O momento não pede nenhum julgamento externo apenas interno! Quando insistimos em julgar o comportamento alheio, e sentimos a necessidade constante de nos colocar como superiores e melhores do que aqueles que são alvos de nossa critica, nos envenenamos, e involuntariamente, nos sentimos menores.

Há quanto tempo você vem esperando milagres acontecer em sua vida? Você espera, espera e nada acontece, não é mesmo? Parece que as coisas só pioram!

Quando percebemos que não temos controle de absolutamente nada, experimentamos momentos de infelicidade. Mas estamos errados em pensar assim, temos controle sim, mas só em relação àquilo que mais deve nos importar: NÓS MESMOS!

Aqueles que vivem na crítica excessiva não conseguem controlar a si mesmos, se perdem pois tentam a todo instante controlar os outros. E quando escutam de profissionais ou leem artigos de nichos de autoconhecimento, que é possível controlar as próprias emoções, ficam muito irritados, raivosos, porque nos acusam de estarmos vendendo mentiras, ou de estarmos tentando lucrar diante da desgraça humana, como se não fossemos humanos também.

Os que depositam sua vida na fé cega, querem que Deus controle a única coisa que Ele não tem controle: o nosso livre-arbítrio. Esse é apenas um dos erros que cometemos diariamente, querer que Deus alivie nossas dores, ou os remédios, porque tememos nos aprofundar nas nossas próprias questões internas, e preferimos ficar analisando os outros.

Muitos acreditam que essa “conversinha de Deus” é uma balela para conseguir mais seguidores e likes, mas se olharmos de perto percebemos que são pessoas que se vitimizam e romantizam o sofrimento, a depressão, e as agruras da alma, colocando a culpa de todas as suas dores, ou do que venha a dar errado, na loucura do mundo e “das pessoas”, mas não se atreve a se enquadrar como parte “das pessoas”.

Mas contra fatos não há argumentos, não é mesmo?

Pessoas estão aí vivas para contar que conseguiram acessar seu Deus interior, e iluminar as suas sombras com técnicas nem sempre simples, mas que como tudo na vida, exige dedicação, persistência, paciência, e vibração positiva.

Tomemos para nós o que nos cabe nesse latifúndio: A nossa própria vida.

Milagres acontecem sim, todos os dias! Viver é um milagre, acordar e respirar é um milagre, gerar uma vida é um milagre, a água pura que nasce do solo fértil é um milagre, e tantos outros que eu poderia ficar eternamente enumerando, ah, tem pessoas também que agem em nossas vidas como verdadeiros milagres.

Só reconhece um milagre aquele que possui nascente de água boa dentro de si. Água fluída no bem, capaz de lavar a alma das dores do ego.

Nenhum milagre acontece na vida daqueles que nutrem em seus corações a “má água”.

Quando nossos corações se banham e bebem constantemente dessa água turva, impregnada de venenos emocionais, nos deixamos levar pela amargura, que só se cura separando a palavra em sílabas, amar – gura, e deixando nascer em nós apenas a primeira sílaba: AMAR. Caso contrário viveremos o gosto amargo do desencanto por nós, e pela vida.

“O julgamento é feio – ele fere as pessoas. Ame-as, aceite-as e, talvez, seu amor e respeito possa ajudá-las a mudar muitas de suas fraquezas, muitas de suas falhas – porque o amor lhes dará uma nova energia, um novo significado, uma nova força…”. Osho

Essa “má água” que corre em nossas veias alimenta a mágoa e reflete o desamor que existe em nós.

Esse desamor, que bebemos da nossa própria fonte interna, impede que recebamos as bençãos que pedimos porque para sermos agraciados, precisamos, antes de mais nada, aprender a fazer tudo com amor.

Para isso, devemos perdoar quem nos fez mal, quem nos traiu por fraqueza, quem não conseguiu ser fiel por medo das consequências, e nos abrir para o poder curativo do perdão! O perdão é como um filtro de barro em nós! Desanuvia a mente e desperta a consciência para as nossas próprias falhas que precisam ser analisadas por nós, mas que perdemos tempo analisando os outros e o que estão fazendo.

