Ela estudou em escola pública e passou em 1ª em concurso da PM com 30 mil inscritos

Quem pensa que a força de vontade e a garra não são suficientes para a realização de uma grande proeza, ainda não conheceu a história da Graziely Juane de Souza dos Santos, de 21 anos.

Aluna de escola pública, ela acaba de passar em primeiro lugar no concurso da PM e superou 30 mil inscritos. O seu esforço e dedicação são inegáveis.

Ela agora serve de inspiração para milhares de jovens que também estudam em uma escola pública no Brasil. Ela prova que a determinação é a fórmula do sucesso.

Do Amapá para a PM.

Além do feito impressíonante de ter sido aprovada em primeiro lugar no concurso da PM, tendo estudado a vida toda em escola pública, ela também foi aprovada no concurso de soldado do Corpo de Bombeiros Militar do estado.

Como prova da dificuldade do exame, o concurso não conseguiu completar a quantidade de vagas disponíveis, já que não houveram candidatos suficientes que alcançaram a nota de corte.

Grazi é filha de professora e de um tenente da PM, e sempre levou os estudos a sério, ela via a escola como prioridade na vida.

Sua persistência já tinha sido comprovada, ela já está cursando o 7º semestre do curso de Direito na Universidade Federal do Amapá e conquistou a vaga através do Enem. O esforço é tamanho que ela já está estagiando na Justiça Federal e conseguiu a vaga também através de um processo seletivo muito concorrido.

Pesquisas pela internet sem cursos preparatórios

Para passar no concurso ela conta que fez muitas pesquisas na internet desde fevereiro deste ano, estava estudando em casa com livros próprios. Grazi passou sem fazer cursos preparatórios, estudando nos tempos vagos, em meio aos seus compromissos diários.

A jovem diz que a sua grande motivação veio do pai, William Souza, de 42 anos, que foi do Bope, Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Força Tática, Alap e está em processo de reforma depois de sofrer um acidente de trabalho.

Por incrível que possa parecer, o pai, William, trabalhava como auxiliar de pedreiro e fazia bicos quando passou no concurso da PM, em 2000.

“Além de me inspirar, meu pai me ajudou. Queria dar esse orgulho para ele e fazer parte dessa honrosa instituição. Todos que passamos na 1ª fase certamente têm seus méritos, claro, que ainda temos fases a seguir, mas não foi fácil para ninguém chegar até aqui, então, já somos vitoriosos. Espero que nossas histórias inspirem outras pessoas”, disse Graziely.

William contou que a filha já demonstrava gosto pelos estudos desde pequena, em vez de brinquedos e roupas, ela pedia livros de presente.

“Aquilo tocou meu coração. Para mim, é gratificante ver que ela me vê como exemplo e está seguindo o futuro de forma digna”, disse o pai.

O incentivo da família

Vanessa Ataíde, de 40 anos, mãe da jovem, disse que educação é prioridade na família.

“Sempre incentivei ela a se dedicar aos estudos. Tenho muito orgulho da minha filha ter conquistado a 1ª colocação, ter vindo de escolas públicas e seguir focada. Nossa família já passou por inúmeras dificuldades, mas o ensino sempre foi prioridade. E agora somos felizes por ela”, disse a mãe.

Grazielyquer servir de inspiração para outros jovens não desistirem dos seus sonhos.

“Aos que não passaram, que não desistam. Vale a pena estudar e se dedicar, principalmente em nossa sociedade onde a educação é desvalorizada, não pelos professores que fazem de tudo por um ensino de qualidade, mas pelos governantes de forma estrutural. Que as pessoas vejam a educação como meio de almejar o sucesso e ajudar a família e, acima de tudo, acreditem em si e corram atrás dos seus sonhos”, finalizou.


Graziely e o pai, William – Foto: arquivo pessoal


Graziely e a mãe, Vanessa – Foto: arquivo pessoal

*DA REDAÇÃO SAG. Com informações de Sales Nafes

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