“Eu poderia ser a pessoa mais agradável do mundo, mas optei por ser eu mesmo”, escreveu um amigo em uma rede social, justamente no momento em que eu estava me sentindo desconfortável por ter ouvido alguns desaforos de uma pessoa que nem dei liberdade para entrar em minha vida! Essa, literalmente, FORÇOU A AMIZADE!

Logo abri um sorriso ao ler a frase dele que soa engraçado, mas é a mais pura verdade!

Verdade que devemos carregar conosco durante todos os dias da nossa vida:

Devemos nos preocupar em fazer jus ao que somos e a quem somos, e o que os outros vão pensar, julgar, maldizer por aí, já é com eles!

É conta que eles acertam depois com Deus!

Por isso entenda de uma vez por todas: Não precisamos nos sentir obrigados a ser agradável com todo mundo!

Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, o que precisamos aprender é a não insistir caso percebamos que não somos bem vindos! Não precisa buscar justificativa, as vezes nem existe uma! As vezes existem muitas! E daí? Nem procure saber o motivo, só siga a sua vida e deixe que vivam a deles em paz!

A historia da garota que FORÇOU A AMIZADE

Durante alguns anos eu me esforcei para ser simpática com uma “menina” que insistia em querer ser minha amiga, mas era perceptível as intenções escusas. Claramente, era muito perceptível, não tínhamos nadinha em comum.

Tolerava suas insistentes investidas por respeito a outras pessoas que me são caras, mas minha vontade real era mandar ela procurar a turma dela!

Como sou muito sensitiva, sempre percebi as reais intenções dela, mas acredito que nem precisaria ser sensitiva pra isso!

As suas intenções eram:

Jogar conversa fora;

Falar de si e dos outros mais do que o “homem da cobra”(não conhece a história dessa expressão?);

Ficar sabendo da minha vida para depois falar tudinho para todas as pessoas que ela encontrar pela frente, mesmo as que eu nem mesmo conheço;

Analisar, criticar, julgar e invejar EM SILÊNCIO;

E para finalizar, jogar o meu tempo no lixo.

Por muitas vezes, fui caridosa com ela, parei para ouvir todas as pataquadas que ela tinha pra contar, mais por educação do que por vontade própria!

Já tiveram que fazer isso? Pois é horrível, não é mesmo?

Pois bem, por diversas vezes tive que ser educada e passar horas ouvindo suas gargalhadas esbaforidas, suas atitudes “sem noção” e até de desrespeito dependendo do ponto de vista de quem vê de fora.

Mas não ouvia de maneira falsa, sempre ouvia com os ouvidos bem abertos e ainda lhe direcionava sugestões e intuições positivas, lhe aconselhava, quando ela me oportunizava falar, conselhos esses que continham sabedoria iluminada e lhe mostrava uma direção de amadurecimento.

Mas só ouve aquele que tem ouvido para ouvir, concordam?

Eu nunca a convidei para vir na minha casa porque aqui só entram pessoas que eu realmente gosto, esse é meu templo, e nunca a procurei, só conversava com ela quando era obrigada, ou porque ela estava na mesma festa que eu, ou porque ela ia até onde eu estava. Mas insistentemente ela vinha puxar conversa, e eu me sentia sem saída porque se eu fosse verdadeira ela se ofenderia, mas não poderia ficar aceitando uma “convivência forçada”.

Vão dizer: Ah! Coitada dela, o que custa ser educada? Ela não faz por mal!

Educada sempre fui! Até agradável demais! Mas me custa muito sim ter a obrigação de manter contato com alguém que eu não me identifico, que dá pra sentir que só quer fazer fofoquinha ou causar intriguinha, mesmo que não seja “por mal”, ou mesmo que for, que só quer se “amostrar” e “luxar”, definitivamente, não tem a minha cara e não supoooorto isso! Até aí acredito que estou no meu direito!

Outros vão dizer: Manda pastar então!

Mas não era tão simples assim, mais pessoas estavam envolvidas, pessoas muito próximas e que seriam terreno fértil para a maledicência dela, então me mantinha apenas quieta na minha, na santa paz de Deus… até que…

… finalmente chegou o dia!

O dia que a máscara caiu

Ela voltou a tentar contato! Eu poderia ter ignorado e não ter respondido, mas senti que deveria continuar sendo educada. Até que “nu que eu vou digitar! Ela já começa um áudio, revelando a ansiedade! Depois de ouvir o áudio, eu resolvi responder! Eu não fui grossa, li e reli a mensagem que direcionei a ela e conclui que realmente não fui, ela esperneou e gritou dizendo que eu fui, mas outras pessoas leram e também me disseram que não fui, mas se eu fui, foi preciso para que ela aprendesse algumas coisas!

Ela veio com aquela conversa mansa querendo saber da minha vida e eu … cortei. Foi isso o que aconteceu!

Depois do corte fui dormir o sono dos justos!

