Ao invejar as conquistas alheias, enviamos uma mensagem derrotista para nós mesmos!

A inveja, ao meu ver, é uma doença, como a depressão, e tantas outras feridas da alma. E merece o devido cuidado, a atenção plena, o respeito restaurador, o perdão e a aceitação, para que seja, enfim, ressignificada.

Venho passando por intensos momentos de transformação pessoal e emocional nos últimos anos. Me isolei, deixei minha vida social de lado, e para muitos, essa minha atitude de “aparente” reclusão é uma bobagem, e sinto de longe alguns julgamentos que, de verdade, não me afetam.

Esse isolamento me fez entender alguns processos que quando mergulhada no burburinho do mundo, não conseguia perceber.

São mais de 5 anos de trabalho incessante de autoconhecimento e de conexão com a espiritualidade! Não foram 5 dias, nem alguns meses, e as vezes, me pergunto: Por que não comecei antes?

Compreendi depois de silenciar e ouvir atentamente a resposta intuitiva, que as excessivas queixas e insatisfações diárias me impediam de acessar a verdadeira fé em mim mesma, e acreditar que eu poderia transformar qualquer situação que se apresentasse, se eu me colocasse a serviço e tivesse disciplina.

Invejar a vida alheia é um fardo que se carrega pelos vales das sombras que nos encontramos!
Para conquistar a paz interior é preciso parar de querer o que é do outro, e valorizar o que se tem!

Primeiro aprendi a calar o mundo externo que me invadia e me aterrorizava, depois passei a ouvir atentamente o meu mundo interno, onde fiz morada.

Passei por grandes tempestades, pensamentos chegavam feito tsunamis, e meus defeitos estavam tão nítidos que era quase possível tocá-los.

Quando percebi isso, passei a segurá-los, assim que os percebia, os acolhia em meu peito, e diferente da pessoa que eu era antes, não procurei dar ouvidos ao que os outros diziam sobre eles, e passei a escutar o que eu tinha para dizer sobre essas atitudes que deveriam ser superadas por mim, somente por mim.

Antes, eu olhava as redes sociais, via as pessoas viajando, postando selfies na praia, em fazendas, exibindo suas conquistas materiais, felizes, e eu me perguntava: Por que meu Deus? Por que eu não posso ter tudo isso? Por que eu ainda me encontro aqui, escrava de situações que me oferecem migalhas, e que quase não suprem as minhas necessidades e dos meus?

Essas eram apenas algumas das minhas queixas diárias. E mesmo que eu afirmasse não ser uma pessoa invejosa, a partir do momento que me aprofundei no processo de cura, tive que reconhecer que eu era sim, muito invejosa! E reconhecer não foi vergonha alguma ao passo que aprendi que quem não reconhece os próprios erros, não se cura. Isso exigiu também, muito trabalho interno.

Ao reconhecer esse sentimento que brotava em mim todas as vezes que me deparava com algo que eu queria ter e não tinha, sendo exibido por pessoas que, “aparentemente” não precisaram sofrer as vicissitudes pelas quais passei, eu me incomodava. Esse incomodo era gritante. E ao invejar os outros eu provava a mim e ao Todo que eu não era merecedora de nada daquilo.

Ao invejar o outro, eu desmereci e anulei as minhas conquistas!

Quando aprendi a silenciar esses pensamentos, e passei a focar no que eu vinha fazendo para conquistar aquilo que eu tanto queria, percebi que existia muito a se fazer e o que deveria ser feito exigia mais do que fé e orações, que são imprescindíveis, exigia disciplina, persistência, e foco.

Para que eu me curasse do sentimento de inferioridade e de escassez que me invadia, era preciso que eu me acolhesse amorosamente e não me culpasse mais pelos sentimentos de inveja que me contorciam. Eu então me perdoei!

Sobretudo, eu precisava cessar as reclamações, por fim as minhas angustias, curar as minhas feridas emocionais e perdoar o meu passado.

Parece fácil falar, mas a prática diária, confesso, não é, exige orações diárias, renúncias, alimentação restrita, reviver alguns sofrimentos impositivos de resquícios de culpas entranhadas, e que necessitam libertação!

Uma das bençãos que recebi nesse processo foi trabalhar com o terapeuta transpessoal Robson Hamuche, idealizador do Resiliência Humana, ele vem de um processo bem mais intenso do que o meu, por conta de diversas formações que ele já coleciona, e pode me ensinar profundas lições, as vezes, sem dizer uma palavra. A amizade que construímos ao longo dos anos, me inspira os passos!

Certa vez ele escreveu:

“Ninguém vai invejar suas orações, seus jejuns, seus sacrifícios, suas renúncias e seu sofrimento. Mas certamente terão inveja da sua colheita! Todos querem nossas medalhas, mas ninguém quer nossas cicatrizes!”

Creio que a carapuça serviu imediatamente, visto que, todos dizem não sentir inveja para se protegerem de julgamentos, mas todos já sentiram e sentem, uma hora ou outra.

Hoje sinto que superei o sentimento derrotista que a inveja me impunha!

Consigo vibrar pelas conquistas das pessoas que amo, de conhecidos e também de meros desconhecidos, essa é a prova de que o autoconhecimento realmente é transformador.

E agora sinto que sou invejada por aqueles que não conseguem “ainda” se dedicar ao próprio desenvolvimento, e se perdem na mesquinhes da vida material efêmera! Mas os respeito, e não os julgo, porque já fui um deles!

Invejar ordinariamente é uma doença, ao meu ver, tão dolorida como a depressão, e tantas outras feridas da alma. Mas não vemos médicos receitando remédios que combatam a inveja em nós. Mas ela é causa de quedas homéricas! E merece o devido cuidado, a atenção plena, e o respeito restaurador.

Para podermos nos curar da inveja é imprescindível que a reconheçamos em nós, que nos perdoemos e a aceitemos, e só depois desse processo curativo, poderemos, enfim, ressignifica-la.

Parafraseando Hamuche: Entendo que, quem inveja a minha vida não sabe das minhas orações diárias às 3:40 da manhã, onde o meu despertador interno me acorda sem que eu queira, indício de que estou renascendo, e de que a natureza psíquica me invoca o serviço! Da vibração das 20h, dos meus jejuns, dos meus sacrifícios e sofrimentos, não sabem das minhas renúncias e disciplina, só enxergam as minhas conquistas, e por isso, hoje, invejam a minha colheita!

Porém, a inveja adoece quem a sente, não quem é o alvo dela. Portanto, busquem se curar da dor que invejar o outro lhe causa. A cura será o balsamo divino que tanto clama, mas invigilante, não recebe!

*Foto de Alexei Scutari no Unsplash

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Iara Fonseca
Jornalista, escritora, editora chefe e criadora de conteúdo dos portais RESILIÊNCIA HUMANA e SEU AMIGO GURU. Neurocoaching e Mestr em Tarot. Para contratação de criação de conteúdo, agendamento de consultas e atendimentos online entrem em contato por direct no Instagram.