Não desperdice o seu bom dia com quem tira a sua paz!

Você não tem que cumprimentar vizinho fofoqueiro. Você não precisa aturar parente maldoso. Você não é obrigado a sorrir para colega de trabalho falso.

Desde pequenos, somos orientados a ter educação e respeito com as pessoas. A gente ouve isso em casa, na escola, na televisão, em livros.

Somos educados a tolerar, a ter paciência, a tentar entender o outro. Vivemos, muitas vezes, guiados pela ideia do que seja ou não pecado, ou antiético.

A questão, porém, é que ser educado com todo mundo pode ser exaustivo e acabar com o nosso emocional, afinal, sorrir para quem nos faz mal traz um sofrimento imenso por dentro.

Logicamente, viver em sociedade requer um mínimo de polidez e de autocontrole, pois convivemos com várias pessoas, que carregam experiências únicas e possuem a própria visão de mundo.

Caso não consigamos nos segurar frente ao contraditório e ao que vem na contramão do que pensamos, divergências quaisquer acabarão se tornando estopins de agressões e de gritaria.

Além disso, exatamente por estarmos cercados de seres humanos em construção e advindos de caminhos tão diferentes uns dos outros, é preciso olhar à nossa volta com empatia.

Quando tentamos entender o que está por trás da forma como a pessoa age, conseguimos compreender e até mesmo dialogar tranquilamente com ela. As dores determinam em muito a forma como ofereceremos o que temos ao mundo.

Ainda assim, existem pessoas maldosas, que agem deliberadamente com más intenções, que fofocam, maldizem, ferram com vidas alheias sem dó, nem piedade.

Há pessoas que não se dispõem a mudar, não ouvem nada além do eco das próprias sandices, não possuem um mínimo de compaixão por ninguém.

Sim, pessoas podem fazer muito mal umas às outras. Com elas, ser educado será inútil. Tentar conversar será inútil. Tentar entender será inútil. Para que gastar tempo com algo que não tem mais jeito?

Muitas vezes, nossa sobrevivência nos obrigará a ignorar e a nos afastar de pessoas que nos fazem infelizes.

Alguns dizem que a gente não pode sair da vida das pessoas.

Você pode, sim, sair à francesa, à brasileira, à mexicana, à milanesa, à parmegiana.

Você não tem que cumprimentar vizinho fofoqueiro.

Você não precisa aturar parente maldoso.

Você não é obrigado a sorrir para colega de trabalho falso.

Não desperdice seu bom dia com quem tira a sua paz.

*Foto de Kinga Cichewicz no Unsplash

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Prof. Marcel Camargo
Graduado em Letras e Mestre em "História, Filosofia e Educação" pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família.