Quando acordei num impeto de vontade de ir ao banheiro, no meio da madrugada, vejo que ela me mandou outro áudio. Fui escutar com aquela paciência… e quase me caiu o “c” da “b” quando ouvi os absurdos que ela disse sobre mim.

Fiquei tão “p” da vida de ter dado sequer o meu número para essa menina, que comecei a vibrar negativamente! Quando percebi que essa, era, desde o início, a intenção dela, resolvi fazer uma oração com muito amor para que ela aprendesse, primeiro:

– A não procurar as pessoas que não a procuram para encher os seus ouvidos, mesmo que a intenção for boa;

Segundo:

_ Muito menos insistir em querer saber da vida daqueles que não buscam saber da vida dela;

Pedi a Deus que ela aprenda isso sem que ela precise sofrer mal algum!

Mesmo que ela tenha me desejado mal, e que eu tenha sentido de longe a energia pesada, pedi a Deus que não a deixasse se sentir rejeitada, mas que a fizesse entender que nem todas as pessoas que queremos ter contato, vão estar disponíveis para nós, ou mesmo, vão querer estar conosco, e está tudo bem!

Encerrei pedindo para que Deus a ajude e a encaminhe para pessoas que a recebam com todo o amor e carinho e que possam a ensinar a não ser invasiva! Que a ensinem de uma forma amorosa, para que ela não precise sofrer.

Durante a oração recordei da jovem que eu era…

Quando era mais nova, muitas vezes quis ter uma conselheira que ouvisse minhas Pataguadas e ainda me desse uma linda lição de moral que me direcionasse para o melhor caminho, mas não tive e ainda não tenho não.

Minhas amigas não tem e nunca tiveram o mínimo de paciência pra mimimi não. E hoje tenho consciência que o nome certo para isso não é “conselheira” é “ouvido de penico”. E eu não tenho um.

Mas pensando bem, eu agradeço por elas não terem e nunca precisarem ter tido que ter um “ouvido de penico” também, prova que eu nunca fui invasiva a tal ponto, porque eu não gostaria de ser vista por elas como enxergo essa garota hoje!

Podem até justificar a atitude dela dizendo: “Ela é muito imatura, muito nova ainda, tem muito o que aprender! Você liga?”

E eu vou dizer: Imaturidade não tem relação com a idade, conheço pessoas de 50 anos e até mais, extremamente imaturas! A imaturidade é o resultado de uma criação ruim. E é extremamente ruim despejar nossas frustrações no colo dos outros. Com isso, ela conseguiu seus 15 minutos de fama, até um texto em sua homenagem ganhou, e eu, fiz uma oração lindíssima, me recompus, e em poucos minutos, me senti feliz e plena novamente.

Foi como se um cisco tivesse entrado no meu olho… Irritou, mas não cegou!

Só não foi nada agradável! Mas como diz um sábio que eu conheço, “Paciência é uma virtude”!

Todos nós temos as nossas dores, ninguém está livre, uns sabem lidar melhor com elas, outros não.

Uns buscam ajuda, outros fingem que está tudo bem, e esses que fingem, geralmente, acham que podem ajudar todo mundo, quando não conseguem ajudar nem a eles próprios. Eles são do tipo que ficam ligando, mandando mensagens insistentes achando que precisamos deles, quando não precisamos de nadinha!

Esses que fingem… vivem em negação até onde dá, mas de repente, não mais que de repente, a máscara cai, e de repente também vem o descontrole, por um motivo banal, que desperta aquele chamado “gatilho” e desanda tudo!

Toda aquela figura arrumada que criaram para mostrar a sociedade, se desmancha em segundos, e acabam mostrando por A mais B que não toleram ser contrariados, e dessa intolerância vem a fúria que revela que precisam de ajuda, mas não de qualquer ajuda, precisam de uma ajuda PROFISSIONAL.

Por essas e por muitas outras que eu concordo com o meu amigo Glaumir Muraca e prefiro ser eu mesma, ao invés de ficar tentando ser agradável com todo mundo!

Acima de tudo, esse episódio me provou que não tenho que ficar me forçando a ser agradável com quem já foi desagradável o suficiente.

Terapia sim senhor!

Ter uma mente saudável hoje em dia é um artigo de luxo!

Infelizmente é um artigo de luxo encontrar uma pessoa mental e emocionalmente madura, disposta a corrigir seus erros, consciente de que não deve tapar o sol com a peneira, disposta a colocar o dedo na própria ferida (não na dos outros) e deixar doer, e que logo depois, superar!

Perdoa, ressignifica e agradece!

“Ah, mais é impossível ser assim, Iara!”

O impossível só é visível por quem acredita nele! Se voce acredita que o impossível é possível, ele se torna realidade!

Acredite que é possível mudar e parar de julgar as escolhas dos outros! O julgamento constante te deixa louco! E os outros se embrutecem nessa loucura!

Se ainda acha que nunca conseguirá mudar… Procure ajuda profissional, antes disso!

