Estresse e cansaço: quando você não aguenta mais e não sabe por quê!

O estresse também produz dor física. Quando estamos estressados ​​há muito tempo, o cansaço se torna uma constante em nossas vidas, uma realidade que às vezes nem mesmo uma noite de descanso resolve. A que se deve?

O estresse e a fadiga constituem um elo direto e exaustivo. Todos nós já passamos por momentos em que a preocupação, a pressão e as demandas externas também se transformam em desconforto físico.

As forças estão faltando, não podemos encontrar as energias e o corpo fica mais lento. Não basta o que acontece na mente para que o organismo também seja afetado.

Também há outro fato. Esse tipo de exaustão relacionado ao nosso estado psicológico e aos estados de estresse é experimentado de forma diferente da fadiga comum.

É comum que o descanso noturno não termine de nos reabastecer. Nem nos dê dois dias de relaxamento nos fins de semana. Assim, ao próprio esgotamento se soma o entorpecimento, as dores nas costas ou o peso nos braços e nas pernas.

A verdade é que muitas dessas realidades clínicas respondem ao que conhecemos como exaustão emocional. Aparece, sobretudo, em pessoas que apresentam uma situação de estresse estável ao longo do tempo. A sintomatologia é tão complexa e delicada que merece parar e aprofundar.

Quando não lidamos com o estresse ocasional e ele se torna uma constante em nossa vida, nosso corpo é dominado por vários desconfortos, como fadiga, dores musculares, etc.

Estresse e cansaço: por que aparecem juntos?

A fadiga tem, em média, duas origens muito específicas. O primeiro surge com sobrecargas físicas, quando fazemos um esforço específico que exige de nós força e resistência.

Por outro lado, não podemos descartar a exaustão mediada por estados de deficiência quando carecemos de um nutriente ou lidamos com uma doença.

Assim, algo que acontece com frequência é que as pessoas geralmente não identificam aquele cansaço de origem emocional ou psicológica.

Às vezes, basta lidar com um problema específico no trabalho para chegar em casa exausto. Não importa que não tenhamos feito esforço físico, a sobrecarga mental é suficiente para consumir muitos de nossos recursos fisiológicos.

Por outro lado, há algo importante a ser considerado. Trabalhos de investigação mostram-nos que o stress e a fadiga constituem uma realidade complexa na qual se integram múltiplas variáveis. Vamos conhecê-los.

Estresse e esforço excessivo metabólico

A University of Missouri-Kansas e a University of Medical Sciences de Teerã realizaram pesquisas conjuntas para compreender a biologia do estresse. Assim, algo que devemos considerar é que essa condição psicológica tem um alto custo metabólico em nosso corpo.

O estresse surge quando consideramos que as demandas do meio ambiente excedem nossos recursos. Temos a sensação de não conseguir chegar a tudo, de estar perdendo a capacidade de controle.

A vivência do estresse intensifica os processos cognitivos (pensamos mais, ficamos mais alertas, procuramos focar nossa atenção em muitos aspectos…).

Tudo isso leva nosso cérebro a entrar em estado de alarme. Ele entende que existem muitas frentes das quais devemos estar atentos e o que ele faz é ativar o sistema nervoso simpático.

O que isso significa? A um custo metabólico mais alto. Também há outro fato. Essa hiperativação do sistema simpático nos leva a um estado de alerta em que é muito difícil conseguir uma boa noite de sono.

Dormimos, mas não descansamos e não descansamos porque a fase REM é mais curta, o que fragmenta o sono e acordamos cansados.

Estresse e cansaço, um link relacionado ao desânimo geral

Estresse e cansaço compõem esse binômio motivo de consulta em unidades básicas de saúde. As pessoas se sentem exaustos e esse cansaço não vai embora com descanso, férias ou uma boa alimentação.

Não quando você adiciona estresse persistente, a sensação de não cumprir todas as obrigações e a sensação contínua de ineficácia.

Estudos, como os realizados na Universidade de Leipzig, indicam uma série de fatos interessantes a esse respeito:

O estresse e a fadiga aparecem em pessoas que apresentam um estado de estresse crônico. São situações em que essa condição ultrapassa 6 meses ou um ano. É muito comum em quem convive com problemas de desemprego, família, relacionamento ou finanças.

Quando o estresse crônico não é controlado, é muito fácil que a ansiedade apareça também. É então que aparecem os sintomas físicos mais intensos: taquicardia, distúrbios digestivos, dores musculoesqueléticas, sensação de fraqueza, maior tendência a infecções.

Agora, há um fato surpreendente. Estresse e cansaço também se correlacionam com desânimo, falta de alegria e apatia. Estes são tempos vitais em que a fadiga anda de mãos dadas com emoções negativas de valência e crises pessoais.

O estresse é um estado exaustivo, mas o mais importante é controlá-lo no dia a dia para evitar que se torne crônico. É então que chegamos a estados físicos e psicológicos de grande exaustão.

O que posso fazer quando sinto que não aguento mais?

É aconselhável não atingir o limite. O estresse é como alguém carregando uma sacola nas costas e acumulando pedras.

Se você não baixá-los em algum lugar, continuará a acumulá-los até não poder mais, até cair exausto e sem forças.

No entanto, a complexidade do estresse é que ele é composto por múltiplos elementos: habilidades para administrá-lo, o estado de espírito e os problemas que cada pessoa tem que enfrentar.

A melhor coisa a fazer nesses casos é começar com o médico de atenção primária. Descartar problemas médicos é fundamental.

Mais tarde, podemos nos voltar para as abordagens psicológicas:

– Aprenda técnicas de resolução de problemas. O que preocupa hoje não pode ser adiado para amanhã.

– Detecte fatores estressantes e trabalhe com eles. Haverá alguns que não podemos controlar e que somos forçados a aceitar. O que, no entanto, está em nosso poder abordar, será hora de fazê-lo.

– Trabalhe ideias e pensamentos irracionais para moldar um foco mental mais saudável.

– Estabeleça momentos de lazer, descanso e autocuidado.

– Integre técnicas de relaxamento e respiração profunda à vida cotidiana.

– Melhorar nossa higiene do sono.

– Mantenha uma vida ativa evitando o sedentarismo.

– Tenha um bom suporte social.

– Estabeleça metas que nos estimulem a curto e longo prazo.

Para concluir, caso o estresse seja uma constante em nossas vidas, é aconselhável consultar profissionais especializados. Às vezes, o estresse crônico exige mudanças em nosso comportamento.

Algumas mudanças de atitude diante da vida podem ser extremamente úteis e ter alguém para nos dar uma mão é sempre muito reconfortante.

*DA REDAÇÃO SAG. Com informações LMM. Foto de Bruce Dixon no Unsplash

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