Ela aprendeu a sacudir a poeira e não se prender mais a ninguém. Os pés dela travaram no primeiro momento em que chegou mais perto do que precisava sentir. As mãos suavam, o coração palpitava quase que dando pulos fora da boca. Ela queria, queria mesmo depois de um longo período de estiagem e seca, voltar a beber daquela água potável, daquele desejo quase pueril de ser feliz.

O olhar dela não era de gelo, o abraço dela era algo que envolvia em uma profundidade gigantesca. Ela não se via em um conto de fadas, mas se via pronta pra batalhar pelas suas querências.

Nada nela parecia imparcial, injustificado ou indiferente. Ela aprendeu a sacudir a poeira, a se agarrar naquilo que diz, e a não pertencer a ninguém.

E ela entendeu os sinais do tempo, ela entendeu onde precisou parar pra depois, continuar.

Ela tem cheiro de brisa, tem mania de persistir no que acredita.

Ela prefere uma boa dose de amor a amargar sobre um chão frio.

Ela não premedita; ela apenas acredita que pessoas possam se juntar e se reconhecerem de algum lugar mais distante.

LEIA MAIS: Que nossas orações silenciosas e sinceras sejam ouvidas no coração de Deus. Que o bem prevaleça!

O etéreo é lição de casa, as ruas podem estar mais iluminadas, o calor da alma aquece quem chega pra ficar.

É dela essa vontade e esse desassossego que chega sempre em primeiro lugar, é dela o relógio que marca sempre o momento certo de retornar.

Tudo nela causa um efeito diferente, um efeito por vezes libertador de ser.

Acompanhe-a se quiser, ame-a se puder. Só não a odeie por ela ser assim.

Ela respeita o que cada um quer, assim como ela quer respeito para as coisas que decidiu seguir.

O nome dela é recomeço.

A cada instante que ela atravessa a porta que dá pra vida, ela sente que Deus, em sua fé habita.

Menina que teima, que crê, que sente cada milímetro do seu ser.

A sorte dela é que ela amadureceu e cresceu.

Todos os cacos que juntou a fortaleceram.

As cópias malfeitas que me perdoem. Mas ela é original. Não deve nada a ninguém.

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Sil Guidorizzi
Sou Paulista, descendente de Italianos. Libriana. Escritora. Cantora. Debruço-me sobre as palavras. Elas causam um efeito devastador em mim. Trazem-me â tona. Fazem-me enxergar a vida por outro prisma. Meu primeiro Livro foi lançado em Fevereiro de 2016. Amor Essência e Seus Encontros pela Editora Penalux. O prefácio foi escrito pelo Poeta e Jornalista Fernando Coelho. A orelha escrita pelo Poeta e jornalista Ivan de Almeida. O básico do viver está no simples que habita em mim.