Quando alguém que é emocionalmente desalinhado nega ajuda profissional, nega porque inconsciente ou, até consciente, se sente superior:

“É que narciso acha feio o que não é espelho” Caetano Veloso

O descontrole emocional é evidente quando a pessoa aparentemente agradável emite comentários desagradáveis, sempre que pode, mesmo que os outros percebam os seus desajustes internos, ela fica negando e arrumando desculpas variadas.

As desculpas

Ou não se tratam porque é muito caro uma sessão de terapia, ou porque acham que isso é coisa para quem está louco;

ou porque só fazem se, “terapia” estiver na moda;

ou porque se preocupam demais com o que a “alta sociedade vai falar se ficar sabendo”, ou porque só aceita ouvir coisas boas sobre ela, só quer que confirmem o que ela pensa e que não discordem dela nunca!

Só que em qualquer terapia o que mais vão fazer é nos colocar para pensar sobre as nossas atitudes, vão nos levar a nos autoanalisar profundamente, e se forem bons profissionais, não vão aceitar analisar as atitudes dos outros, e muito menos, que fiquemos falando só do que nos fazem, percebendo esse comportamento, vão direcionar a conversa para que voltemos a tratar das nossas questões internas.

Porque o inferno não são os outros, somos nós!

Eles pensam só nos outros, no caso, na vida dos outros

Geralmente é só isso que a pessoa que adora viver a vida dos outros faz: analisar, criticar, julgar, bisbilhotar e maldizer os outros.

Uns até vão tentar cursar Psicologia porque acreditam que fazem isso muito bem!

Porque adoram falar e conversar sobre a vida, contar vantagem ou “chorar as pitangas” porque acham que suas palavras confortam… tudo achismo, tá? A maioria das pessoas que as escutam, se cansam, ou possuem uma santa paciência!

Mas quando chega lá no 2°, ou no 3°ano, muitos percebem que a profissão de terapeuta ou psicólogo de nada se assemelha a de alguns salões de beleza, onde a fofoca rola solta! Percebem a profundidade do estudo, o quanto algumas vertentes são complexas, não conseguem lidar com as fortes implicações, e até abandonam o curso!

To mentindo? Conhece alguém assim?

Mas também tem aqueles que nem gostam de terapia!

Existem algumas pessoas que adoram dar pitacos na vida dos outros, mas não gosta de terapia alguma, nem das tradicionais e muito menos das alternativas!

Acham que é coisa de supersticioso vagabun&o, do capiroto, ou que vão fazer uma lavagem cerebral neles, ou qualquer outra anedota que possa surgir de cabeças preconceituosas e ignorantes que se sentem superior a tudo e a todos!

Um “estilinho” narcisista, que não sai de casa sem maquiagem (podem ler como metáfora de máscara também), é aquele tipo que acredita que ninguém poderá ter uma opinião ou uma solução melhor do que ele mesmo poderia ter.

Mas mesmo tendo essa convicção toda, mesmo assim, pergunta o tempo todo o que as pessoas acham, mesmo sabendo que vai sair antes de ouvir a resposta.

É aquele que anda sempre desconfiado e que vive duvidando das pessoas e do que elas dizem.

Se a pessoa diz que está feliz, ele pensa: “Não pode ser, alguma coisa tá acontecendo, ela deve estar mentindo”. kkk

Se a pessoa diz que está triste, ele pensa: “Não pode ser, ela tem de tudo, que ingrata!”kkkk

E assim vai!

Os julgadores de vizinhança não gostam de serem julgados, apontam o dedo, jogam pedras, mas se falarem dele, ai ai ai, tá excomungado, hem!

Unção do Senhor para esses filhos de Deus!

Mas felizmente, tudo acabou bem meu povo!

Após a minha oração diária, a coloquei nos braços de Deus, recebi a forte intuição de me tornar “invisível”, a bloquei no whatsapp e fui ser feliz!

E conclui com a frase do meu querido e primor de autenticidade: “Eu poderia ser a pessoa mais agradável do mundo, mas optei por ser eu mesma!”

Seja agradável sim, mas só com quem merecer e com quem também é muito agradável com você!

Só com aqueles que possuem uma enorme capacidade de fazer o bem, e nenhuma capacidade de fazer o mal, certo?

O resto manda mesmo procurar a turma deles e parar de perturbar! Não estou dizendo pra você dar a “louca” e sair maltratando Deus e todo mundo que não te agradarem! Só estou dizendo para você não ficar se forçando a ser agradável com gente falsa e intrometida!

E você? Me conta! Já teve que passar por algo do tipo?

Entre nas minhas redes e me conte tudo, ou comente aqui!

Com amor,

Iara Fonseca

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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, educadora social, fundadora e editora de conteúdo do Rede de Ideias: PRODUÇÃO DE CONTEÚDO. Seu interior é intenso, sempre foi, transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhor, para si mesmo, e para o outro!