Nunca esqueça o seu passado, ele sempre será o seu melhor professor!

Escutei essa frase há algum tempo, não dessa maneira, mas queria dizer exatamente isso, ela não é minha, e não conheço o autor, procurei, mas não existia nada online que indicasse a autoria, mas com certeza seria uma frase que eu escreveria, justamente porque revela muito sobre como eu escrevo a minha história!

A minha vida é uma soma de grandes bençãos que sempre me revelam fortes ensinamentos! Essas bençãos vão pincelando dores e amores em doses homeopáticas! E de todas as minhas histórias, as que mais me marcaram foram as que despejaram em meu coração ensinamentos entronchados de difícil compreensão!

Demandou algum tempo até que eu assimilasse as mensagens nas entrelinhas dos acontecimentos!

Tantas informações e emoções para lidar acabavam se atropelando e atravancando o fluxo natural da vida, tão necessário!

Em cada nova fase que a vida me impunha, eu sempre acabava recorrendo a um professor diferente, que me aconselhava, mesmo sem consciência do bem que fazia, me indicando fórmulas precisas para que eu pudesse encarar a vida de uma forma mais positiva e agir de maneira assertiva em direção aos meus mais sinceros objetivos.

Porém, nunca existiu uma fórmula mágica que se resolvesse sozinha! Eu recebia as respostas porque as procurava incansavelmente, nunca fui de ficar sentada me lamentando.

Foi preciso muita bagagem, que trouxe nas malas do passado que vivi, para que eu pudesse resolver as questões mais difíceis da minha vida.

Quebrei a cabeça diversas vezes, e juntei os meus cacos nem sei quantas!

Passei horas, dias, semanas, meses e anos estudando métodos e praticando receitas que pudessem me fazer melhor do que eu era antes.

Algumas deram certo, outras nem surtiram efeito, mas todas, sem exceção, me ensinaram algo muito importante! E eu só aprendi, porque prestei atenção na aula!

Como jornalista, tenho a mania de duvidar de tudo e procurar saber das coisas curiosamente! Livros, sites, personagens reais, são todos professores em dados momentos. Só depois que apuro os fatos, e os compreendendo internamente, passo a confiar de olhos fechados!

E sabe porque muitas vezes necessito apenas de evidencias e confio de olhos fechados, sem precisar de provas científicas para tudo? Porque para mim, basta o ENTENDIMENTO para a aceitação plena!

E o que venho percebendo durante anos de estudo sobre autoconhecimento, que já sou e me sinto phd, é que aqueles que não entendem o seu passado, não conseguem viver plenamente o presente e adoecem temendo o futuro.

Sei que existem muitas coisas entre o céu e a terra que não são de (ainda) possível entendimento, mas existem muitas evidências, e elas, me bastam.

A fé naquilo que posso entender, que faz sentido pra mim, e ecoa em meu coração, se reflete em minha vida!

Assim que compreendo os fatos que moldaram o acontecimento passado, seja ele triste ou feliz, me pego amparando, acolhendo, sentindo o que deve ser sentido até a última gota, para só depois beber o ensinamento disposto nele.

Mesmo que o gosto seja amargo, mesmo que seja indigesto, eu me forço a engolir, pois sei que aceitar será o remédio necessário para a cura. E aprendi isso porque já tentei negar, já tentei fugir, e só adoeci ainda mais fazendo isso.

Com o passado aprendi que, se doí, preciso deixar doer!

Aprendi que devo acolher a dor, mas não devo a convidar para fazer morada em mim, devo apenas sentir, e aprender com ela. Percebi que assim que a mensagem é entregue ela sai na mesma velocidade que entrou.

Se faz rir, devo me entregar ao êxtase da euforia!

Conheço gente que acha extremamente difícil sorrir, vive com a cara amarrada e só acham graça da desgraça alheia. Com o passado, meu professor querido, aprendi que se algo me faz rir, devo manter perto, bem perto! Porque o riso benevolente é o combustível da alma!

