Estou ficando muito bom nisso de viver sozinha

Quando eu tinha vinte e poucos anos, o que eu mais queria na vida era estar em um relacionamento sério e comprometido que culminaria em vuma família de propaganda de margarina com um cachorro ou dois (ou cinco).

Eu me me entreguei para caras que estavam muito abaixo dos meus padrões justamente por estar tão desesperada para ser amada e ter outra pessoa com quem compartilhar meu espaço e meu tempo. Eu até consegui ter alguns relacionamentos, mas nenhum que chegasse ao ponto de morar junto.

Eu não acho que eu estava realmente pronto para esse passo de qualquer maneira, mas mesmo assim, eu ainda queria muito.

Agora que estou na casa dos trinta e estou emocionalmente pronta para viver o amor, não tenho certeza se quero isso.

Como fui forçada a ficar sozinha por tanto tempo, acho que meus hábitos e preferências criaram raízes tão profundas dentro de mim que acho difícil imaginar uma situação de vida pacífica com alguém além de mim e do fantasma que vive dentro de mim e reside em meu apartamento.

Isso pode ter sido desencadeado por traumas passados ​​porque consegui sobreviver a algumas situações de vida realmente hediondas e desconfortáveis quando morei junto com outras pessoas.

Quando enfim fui morar sozinha, eu não podia acreditar o quão libertador era não ter que sentir raiva intensa toda vez que a lata de lixo era empilhada no topo com (não minhas) caixas de comida ou ver todos os pratos na pia quando a máquina de lavar louça estava ALÍ do lado.

A única pessoa que eu tinha que responsabilizar era eu mesmo, e isso era um sonho. Eu mantive meus aposentos limpos ou sujos como eu queria e, literalmente, nunca fiquei sem toalhas de papel porque sempre era minha vez de comprá-las e eu sou responsável por isso.

Meus hábitos de vida se tornaram mais específicos ao longo do tempo, claro, mas meus hábitos de sono se tornaram uma manutenção de alto nível.

Acho que falo por todos quando digo que à medida que envelhecemos fica cada vez mais difícil adormecer. Sem a ajuda de pílulas, e com o estresse adicional de nossa vida/trabalho/relacionamentos, jogados com um colchão flácido e dores nas costas, é um desafio dormir a noite toda.

Quando você adiciona outro corpo naquele colchão flácido cuja temperatura corporal só poderia ser descrita como uma fornalha ardente, é quase impossível ficar confortável.

E se você for como eu, você precisa de um ventilador ligado no máximo para abafar os sons da respiração ou dos roncos. Se o seu parceiro não combina bem com todas as suas necessidades e tendências noturnas, então você não vai querer dormir juntos com muita frequência.

Se não consigo dormir de sete a oito horas por noite, sou um pesadelo absoluto. E eu não me dou bem com cafeína, então, ficarei apenas me arrastando pelo dia depois de uma festa do pijama.

Eu entendo que qualquer arranjo de vida leva algum tempo para se acostumar, e que haveria um período de adaptação e que cada pessoa precisaria ter a mente aberta e flexível.

Relacionamentos exigem trabalho e compromisso para florescer. Mas quanto mais eu moro sozinho, mais sinto que talvez haja outra solução para essa situação, que exige um alto investimento financeiro.

Talvez uma cama king size tornasse dormir juntos mais agradável? Ou talvez duas camas separadas no mesmo quarto?

Que tal dormir em quartos separados? Ou pelo menos ter um quarto de hóspedes para onde fugir quando um de nós tiver que acordar cedo?

Que tal apartamentos separados, do lado um do outro?! Isso soa ideal!

Além disso, eu preciso do meu próprio banheiro para não ficar chateado com o xixi dele em todo o assento, e com certeza, precisaríamos de uma faxineira para não brigarmos sobre de quem era a vez de limpar o chuveiro.

Gosto da minha paz, gosto do meu sossego, gosto da minha sanidade. Eu já tenho uma rotina que eu gostaria muito de não ser interrompida.

Eu realmente não estou animada com a ideia de virar minha vida de cabeça para baixo, mas também não estou certa que devo ficar sozinha para sempre.

Sinceramente, não consigo vencer essa necessidade de ter meu canto. Estou ficando bom nisso de viver sozinha. Chegará (espero) um dia em que eu vou parar de ser teimosa, mas hoje não é esse dia.

*DA REDAÇÃO SAG. Via TC. Foto por Catálogo de Pensamentos no Unsp

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