Quando paramos de apontar o que está errado fora, e olhamos para dentro, milagres brotam em nascentes de amor!

Amor que é a fonte da vida!

Não tenhamos a pretensão de receber mais do que merecemos, ao contrário, façamos por merecer.

Os que acreditam que estão sempre certos e os outros estão errados sofrem mais

Muitas vezes, somos pró-ativos, nos colocamos a serviço, fazemos o nosso melhor, e mesmo assim, nada de bom acontece.

Nos perguntamos o motivo desse “castigo” que vivemos, pois acreditamos que estamos fazendo tudo certo, que somos os “F…”, que devíamos ter mais, porém, somos mestres em olhar para fora e fugimos do mal que existe dentro de nós. Agir para o bem sem sentir o bem não remove montanhas, nunca removerá.

Mas continuamos nos lamentando, e nos irritando! Muitos, que se encontram negativos demais, se irritam com pessoas positivas demais, a ponto de se manifestar nas redes sociais contra pessoas que estão apenas tentando ajudar.

Dizem: “Esses que falam de fé, que postam frases de Chico Xavier e que nos pedem constantemente para nos reinventarmos, são pessoas insensíveis que não se compadecem com a dor dos outros.”.

“A pessoa vê a capa e acha que leu o livro. Cuidado, o julgamento preconceituoso pode lhe privar da verdade.” Padre Fábio de Melo

Oras, porque acham impossível ou praticamente, realizar as práticas de “autoajuda” para superar as próprias crises, mas se enchem de remédios tarja preta? Porque o remédio traz alívio imediato e as práticas diárias exigem dedicação, empenho e constância.

Quando nos sentimos depressivos a ponto de nos medicar, já nos alimentamos demais dessa má água. Sem que pudêssemos perceber, voltamos nosso foco por dias, em notícias, pessoas, e fatos que nos envenenam, na tentativa de fugir de nós mesmos.

Pergunte para aqueles que estão depressivos o que eles vem assistindo nesses últimos tempos, quais pensamentos estão nutrindo, em qual vibração estão sintonizando. É fácil saber, mesmo que eles não reconheçam. Seus posts, seus compartilhamentos, suas ironias repletas de julgamentos, denunciam. Ninguém é vítima de nada, dentro da visão sistêmica, todos temos nossa parcela de responsabilidade e devemos assumi-la.

“Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las.” Madre Teresa de Calcutá

Por que não queremos lidar com os nossos sentimentos e emoções e começamos a atacar os outros? Por que criticamos continuamente aqueles que consomem ou produzem conteúdo de autoajuda como se eles fossem menos capazes que outros que se medicam continuamente?

Esse é só mais um engano que cometemos.

As pessoas que todos os dias acordam motivadas para trazer luz para os seus pensamentos perturbadores, que conseguem enxergar o lado bom das tempestades que a vida envia, são apenas instrumentos de Deus para nos lembrar que quando nossos atos estão desconectados do amor, quando estamos em constante vibração de medo, lamentação, queixas, e não nos controlamos em julgamentos excessivos, sempre exteriorizando o que está errado e nunca exaltando o que está certo, com o olhar sempre voltado para as atitudes dos outros e não para as nossas próprias, nós mesmos bloqueamos as ações positivas do Universo para nós.

É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio. Antoine de Saint-Exupéry

Precisamos sim assumir as nossas responsabilidades, não apenas as materiais que compreendem o plano físico, trabalhando, cuidando da casa e da família, mas tão importante quanto é alimentar o espírito, vigiar e orar constantemente para nos mantermos em vibração positiva, para que alimentemos em nós sentimentos benéficos, que nos façam bem e nos levem a querer falar bem dos outros, da vida, das coisas, enxergar o que está sendo bom, e exaltar o que estão fazendo de bom por aí.

    Quem critica demais a vida alheia, ou possui olhos clínicos para identificar o erro dos outros, quem critica por hobby, quem se incomoda com quem tem boas intenções, quem só pede que os outros o entendam, mas não entende ninguém, vive bebendo dessa má água que o corrói por dentro.

