Governo do RJ cria App para agendar horário na areia. Caco Antibes diria: Ah, pronto! Não basta ser irresponsável, tem que burro também.

Witzel Esfinge em: Decifra-me, ou eu te confundo.

Sábado, dia 1º, teve início “A Fase 5” de flexibilização de atividades econômicas no Rio de Janeiro com a liberação de banho de mar, com trabalho restrito de ambulantes, mas ainda com a permanência de banhistas na areia, proibida. O horário de bares e quiosques também será ampliado.

É o tipo de notícia que, só de ler, Caco Antibes, personagem de Miguel Falabella, no extinto programa Global “Sai de baixo”, teria comichões e em seguida, diria:

“O Governo é pobre mesmo, a lá! Não pode ver uma ameaça de doença gringa, que já quer aglomerar pra pegar! Só porque é de graça!”

Mas de graça, não é. Custa caro. Custa a vida.

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As redes sociais se dividiram em dois grupos: os que apoiam a retomada das atividades pelas praias serem altamente fortes para a economia, já que o consumo de alimentos e bebidas, além de serem pontos turísticos é alto, mas a outra parte, que é mais consciente, não pôde conter os ânimos em total repulsa pelas imagens vistas de pessoas abarrotando não só a areia, a tal que ERA para ser agendada via APP da Prefeitura, mas também, obviamente, o mar.

Ou seja…

Nas redes sociais e na vida, as pessoas se dividiram em dois grupos: os que querem gozar a vida; e os que querem respeitar a vida.

Claro que a situação das praias lotadas do RJ causou repulsa e protestos, porque afinal de contas, além de ser uma medida precipitada e descabida, que vai contra todas as recomendações da OMS ( Organização Mundial de Saúde), é um perfeito paradoxo com o que se foi pregado lá em março, com a hashtag #fiqueemcasa.

No mínimo, injusto com quem não pode sair de casa, já que o contágio segundo estudos ainda em primeira análise, se dá por gotículas de saliva que também “possivelmente”, podem ser transmitidos pelo ar, e possuem um potencia de alcance grande por metro quadrado, uma vez que o vírus se locomove rapidamente de um hospedeiro para outro.

Caco Antibes errado, não tá.

Sigo mais branca e reluzente do que Edward Cullen, mas desta LAMBANÇA, não compactuo.

É ÓBVIO que ia dar ruim. Por 3 simples motivos:

1- Não tem vacina, não pode aglomerar.

2- Amiguinhos não respeitam nem o uso OBRIGATÓRIO da máscara, continuam se aglomerando fazendo happy hour de domingo a domingo, que dirá saberem a diferença entre ficar = permanecer em casa, pois não sabem interpretar texto (ou não querem), quiçá respeitar.

É pedir demais? Vai por mim, É!!!

3- É IMPOSSÍVEL sair de casa, de carro, uber, moto, bicicleta, patins, jegue, urubu e “SÓ DAR UM MERGULHO”. Ir à praia, pra muita gente que não mora perto da praia, é um evento! Tipo o Oscar. A pessoa faz tooooooodo um planejamento.

 

Tiro por mim, Tijucana Raiz, criança e adolescente. Minha mãe fazia sanduíche, levava suco, fruta, biscoito. Tacava tudo numa bolsa térmica. Só não levava a geladeira, porque era muito grande. Se desse, APOSTO que levava. Saca?

É Programação pra passar O DIA INTEIRO! É cultural, do “jeitinho carioca de ser”.

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Depois, adulta, morei 15 anos em Copacabana e vi se repetir várias vezes as cenas que vivi. Vocês acham mesmo que quem mora longe vai dar “só um mergulho”? Saaaanta inocência, Batman!

 

Tá até parecendo o “ plano infalível “ do Cebolinha, que a gente sabe bem, é um completo desastre.

Tanto é que o número de mortes já passa dos 12.985 casos no Rio de Janeiro, sendo que já são 2, 7 milhões de casos e 96, 3 mil mortos, só no Brasil, dados divulgados na primeira semana de agosto. Ou seja, já era previsto que afrouxar a quarentena ia dar ruim. E deu. E dará. Do verbo; Eu já sabia.

Obviamente, não vivemos só de orações e vibes positivas, mas precisamos do alimento diário para suprir o corpo, a mente, e garantir um teto e o mínimo de condição de vida decente.

Todos precisamos trabalhar para honrarmos nossas vidas. Mas podemos viver sim com o necessário.

No momento, sair para aglomerar não é nossa prioridade. Mas a de poupar vidas, sim.

 

Sai quem precisa sair, fica quem pode ficar.

Restaurantes, quiosques, somente delivery.

Os empregos são mantidos, a economia, gira, e os buchinhos ficam cheinhos. Simples e eficaz. Nada menos, nada mais.

Fica aqui no ar uma dúvida que não é o Covid, mas espero que contamine quem ler esta reflexão pungente e sincera, acerca de uma dúvida que tem grandes chances de se tornar um dos maiores enigmas da humanidade, tal qual aqueles que a Esfinge lançava a quem invadia seu domínio:

Será que os nossos governantes são burros assim mesmo ou a burrice venceu por maioria de votos?

O governo está jogando as vidas ao mar?

Pensemos!

*Imagens Reprodução/Youtube.

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Daniele Abrantes
Sou jornalista de espírito vintage, que ama compor músicas ,pintar, e escrever sobre assuntos voltados à compreensão das relações humanas e da profundidade da alma. Acredito que as duas maiores forças que possuem o poder de mudar o nosso dia a dia são o Amor e a Empatia. Grata por compartilhar com vocês esta jornada.