Às vezes é preciso soltar as amarras, deixar ir, entender que nem tudo é pra ser vivido.

Tem coisas nessa vida que nunca passarão de sonhos que nem o tempo será capaz de fazer aquilo se encaixar no nosso destino.

É preciso ter coerência de compreender que ninguém é obrigado a gostar da gente da mesma forma com que nos dedicamos à elas.

Precisamos ter a leveza de nos olhar, de nos amar, de abdicar de sentimentos, de voltar para o nosso caminho… para que nossas fantasias já tão frustradas não nos faça perder a esperança de dias melhores.

Devemos carregar conosco todas as nossas bagagens adquiridas ali, como presentes que a vida nos deu.

Agradecer pelos momentos vividos, mas seguir em frente, com orgulho de saber que demos o melhor de nós, e que, se não foi correspondido, é porque não era para ser.

Despedidas sempre são tristes, mas se houver amor, elas são honrosas.

É preciso se amar antes de tudo.

Ter orgulho de quem você é, e principalmente não se envergonhar por nada que fez, porque em cada coisa, cada gesto, cada palavra, existiu amor.

É melhor deixar ir mesmo que a saudade esteja doendo:

“Você hoje foi chuva, e choveu tanto, que me encharcou os olhos, escorreu pela face, e morreu na minha boca.

Nunca imaginei que saudade tinha gosto de lágrimas”.

Ninguém neste mundo precisa ter vergonha de ter amado.

Nada foi planejado, nada foi tão intenso, nada foi tão livre, nada foi tão leve.

Nada, nada foi melhor muito menos tão à vontade quanto todas as diferenças que haviam. Nada foi tão triste quando o tempo me mostrou que aqueles tantos nadas de nada se passavam.

O nada às vezes é tudo, mas na maioria das vezes o nada é apenas nada.

As vezes, o melhor a fazer é deixar ir, soltar as amarras e aceitar que nem tudo é pra ser vivido, pelo menos, não agora.

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Ricardo Ferraz
Pessoa comum, que gosta do trabalho, daquilo que faz, e sempre faz tudo com muito amor. Casado, pai de duas crianças lindas, e que, se dedica a escrever sobre a vida, nossas desilusões e aspirações, nas horas vagas, por amor a escrita, e acreditar que o amor é a nossa única e maior salvação. Escrever é liberdade!