É preciso primeiro purificar a alma com boa água, fluida pela bondade divina, para só depois, com o merecimento, receber as bençãos dos céus!

O momento não pede nenhum julgamento externo apenas interno!

Evitemos!

O que podemos fazer é agir, mesmo em silêncio! Vibrando em frequência elevada! A ação coletiva, na era digital, não depende mais que todos saiam as ruas para fazer valer seus direitos. A inteligência pacífica destronará aqueles que nos escravizam em soluções retrógradas sem que tenhamos que nos envenenar vomitando despautérios por aí.

Para exaltar a sua nobreza de alma, a sua retidão de caráter, a sua postura social ativa, você não precisa humilhar quem quer que seja!

O julgamento desmedido envenena a alma com má água!

Pare de apontar o dedo para os erros dos outros!

Pare de cutucar a ferida alheia!

Pare de esperar que o outro seja melhor do que você jamais foi um dia!

Pare de depositar a sua atenção naquilo que você acredita estar errado, apenas faça o certo, e dê bons exemplos.

Muitos estão em sofrimento, você não é o único nem o primeiro a se ver em uma encruzilhada, perdido, sem saber para onde ir!

Você não é o único que se sente sozinho em meio a multidão!

Pare de reclamar e peça ajuda!

O orgulho é veneno do ego!

“Cada dia é o dia do julgamento, e nós, com nossos atos e nossas palavras, com nosso silêncio e nossa voz, vamos escrevendo continuamente o livro da vida. A luz veio ao mundo e cada um de nós deve decidir se quer caminhar na luz do altruísmo construtivo ou nas trevas do egoísmo. Portanto, a mais urgente pergunta a ser feita nesta vida é: O que fiz hoje pelos outros?” Martin Luther King

Criticar quem está nesse momento se dedicando a ajudar a despertar consciências, os chamando publicamente de “especialistas em pandemia”, “coach de não sei o quê”, é jogar o jogo as avessas, e nutrir sentimentos mesquinhos que te farão sofrer ainda mais.

Ao invés disso, una-se àqueles que se empenham em tentar ajudar do jeito que sabem e podem, e admire esses que, ao menos tentam, mesmo você achando que isso não dará em nada e é mero oportunismo.

Esse seu achismo é apenas mais um julgamento da sua nascente interna, que brota em seu coração a má água, e que você teimosa e displicentemente, não consegue purificar, pois insiste em cultivar pensamentos e sentimentos destrutivos.

Sempre que surgir um julgamento do tipo:

“Ah, mas essa pessoa está em uma situação confortável, ela não tem problemas, por isso fica aí postando frases motivacionais”, tente perceber, nesse exato momento, a energia que você está vibrando.

Sinta! Não será essa vibração que te limpará as emoções, pelo contrário, ela é quem vem te envenenando há tempos.

Mude o foco, agradeça essas pessoas por vibrarem positivo e tentarem fazer com que outras também vibrem, mesmo que elas não venham a conseguir de fato, como não conseguem com você que critica, uma ou outra se sensibilizará, refletirá sobre seus atos, se iluminará de certo modo, e já será o bastante.

Agindo assim, com firmeza, mas amorosamente, a vida lhe retribuirá todo o esforço de unir “ação” e “vibração positiva”, e lhe abrirá os olhos para que possa ver os milagres diários, que você, embebido em julgamentos, não conseguia perceber!

Purifique-se, ilumine-se, co-crie a sua vida com bases no amor! Não é um conselho em vão e impossível de se colocar em prática! Basta se colocar a prova!

Enquanto você critica quem faz, e se perde na solidão das suas sombras internas, aqueles que são criticados por você, colocam em prática a máxima de cuidar da própria vida e dos próprios sentimentos e se beneficiam!

Que todos sejamos abençoados nesse lindo dia e que possamos enxergar o milagre que existe em tudo!

Que assim seja!

“Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los. Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro.” Dalai Lama

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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, palestrante, produtora e editora de conteúdo do Resiliência Humana e do Seu Amigo Guru. Seu interior é intenso, sempre foi! Transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhores, para nós, e para o outro!