Ao invés de ficar fazendo perguntas para os outros de julgo curioso, apenas questione a si mesmo e tenha a sensibilidade de perceber que, se alguém mudou o comportamento com você, algo corroborou para isto.

As pessoas tem a mania de perguntar assim:

“Porque Fulano sumiu?”, “Porque Beltrano não participa mais disso”? Porque Sicrano não vem mais aqui”?

Muitos porquês revelam um falso interesse. No porquê não mora o cuidado com o outro, apenas reside a curiosidade.

No porquê só reside o controle da vida alheia. Não é preocupação de fato.

Se alguém não faz mais as coisas que era habituado a fazer, ou se não fala mais contigo como antes, é porque algo aconteceu para que esta mudança ocorresse. Antes de fazer um questionamento, faça primeiramente uma autoavaliação.

Às vezes, a gente precisa de um tempo de tudo e se afasta do meio de gente que já nos magoou absurdamente com suposições e julgamentos.

Às vezes, a gente se afasta de quem significa muito pra gente pois não vê reciprocidade.

Isso é autocuidado.

É saudável darmos um tempo pra nós mesmos.

Ao invés de perguntas de julgo curioso, apenas questione a si mesmo e tenha a sensibilidade de perceber que, se mudamos nosso comportamento, algo corroborou para isto.

Não julgue. Pergunte. E então certamente a pessoa se abrirá com você.

Às vezes, ela foi tão ferida que se distancia, por temer ser ferida novamente.

O primeiro sinal que alguém muito sensível dá ao ser magoado, é o silêncio.

Por esta razão, evita lugares e pessoas.

Ninguém sabe das nossas angústias.

Ninguém sabe o motivo das nossas noites em claro.

Ninguém sabe o quanto estamos exauridos e tristonhos.

Só nós carregamos o peso das nossas feridas que não se cicatrizam.

Só nós sabemos o quanto nossa cruz é pesada.

Além de Cristo, que tudo ouve e tudo sabe.

Portanto, da próxima vez que reencontrar alguém, apenas se atente a dizer: “Eu estou muito contente por te ver aqui”.

Empatia; a linguagem não verbal mais educada e sublime que existe.

Por isso, não dê um de curioso e não fique inventando possíveis motivos para um distanciamento, pelo contrário, se mostre interessado, e se coloque a disposição para resolver a verdadeira causa do afastamento perguntando diretamente a pessoa envolvida, e não fazendo discursos para os outros que também a conhecem, apenas na intenção curiosa de saber o que houve.

Se o seu interesse é real, então vá até ela, e se mostre verdadeiramente interessado!

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Daniele Abrantes
Sou jornalista de espírito vintage, que ama compor músicas ,pintar, e escrever sobre assuntos voltados à compreensão das relações humanas e da profundidade da alma. Acredito que as duas maiores forças que possuem o poder de mudar o nosso dia a dia são o Amor e a Empatia. Grata por compartilhar com vocês esta jornada.