Consciente dos benefícios, Argentina legaliza cultivo de maconha para uso medicinal.

O cultivo caseiro de maconha para uso medicinal está legalizado na Argentina. De acordo com nova regulamentação publicada no Boletim Oficial e aprovada nesta quinta-feira, dia 12 de novembro, todas as pessoas que precisem da planta para tratar doenças poderão cultivá-la legalmente, de forma individual ou por meio de associações.

A norma, assinada pelo presidente, Alberto Fernández, também permite a venda de óleos, cremes e outros derivados da planta em farmácias autorizadas.

Poucas horas depois da publicação da regulamentação nesta quinta-feira, os legisladores de Buenos Aires aprovaram por unanimidade a adesão à lei federal que legaliza o cultivo caseiro.

“A cidade de Buenos Aires se converte na primeira a aderir à Lei Nacional”, celebrou o legislador Leandro Halperín, que apresentou o projeto em março deste ano na capital do país.

Nova regulamentação sobre cultivo na Argentina não estabelece quantidade de plantas de maconha por pessoa

A medida descriminaliza o cultivo caseiro de maconha para fins terapêuticos, que ainda era condenado no país vizinho, e não estabelece um número de plantas por pessoa.

Até então, a Lei 23.737, que vigorava desde 2017, limitava o uso medicinal da maconha apenas para a epilepsia refratária e punia o porte de sementes e plantas de maconha com até 15 anos de prisão.

“É inadiável criar um marco regulatório que permita um acesso oportuno, seguro, inclusivo e protetor aos que necessitam utilizar cannabis como ferramenta terapêutica”, afirma a nova lei.

Cultivo caseiro Cannabis Argentina

Para cultivar, as pessoas precisam se inscrever no Registro do Programa de Cannabis (Reprocann), que emitirá as autorizações mediante prescrição médica e assinatura de termo de consentimento.

A regulamentação estabelece ainda a gratuidade para pacientes sem cobertura médica e impulsiona a produção pública por meio de laboratórios vinculados à Agência Nacional de Laboratórios Públicos.

Decisão já havia sido adiantada pelo ministro da saúde em julho deste ano

A legalização da maconha para fins medicinais na Argentina aconteceu em 2017, mas de forma “caduca”.

Para muitos ativistas, por não ter um texto claro, a legislação deixou um vácuo que forçou pacientes a recorrerem ao mercado ilegal.

Com mais de 44 milhões de habitantes, a Argentina é um dos maiores mercados consumidores de maconha da América Latina.

Mudando o paradigma sobre os maconheiros

O debate sobre o uso da maconha se ampliou tanto nos últimos anos que o maconheiro deixou de ser somente aquela figura progressista.

Tem maconheiros de diferentes ideologias e há inclusive milhares de pessoas e crianças que dependem da Cannabis para uso medicinal, mas não possuem apoio nessa luta por uma mudança na lei de drogas no Brasil, por exemplo.

Isso acontece porque existem diferentes interesses em jogo, e essas famílias ficam sendo jogadas de um lado para o outro, sujeitas a uma burocracia demorada e são obrigadas a fazer uso de um medicamento importado e caríssimo.

O melhor caminho para mudar essa situação é liberando o cultivo da planta para que cada usuário possa produzir o seu próprio medicamento em casa, isso é possível e estamos vendo acontecer pelo mundo a fora.

Aprender a plantar o medicamento livrará essas pessoas da necessidade de aproximação com o tráfico e além de disso, trará a segurança do que elas estão consumindo. Existem hoje, escolas de cultivo como a Grow Room que, através da informação sobre a história da planta e as consequências da proibição e da discriminação vem ensinando milhares de pessoas a cultivar o seu medicamento com segurança e cuidado.

Tanto isso é verdade que hoje existem muitos maconheiros famosos e bem sucedidos investindo no mercado da cannabis e que estão tentando desmistificar mitos e verdades sobre o uso da planta.

Por muito tempo, os maconheiros tiveram que ficar presos “no armário”, porém, nos últimos anos, com o avanço da regularização e do debate sobre o uso da planta, cada vez mais pessoas, inclusive as famosas e bem sucedidas resolveram assumir a sua paixão por ela.

Por conta da influência mundial que possuem, elas conseguem, aos poucos desmistificar o uso recreativo e medicinal e ajudar a combater o preconceito que infelizmente, ainda existe entorno dela.

Conheça 11 dos maconheiros mais famosos do mundo:

– Carl Sagan.
– Michael Phelps
– Steve Jobs
– Bill Gates
– Robert Nicholson
– Jennifer Aninston
– Magic Jhonson
– Jack Nicholson
– Bill Clinton
– Whoopi Goldberg
– Morgan Freeman

Antes de expressar o seu preconceito, busque se informar mais a respeito e saber o motivo pelo qual tantos países estão liberando o cultivo de cannabis. Muitas pesquisas demonstram que ela é o medicamento mais eficaz que existe para muitas doenças, e precisamos levar esse assunto a sério.

*DA REDAÇÃO SAG. Com informações GrowRoom.

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