que a morte vem, arrebatadora, e mostra que de eternos, não temos nada!

AUTOR: FABIANO DE ABREU

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Fabiano de Abreu
Fabiano de Abreu Rodrigues é psicanalista clínico, jornalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e personal branding luso-brasileiro. Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional. Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil. Lançou o livro ‘Viver Pode Não Ser Tão Ruim’ no Brasil, Angola, Espanha e Portugal.