Quando depositamos confiança em alguém parece que estamos ali, colocando nossas economias emocionais em outra pessoa, nos abrindo como se fôssemos um baú cheio de segredos.

Estamos confiando, ou seja, estamos nos permitindo abrir mais de nós para alguém que nos leva a crer que poderemos nos entregar sem medo.

E isso vale para tudo, seja no trabalho, nos relacionamentos, nas amizades.

Confiança muitas vezes é tudo. E quando ela se desmancha, é como se nosso castelo emocional de repente ruísse e fôssemos jogados para o fundo de nós mesmos.

A confiança é algo que precisa ser trabalhado, precisa vir chegando devagar para que justamente não nos tornemos mais uma vez, uma isca para a dor e muitas vezes, frustrações pessoais.

Eu mesma já confiei em muita gente que se dizia amiga, já confiei em pessoas as quais entreguei meus sentimentos mais honestos e só recebi um punhado de desilusão.

E quando ela se quebra, é como se estivéssemos desfazendo aquele pacto que criamos, é como se de repente aquele chão não existisse mais e nem aquela moralidade que acreditávamos existir.

Muitas vezes confiamos por estarmos envolvidos, por sentirmos que dá para colocar um pouco de nós ali sem sermos prejudicados.

E, nem sempre esse alguém valoriza nossa intimidade, nosso eu, nossos sentimentos mais íntimos, expondo aquilo que não poderia ser exposto, aquilo que nos tragou e com o coração nos permitindo entregar sem malícia.

Pessoas traem , mentem, inventam, e muitas vezes não estão nem aí com o que possa nos acontecer.

Confiança quando se perde é um laço que se rompe

A confiança é algo raro porque hoje em dia ninguém parece se importar muito com o próximo, ninguém está muito disposto a ouvir, a trocar, a compartilhar, e, de verdade, estar presente na vida do outro como um verdadeiro braço amigo, braço companheiro, braço de força na hora que o barco vira, e as coisas mudam de um instante para o outro.

Eu confio em Deus, confio na voz que chega sempre me dizendo para tomar cuidado e não falar demais, para pensar bem antes de abrir a porta e colocar o inimigo para dentro de casa.

Mas, também, os poucos em que posso realmente confiar são limpos e íntegros.

Muitas vezes ficamos doloridos pelo tombo que levamos e para reconquistá-la precisamos estar mais atentos dentro de nós mesmos.

Muitas vezes em nossas fragilidades, nos expomos e no final somos atingidos.

Confiança é algo raro. E raro, é ter alguém que não nos torture, não nos machuque, não nos prejudique.

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Sil Guidorizzi
Sou Paulista, descendente de Italianos. Libriana. Escritora. Cantora. Debruço-me sobre as palavras. Elas causam um efeito devastador em mim. Trazem-me â tona. Fazem-me enxergar a vida por outro prisma. Meu primeiro Livro foi lançado em Fevereiro de 2016. Amor Essência e Seus Encontros pela Editora Penalux. O prefácio foi escrito pelo Poeta e Jornalista Fernando Coelho. A orelha escrita pelo Poeta e jornalista Ivan de Almeida. O básico do viver está no simples que habita em mim.