Vem, que eu sinto falta do teu abraço, do teu colo, teu cansaço. Coloca minha vida na tua, e me faz sentir o quanto ainda de mim existe em nós.

Não me esquece nem por um minuto sequer, nem que tua vontade ainda se perca.

Me queira do mesmo modo como te quero, na mesma circunstância em que te espero, na mesma vontade que tenho, de te ter aqui comigo, com toda sinceridade escrita, falada…

Mas se não puder, que ela pelo menos possa ser sentida em cada atitude, em cada olhar, a cada vez que eu disser teu nome, ou qualquer momento em que se lembrar do meu.

Às vezes, quando falava comigo, eu até percebia que havia nela alguma coisa diferente no seu jeito de me olhar, talvez eu a trouxesse paz, talvez eu apenas a fizesse bem.

Às vezes tenho saudade de tudo que a gente era e, por algum motivo, não consigo lembrar direito.

É engraçado como muitas vezes me sentei na mesma mesa, no mesmo bar, num fim de tarde qualquer, e pedi ao garçom que nos atendia pra se sentar comigo, e me contar como a gente era, como ele nos via.

O amor é uma coisa estranha, um sentimento que causa tanta alucinação e embriagues quando se está dentro que, a gente não consegue se ver, esquecemos até de quem fomos.

A gente sente falta, sabe o que é e quem é que nos falta, mas nos esquecemos de tudo que éramos, quando éramos “nós”.

Não, eu nunca pensei que poderia ser amor, esse tipo de amor que escancara os olhos, mas eu sentia que algo especial aconteceria ali.

Mas é assim que o amor acontece, do nada ele vira tudo, e por causa de tudo, ele vira para sempre.

Todos os dias eu planto sementes no jardim dela.

Todos os dias ela colhe flores para mim em troca. E assim, ambos descobrem que, o amor que a gente dá é do tamanho daquele que se recebe.

Que o amor é a generosidade que vemos na atitude do outro.

Na ternura que fica nos olhos, quando amor enxergamos.

Você pode me dizer sobre a luz do sol, sobre a luz da lua, sobre a luz de uma estrela cadente, ou até mesmo a luz de um cometa rasgando o céu numa noite fria de inverno. Mas nada, nenhuma delas, nada se compara com a luz que sai dos seus olhos, quando eles se encaixam nos meus.

O amor ainda existe eu te peço: Coloca minha vida na tua, e me faz sentir o quanto ainda de mim existe em nós.

*Photo by Cade Prior on Unsplash

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Ricardo Ferraz
Pessoa comum, que gosta do trabalho, daquilo que faz, e sempre faz tudo com muito amor. Casado, pai de duas crianças lindas, e que, se dedica a escrever sobre a vida, nossas desilusões e aspirações, nas horas vagas, por amor a escrita, e acreditar que o amor é a nossa única e maior salvação. Escrever é liberdade!