Se exige respeito, preciso impôr limites e sugerir novos caminhos!

Com as minhas experiencias do passado, aprendi a dizer não e a impor limites e isso foi libertador. Mas só consegui dizer NÃO, quando parei de me preocupar com o que as pessoas pensam de mim, e me despi do papel de boazinha! Assim que consegui queimar essa máscara social da boa moça, e me coloquei a serviço de forma verdadeiramente bondosa, comecei a sugerir para mim novos e frutíferos caminhos.

Se parece injusto, devo reajustar o meu olhar para a justiça.

Muitas injustiças já sofremos no passado, não é mesmo? Quem nunca se sentiu injustiçado aqui? Duvido muito que exista alguém que não tenha sentido essa sensação de impotência que a injustiça sentida nos traz. Mas aprendi que o caráter molda o senso de justiça das pessoas, e aquele que comete a injustiça acredita piamente que foi justo. Depende muito da versão da história que foi contada. Pensar assim, me tira do papel de vítima e me ajuda a olhar para a lição que a situação quer me ensinar.

Se exige mais de mim e eu ainda não consigo aguentar, preciso me respeitar, me redimir, me perdoar!

Aprendi que mesmo que eu tenha muito conhecimento sobre diversos assuntos, mesmo que eu treine a minha resiliência diariamente, ainda existem muitas coisas que eu não tenho condições emocionais de lidar, e aceitar os meus limites é uma grande prova de amor por mim mesma. Me perdoar por ainda não conseguir, e seguir em frente é o que me manterá equilibrada emocionalmente e conectada com a minha fé. Porque sei que a minha força dependerá desse perdão.

Já passei por coisas difíceis que não engoli, não aceitei, não aguentei e desisti, e me perdoar não foi nada fácil! Mas quanto mais eu fingia que estava tudo bem, mais fraca eu ficava!

Até que a ansiedade consumiu tudo o que existia de bom em mim, e minhas forças já não mais existiam. Foi preciso me afastar de tudo que me fazia mal, para que eu pudesse aprender as lições olhando de fora, porque aprendi que quando estamos dentro do furacão é impossível se salvar.

Foi então que percebi que negar o passado e as suas lições só porque algumas foram dolorosas era o meu maior erro.

Quando enfim, decidi me perdoar e seguir em frente por um novo caminho, e acolhi um novo propósito possível, minhas forças foram voltando pouco a pouco, e pude sentir o ar entrando limpo, me reconstruindo internamente, e foi essa aceitação, essas pazes que fiz com o passado que me permitiu retomar o sorriso que me faltava!

Hoje sei que o passado sempre foi o meu melhor professor! Não tenho dúvidas disso!

ENCARAR O PASSADO COMO O MAIS IMPORTANTE PROFESSOR DA SUA VIDA É A MAIOR PROVA DE QUE VOCÊ VIVEU PLENAMENTE E NÃO APENAS SOBREVIVEU AOS TRANCOS E BARRANCOS

Não renegue o seu passado!

Nunca esqueça de onde você veio, e jamais se envergonhe das suas origens ou do que passou!

QUER SE CURAR? Respeite o seu melhor professor, o passado!

Conte para si mesmo suas histórias de dor e de alegria com orgulho, pois você sobreviveu a elas, mas para se sentir feliz, precisa principalmente, aprender com elas.

Se orgulhe de hoje estar aqui, lendo isso tudo, e querendo ser melhor do que você foi um dia, isso já é uma grande vitória!

Acolha o passado com amor, e ele te dará em troca o dobro de sabedoria!

Uma linda e feliz vida para todos nós!

Que assim seja!

Texto Iara Fonseca – Leia mais artigos da autora em no site ou em suas Redes Sociais

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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, palestrante, produtora e editora de conteúdo do Resiliência Humana e do Seu Amigo Guru. Seu interior é intenso, sempre foi! Transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhores, para nós, e para o outro!