Foto: reprodução do facebook

A atitude de um médico do Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, emocionou a todos que assistiram ao vídeo divulgado na internet.

Paulo Martins é residente de pediatria na área de oncologia e tocou ukulele (instrumento musical) para os pacientes. A ação foi gravada por colegas de trabalho. No entanto, uma criança, em especial, foi responsável por arrancar lágrimas de quem estava no local.

Enquanto o médico ia de quarto em quarto cantando músicas a pedido dos pacientes, uma pequena garotinha chamada Sofia o acompanhava e esperava na porta. Depois de visitar o último grupo, o pai da criança pediu para o médico que tocasse uma canção para a pequena, que também enfrenta o câncer.

Sem jeito, Paulo Martins chegou a dizer que não conhecia muitas músicas infantis. O pai, então, disse que ela gostava de Marília Mendonça. Quando o médico tocou as primeiras notas de “Eu sei de cor”, a garotinha começou a sorrir e dançar. O vídeo foi divulgado com a autorização dos pais da criança e rendeu mais de 160 mil compartilhamentos.

Essas notícias fazem a gente voltar a acreditar no ser humano!

A pequena Sofia começou a sorrir e dançar quando escutou a música de Marília Mendonça, no Hospital das Clínicas, de Ribeirão Preto, São Paulo. CLIQUE E ASSISTA AO VÍDEO QUE EMOCIONOU O MUNDO:

Não tem remédio melhor que #amor e #carinho! O médico Paulo Martins, pediatra que integra a ala médica do Hospital da Clínicas de Ribeirão Preto (SP), leva isso muito a sério. No vídeo, vemos a alegria de uma criancinha dançando ao som da música que ele está cantando e tocando. A coisa mais fofa do mundo! ❤ #CarinhoQueCuida #CarinhoQueProtege*Vídeo com divulgação permitida pela família da paciente

Posted by Vacina Center on Friday, March 17, 2017

A redação do Seu Amigo Guru foi conferir a página do facebook do médico e encontrou uma linda declaração do Dr Paulo Martins:

Veja o que disse o médico:

“Para fazer um tour musical pela enfermaria da oncologia. Quando peguei o ukelele, parece que foi mágico: nas duas horas subsequentes não houve nenhuma intercorrência. Juntos as minhas parceiras inestimáveis, Laila Rigolin Fortunato e Juliana Souza, começamos a tocar de quarto em quarto as músicas que cada paciente pedia. Sertanejo, rock, gospel. Sob a supervisão da nossa enfermagem, íamos tocando duas, três músicas em cada quarto. Cada paciente cantou a plenos pulmões, se emocionou, pediu mais.

Notei que enquanto eu entrava nos quartos e tocava as músicas, havia uma pequenina que me acompanhava dançando do lado de fora. Quando sai no último quarto, não teve jeito, ela estava na porta me esperando, me olhando curiosa. Pediram, “toca uma música para ela Paulão!”. Inicialmente fiquei envergonhado, pois não sabia nenhuma música infantil. Mas o pai me acalmou: “ela gosta de Marília Mendonça”. Não teve jeito. Comecei a tocar, baixinho, e na medida que os acordes e a letra iam fluindo, seus passos magicais foram me acompanhando. Dançou a música inteira.

Terminei e me pediram outra. Medo, Bobo. Toquei e ela dançou divinamente bem. Ao término, só alegria. Todo mundo feliz, leve. Aquilo se chamava Paz. Hoje, dias após, vejo que essa tarde, aparentemente tão simples, ganhou uma repercussão que eu jamais imaginaria. Mensagens, ligações, apoio.

Me lembrei de todas as vezes em que meu jeito foi criticado, desde a graduação, até mesmo na residência. Mas não há dúvidas: quando a gente faz o que gosta, do jeito que gosta, dá certo.

Nesta tarde, todos ganhamos. Na saudade intensa de casa e da minha família, nos braços dos pacientes e dos seus familiares, recebo todo afeto do mundo.

Agradeço imensamente a toda a equipe multidisciplinar que trabalha na enfermaria do HC, pessoas fantásticas, aos meus preceptores exemplares, aos meus amigos da residência e, em especial, ao me sexteto que está diariamente junto comigo nessa batalha.

Amar e se dedicar ao próximo jamais deve ser um fato único que chame a atenção, tem de ser algo constante e rotineiro. As crianças precisam disso!

Nós que temos de levar alegria e boa energia nos lugares onde vamos, e jamais devemos nos abater com o mau humor, indiferença e tristeza que algumas vezes tentam nos contaminar. O impossível é só questão de opinião. Avante!”, finalizou o médico.

A cantora Marília Mendonça, também se emocionou a ver a cena e resolveu fazer uma visita a Sofia no hospital. Veja o post que ela fez em sua página no Instagram.

FONTE: Metrópoles

COLABORAÇÃO: Iara Fonseca

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