Atriz revelou a cerca de um ano ser adepta do ritual “Plante sua Lua”, prática que ajuda no autoconhecimento e aceitação da mulher através do sangue da menstruação e a declaração gerou polêmica!

Bianca Bin vem causando polêmica entre seus seguidores, desde que, há um ano, começou a fazer postagens defendendo o ritual do Sagrado Feminino. Ela acredita que depositar seu sangue, diluído em água, em suas plantas, faz com que ela se conecte profundamente com o “sagrado” que existe nela.

Suas publicações com #plantesualua foram bastante discutidas nas redes sociais e ela não esperava a repercussão que aconteceu quando ela resolveu convidar suas seguidoras a participar do “plante a sua lua”, um ritual feito com sangue de menstruação.

Para ela, o ritual é transformador, e por isso, entendeu que deveria disseminar esse conhecimento que lhe faz tão bem.

Para quem não conhece, ele funciona assim:

Realizam uma cerimônia no primeiro dia de menstruação (tem quem faça continuamente utilizando o coletor menstrual), e tudo o que existe de negativo ainda impregnado sobre o que significa ser mulher é posto mentalmente junto ao recipiente onde coletam o sangue.

Após coletado, as mulheres o diluem em água, 90% sangue, 10% água e despejam em seu jardim ou diretamente na terra, direcionando a intenção de expurgar toda e qualquer limitação psicológica que venha a tentar diminuí-la.

De acordo com os relatos de quem o pratica, o ato é poderoso, e faz renascer a importância de sentir gratidão pelo fato de ser mulher.

“A cerimônia é simples, poderosa, curadora e profunda a todas as mulheres”, explicou ela.

Bianca indica a terapeuta Morena Cardoso, que explicou que as mulheres que desejam se curar devem imaginar que estará eliminando “junto com seu sangue todas as impressões negativas que carrega a respeito de ser mulher: as memórias de abortos, traumas, abusos, violência ou maus tratos contra o seu feminino”.

Para elas, o ato tem, entre suas diversas funções, a intenção de atingir a purificação, o autoconhecimento, a aceitação e a transformação. “O valor que atribuímos a nossa menstruação é o valor que atribuímos a nós mesmas enquanto mulheres”, explicou.

“Plantar a lua é devolver o sangue para a terra. Uso o coletor menstrual e coloco o sangue nas plantas, diluído em água. É uma forma de fechar o ciclo. Isso mudou minha relação com meu corpo e com me entender mulher”, declarou a atriz para a revista Glamour o ano passado.

Ela chocou aqueles que não conhecem a magia por trás desses rituais femininos quando resolveu expor a prática no seu Instagram, mas também lançou o assunto para que seja discutido abertamente. Ela recebeu muitas críticas de pessoas que ignoram a prática, mas também foi elogiada por aquelas que já aderiram e que conhecem os seus benefícios.

Lorena Shakini venho e defesa do ato e postou “A menstruação deveria ser um tema normal, já que é algo recorrente na vida de uma mulher. Mas não é. Há quem sinta nojo, há quem tome remédios para nem ver a cara da menstruação, há quem tenha vergonha (eu já tive, e muita!). Desde quando ser do sexo feminino se tornou vergonhoso? Sujo? Feio? Meu sangue é lindo, poderoso e ecológico, assim como eu. O nojo e a vergonha não cabem mais aqui. Conhece o teu sangue, mulher ❤
me conta a sua história com a menstruação?”

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de útero para útero, vamos falar sobre sangue. A sabedoria milenar feminina diz: plante o seu sangue na terra para devolver à ela aquilo que ela nos dá. Para nutrir a nossa Mãe e agradecer por toda a nutrição dada. Pois aquelas que sangram são como o nosso planeta. São natureza, força, energia e renovação. São outono, inverno, primavera e verão. Maresia, tranquilidade, fogo e furacão. Jovem, mãe, feiticeira, anciã. Muitas fases dentro de um só ser. Nós mulheres temos em nosso corpo uma versão em miniatura da relação entre Terra e Lua. Temos fases e estações que seguem não o tempo humano, mas o tempo natural. Cíclicas, nunca somos as mesmas. Eu, como amante da natureza e tendo em meu útero memórias celulares de um tempo que há muito se foi, decidi resgatar a prática ancestral de plantar a lua. Todo mês eu jogo o meu sangue na terra, devolvendo os nutrientes para aquela que tornou possível a minha existência por aqui. Pedindo por limpeza e renovação, pois a menstruação também é uma oportunidade de limpeza interna. E certas coisas só a terra pode transmutar. Essa prática me trouxe muito mais poder pessoal, autoconfiança e autoconhecimento. Parece bobeira, mas plantar a lua mensalmente é uma revolução na vida de uma mulher. Assim foi comigo. O sangue menstrual é um biofertilizante muito potente. Tão poderoso que pode prejudicar as plantinhas mais frágeis. Por isso, é necessário diluir em água para "plantar a sua lua" na terra ou em pequenos vasos. Uma parte de sangue em 300 a 500ml de água é uma boa diluição para plantinhas em vasos, se colocar um pouco em alguns vasos você estará contribuindo imensamente com as plantas. Você pode sangrar diretamente na terra também, se tiver a oportunidade. É mágico. A menstruação deveria ser um tema normal, já que é algo recorrente na vida de uma mulher. Mas não é. Há quem sinta nojo, há quem tome remédios para nem ver a cara da menstruação, há quem tenha vergonha (eu já tive, e muita!). Desde quando ser do sexo feminino se tornou vergonhoso? Sujo? Feio? Meu sangue é lindo, poderoso e ecológico, assim como eu. O nojo e a vergonha não cabem mais aqui. Conhece o teu sangue, mulher ❤ me conta a sua história com a menstruação?

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Terapeutas especialistas em Sagrado Feminino afirmam que o ritual é capaz de eliminar:

1- Os padrões negativos que vem se repetindo;

2- As crenças limitantes que estão barrando seu crescimento pessoal e te impedindo de alçar vôos maiores;

3- As emoções tóxicas que foram engolidas e que poderiam até mesmo se transformar em doenças e desequilíbrios de todos os tipos se não forem escoadas neste sangue que te liberta;

4- Os medos irracionais que tens carregado desde a infância, as escolhas que tem feito ao longo da vida baseadas no medo;

5- As frustrações das necessidades primitivas não atendidas dos tempos que você ainda era tão pequenininha que nada compreendia deste mundo além do útero de sua mãe;

6- As fragilidades que ainda não foram transformadas em força e que estão aí esperando para serem curadas de modo que você possa ser a mulher que você nasceu para ser.

Segundo elas, quando as mulheres assumem essa prática mensalmente, elas estão entendendo o poder que possuem e deixando para traz, anos de negação da própria essência,de forma simbólica e singela, é uma forma de agradecermos à Mãe Terra e de gerar vida, já que o sangue é um poderosíssimo fertilizante natural, rico em nitrogênio, potássio e fósforo e fará com que as plantas cresçam mais fortes e bonitas.

As adeptas afirmam que por muito tempo as mulheres consideraram o seu próprio sangue sujo, vergonhoso, incapacitante e isso deve ser ressignificado, já que na visão delas, ele é, na verdade, a chave que pode abrir as portas de todas as suas prisões internas.

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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, educadora social, fundadora e editora de conteúdo do Rede de Ideias: PRODUÇÃO DE CONTEÚDO. Seu interior é intenso, sempre foi, transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhor, para si mesmo, e para o outro!