Nós que nascemos antes dos anos 90, somos menos acometidos pelo desejo de ter muitos seguidores e milhares de curtidas nas nossas fotos, mas muitos de nós, mesmo que não cresceram com a tecnologia a tira colo, já desenvolveram uma dependência quando o assunto é a quantidade de likes que suas fotos ou publicações tiveram.

A geração que cresce nos dias de hoje, e aquela que ainda está por vir, tem e terá que conviver com essa prisão emocional que vem da necessidade de que suas fotos sejam admiradas por milhões de pessoas que elas nem conhecem. É a famosa escravidão dos likes.

Me deparei com essa foto dessa menina no Instagram e fiquei admirada com a quantidade de seguidores e de likes em uma misera fotenha. E continuei a minha pesquisa, encontrei mais umas 30 bem parecidas com ela, com quantidades semelhantes de curtidas e seguidores.

A geração de 1 milhão de likes, são meninas e meninos dependentes da aceitação e da admiração de pessoas desconhecidas, viciados em elogios e inseguros por natureza.

Pasmem, as meninas possuem menos de 16 anos, e já estão expostas dessa maneira, vivendo a fama e o glamour de uma vida que as escraviza e exige que sejam belas eternamente.

A beleza, por si só, não preenche a vida de ninguém, é preciso que exista um propósito para que a vida faça sentido. E essa geração que mata e morre por mais likes, possivelmente chegarão na fase adulta com um sentimento enorme de vazio, se não entenderem que precisam mesmo cultivar a beleza que existe no seu interior.

Eu observei o comportamento de garotas de 14 a 17 anos que demoram mais de 10 minutos para tirar a melhor selfie, que postam no Instagram, e excluem minutos depois se não tiverem likes suficientes.

Esse comportamento superficial tende a preocupar especialistas que acreditam que as redes sociais podem revelar problemas com a autoestima dos adolescentes.

Mas a questão é que os adolescentes de hoje e também das gerações passadas sempre se esforçaram para serem apreciados, sempre possuíram necessidade de atenção e de se autoafirmarem. E as selfies no Instagram é a evolução deste mesmo comportamento.

O problema é que as Redes Sociais otimizaram esse poder de se fazer visto e vários adolescentes utilizam essas ferramentas como um escape emocional.

Só que necessitar de atenção não é, infelizmente, uma necessidade exclusiva dos adolescentes de hoje, mas também se manifesta em muitos adultos. A maioria dos usuários das redes adoram receber comentários sobre algo de que tem orgulho ou algo de que gosta. Essa interação é o objetivo dessa exposição! Todos querem atenção, é fato.

Ao postar uma foto, nos pegamos verificando nossos telefones constantemente, vendo quantos likes recebemos ou quais foram os comentários que recebemos.

Nós amamos quando alguém nos elogia não é mesmo?

Precisamos nos sentir seguros, e como não conseguimos acessar essa segurança dentro de nós, acabamos utilizando de várias ferramentas que nos asseguram ou possam reforçar a nossa autoestima. E quando as pessoas comentam ou complementam nossos posts sentimos imediatamente um conforto.

O que devemos ensinar para esses adolescentes e para nós mesmos?

Que devemos nos sentir bem, independentemente do que estamos postando nas mídias sociais e a repercussão que isso resulta.

Temos que nos sentir bem, independente do que os outros dizem ou pensam, independente dos likes ou da quantidade de seguidores que temos, só devemos nos sentir bem com o que somos, com o que fazemos, e com o nosso propósito, só isso.

E eu te pergunto, como anda o seu propósito?

Você tem algum?

O que você faz da vida?

O que te motiva?

O que te faz feliz de verdade?

A felicidade é construída diariamente, ela não é um presente que chega desavisadamente, ela é fruto de um plantio consciente e muito significativo, pois felicidade é diferente de alegria.

A alegria é uma emoção que vem e vai, a felicidade quando alcançada, vem e fica, independente das tristezas que a vida nos acomete, ela está ali, dentro de nós, limpando essas dores que teimam em aparecer de quando em vez, e abrindo espaço para o entendimento e para a aceitação dos fatos.

Limpe sua casa interna e se livre da necessidade de ser aceito e admirado, se aceite, se admire e viva em paz com o seu propósito, quando fazemos as coisas com amor, a felicidade vem, o respeito e o sucesso nos acompanham, e a a autoconfiança se faz presente dentro de nós!

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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, educadora social, fundadora e editora de conteúdo do Rede de Ideias: PRODUÇÃO DE CONTEÚDO. Seu interior é intenso, sempre foi, transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhor, para si mesmo, e para o outro!