O amor é algo estranho, uma situação que se torna inusitada na sua vida, assim, de uma hora pra outra.

Você nunca viu a pessoa, jamais pensou que ela existiria sobre a face da terra, e de repente, ela passa a fazer parte do seu pensamento o dia todo.

A gente cria uma ilusão de contentamento que faz com que acreditemos que ela sempre esteve ali, junto com você, ou talvez à sua espera, quem sabe?

De repente, a história que é dela, que só pertence a ela, passa a fazer parte da sua história, e do nada você começa a se sentir estranho como se tudo fosse importante.

Quer saber a hora que se deita, quando se levanta, se acorda todas as noites pra tomar água, quantas escovadas no cabelo ela dá, qual a cor da sua escova de dentes, se acorda ou não de mau humor, até a cor do esmalte se torna importante.

São sensações que te põe frágil, um sentimento de insignificância diante da vontade de saber todos os segredos.

Ela não é diferente de você, sempre dá risada nos filmes engraçados, se emociona lendo algo dito com o coração, daí, de uma hora pra outra ela te surpreende quando diz gostar até de música sertaneja e você fica com cara de bobo, se perguntando o porquê pensava diferente, mas mesmo assim você ainda a desenha de um jeito que te impede de ver a simplicidade que ela é, não por culpa dela, por culpa sua, porque é você quem cria o que não existe.

Por mais que ela te esfregue na sua cara que o que ela quer é o mesmo que você deseja, você ainda se prende naquilo que sua mente te força a registrar… daí você a perde, e o que é mais incrível, pra você mesmo.

Eu sei que lutar por um amor do qual você acredita não é tão difícil, quando aprende que a vida pode ser tão mais simples quando bem vivida, e principalmente quando se lembra que “ela” é a primeira a te lembrar disso, todos os dias.

Eu não desisto de nada não, a briga minha é comigo mesmo.

Se por muitas vezes já me fechei no quarto pra chorar pelo que pensava que não tinha, eu choro de novo pra me acordar pra realidade de que o amor existe e quem precisa abrir os olhos dessa vez sou eu.

Só sei que o amor nos deixa cegos, incapazes de pensar, porque quem age quando o amor acontece é o coração, a razão apenas assiste.

Só sei que fazemos besteiras quando amamos, não por maldade, mas por querer demais aquele amor, por querer de um tanto que muitas vezes ficamos à deriva de nossa própria fragilidade.

Deixar de amar por isso? Não. Mudar apenas o jeito de pensar. Tornar o amor leve, quem sabe.

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Ricardo Ferraz
Pessoa comum, que gosta do trabalho, daquilo que faz, e sempre faz tudo com muito amor. Casado, pai de duas crianças lindas, e que, se dedica a escrever sobre a vida, nossas desilusões e aspirações, nas horas vagas, por amor a escrita, e acreditar que o amor é a nossa única e maior salvação. Escrever é liberdade!