Covid: “Europa segue com praias lotadas. O lazer pode trazer o covid de volta!”

A Europa está em pleno verão mas aproveitar o calor em segurança parece ser uma tarefa complicada.

Depois de meses de confinamento devido às pandemia do covid-19, os europeus sentem uma ânsia maior de sair de casa e aproveitar os dias quentes de férias e praia.

Mas este clima descontraído faz esquecer a dimensão do que ainda estamos a viver e as milhares de mortes que contabilizaram ainda há pouco tempo atrás.

A ameaça ainda é real, mas as pessoas parecem já ter esquecido.

Dá a sensação de que a normalidade voltou rápido demais. Os bares e esplanadas estão cheios, as praias estão com as areais lotadas e, se não fossem as máscaras que se vão vendo no rosto, quase poderíamos dizer que este é um verão como todos os outros.

Esta falsa sensação de segurança pode muito rapidamente levar a uma escalada de casos como já vem a acontecer em alguns países como a França ou a Espanha.

Neste momento são sobretudo os jovens que estão a ser afetados.

São eles, a faixa etária mais difícil de controlar e que mais resistência demonstra ao distanciamento social.

Talvez seja a ideia que se criou de que os jovens são mais resistentes à doença que os faça ter este tipo de comportamento.

Por outro lado, eles esquecem que podem ser os responsáveis pela enfermidade dos seus familiares mais velhos.

Uma quantidade assustadora de jovens são, hoje em dia, uma massa egoísta que apenas olha o seu próprio umbigo, integrados às suas vontades de prazeres imediatos.

Há uma cultura que vem sendo seguida, sobretudo pelas pessoas mais novas em que a liberdade não deve ter limites, que tudo o que se quer e tem vontade deve ser feito.

Os jovens não lembram que a liberdade deles termina quando afeta a do outro e que, ao contrário do que pensam, a imortalidade não existe.

Não, os jovens não estão imunes a covid-19. E eles poderão ser os responsáveis pela volta da pandemia na Europa.

Todos estamos sujeitos a contrair essa doença e, sim, ela pode nos levar a morte, nenhum de nós sabe como o nosso corpo irá reagir se for infectado.

A consciência deve ser o nosso guia, o perigo ainda não passou e evitar uma segunda onda depende muito do nosso comportamento.

A forma como agirmos agora poderá determinar o número de mortes no futuro.

Podemos aproveitar o tempo quente nas praias, com responsabilidade, de forma organizada e ciente das novas regras. Este tem que ser obrigatoriamente um verão de excepção para que possamos desfrutar da vida e da liberdade mais tarde.

Praias e ruas lotadas agora serão o nosso maior desafio contra o covid-19.

Não existe vacina ainda, e mesmo que os diversos estudos indiquem que teremos em breve, não podemos contar com a sorte.

É imprescindível que os jovens, e seus pais e mães, sejam responsáveis pelas próprias vidas.

Uma das maiores lições que a pandemia nos trouxe foi a necessidade do respeito a vida.

É preciso que todos respeitem a própria vida e a vida dos demais para que possamos conter o avanço dessa doença que parou o mundo, e que ainda nos amedronta.

Para vencer o covid, ainda precisaremos vencer a hipocrisia e a ignorância dos homens.

Todos sentimos falta do lazer, do contato, da liberdade, mas se continuarmos a brincar com a sorte, poderemos ser surpreendidos com a falta dela.

Imagem de capa: Com altas temperaturas, ingleses foram às praias – Foto: Glyn KIRK / AFP

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Fabiano de Abreu
Fabiano de Abreu Rodrigues é psicanalista clínico, jornalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e personal branding luso-brasileiro. Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional. Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil. Lançou o livro ‘Viver Pode Não Ser Tão Ruim’ no Brasil, Angola, Espanha e Portugal.