Quando o amor vira motivo de sofrimento, dor, angustia, gera ruminação de sentimentos, promove mágoas, sedimenta rancores, e a vida a dois se torna um fardo difícil de carregar, está na hora de perceber que nessa relação não existe amor de verdade, existe apenas um forte apego, uma incrível ilusão do que ela poderia vir a ser, mas não é.

Nossas relações infantis revelam muito sobre nós! Sobre como fomos criados, onde vivemos a infância, como recebíamos afeto de nossos pais, e quais cobranças sofremos.

Nossa maneira de enxergar o mundo, nossas crenças e personalidade se moldam com o tempo, mas é durante o relacionamento a dois que as implicações sobre o que é e o que não é amor se fortalecem.

As vezes, por mais que recebamos amor, na forma de carinho, atenção e cuidado, acabamos apegados a materialidade do que de fato não é material. Passamos a conceber como nosso o que não tem dono, e nos apegamos de forma doentia ao outro que tem o seu próprio modo de amar.

Os problemas aparecem quando impomos a nossa forma de amar ao outro e insistimos em receber algo que ele não tem capacidade em oferecer.

Ao implorar o amor do outro passamos a ser uma mera figuração do que realmente somos. E fazemos isso, geralmente, porque ainda não temos a menor noção do que realmente somos.

Mendigar afeto faz de nós meros fantoches dentro de um relacionamento falido. E demonstra uma total falta de amor por nós mesmos.

Tudo isso acontece por conta do apego, que não se relaciona bem com o amor.

O apego é apenas uma deficiência do ego e se encontra vivo em nossa criança ferida.

Devemos olhar para ele com atenção e respeito, para que nossas lembranças tristes sobre o amor e como ele deveria ser possam ser curadas e ressignificadas.

Assim que entendemos o que dói e o que nos leva a aceitar migalhas de afeto, passamos a construir relacionamentos mais saudáveis. E deixamos de trabalhar o amor como se crianças fossemos.

Paramos de fazer birras com exigências que refletem a nossa carência interior, fortalecemos o nosso amor próprio e aprendemos a amar sem criar expectativas de um amor perfeito.

Aceitemos o outro como ele é, e o deixemos ser quem ele quer ser!

Essa liberdade que o amor verdadeiro exige nos faz mais fortes quando nos unimos em matrimônio, e reflete o amor de Deus por nós. Que nos aceita como somos, nos perdoa em nossas falhas, mas nos envia lições valiosas para que possamos evoluir.

O amor também evolui dentro de um relacionamento saudável.

O relacionamento a dois reflete o amor que carregamos dentro de nós.

Se é preciso implorar pelo carinho do outro é sinal de que ele ainda não aprendeu a compartilhar afeto, e sinceramente, não é cobrando exaustivamente que você irá o ensinar a te amar.

Só conseguimos receber o amor que merecemos quando aprendemos a oferecer amor sem exigir amor em troca.

Porque o amor e a reciprocidade deve ACONTECER de forma natural, e é aprendido através do exemplo.

Todas as pessoas que já sentiram o amor verdadeiro, aprenderam a expressá-lo através do exemplo que tiveram.

Jesus foi um homem que veio nos ensinar a amar de verdade e como seu exemplo deixou registrado na história o que o amor é capaz de fazer por um outro ser humano.

O verdadeiro amor é capaz de curar tanto as feridas físicas quanto as emocionais. Mas o que vemos na atual conjuntura são muitas pessoas se relacionando, dizendo aos quatro ventos que amam, mas o amor que dizem sentir é tão pequeno que é capaz de causar feridas que não cicatrizam facilmente!

Ao passo que:

Se fere, não é amor, é apego.

Se amar te machuca, não é amor, é sensação de controle e dominação, é posse, é sentimento inferior. E deve ser iluminado.

O amor de verdade ilumina a gente! E é capaz de fazer de nós pessoas infinitamente melhores do que éramos antes de o conhecer!

Não implore amor à quem ainda não aprendeu a amar!

Se você é capaz de amar de verdade, como Jesus nos ensinou, saberá com o seu exemplo, curar a forma de amar do outro. Mas sem exigir que ele, de uma hora para a outra, te ame como você o ama.

Se o caso não tem solução “aparente”, não force, não aceite migalhas, siga em frente e se abra para o amor verdadeiro, ele te encontrará se você aprender a se desapegar!

Ame-se em primeiro lugar, e depois, ofereça o seu amor, que é parte de quem você é!

O seu amor é a sua centelha divina! Espalhe-o por aí, como se sementes fossem! Ele saberá brotar em terra fértil, quando você menos esperar!

“Quando você percebe que não há como vencer uma batalha que não é sua, você não perde – você se liberta.

Iara Fonseca

Foto: Parceria Edu Moraes@edumoraes

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Iara Fonseca
Jornalista, escritora, editora chefe e criadora de conteúdo dos portais RESILIÊNCIA HUMANA e SEU AMIGO GURU. Neurocoaching e Mestr em Tarot. Para contratação de criação de conteúdo, agendamento de consultas e atendimentos online entrem em contato por direct no Instagram.