Aquele que se torna escravo das paixões pode até achar que é feliz, mas na verdade ele confunde felicidade, com excesso de prazer.

Para ser feliz de verdade ele precisará, primeiro, se libertar dessa necessidade de prazer a qualquer custo que o aprisiona.

Felicidade exige liberdade! E quem se torna escravo dos prazeres da carne, nunca será livre! A não ser que ele busque ajuda e queira se libertar!

Um homem escravo das paixões se encontra na senzala dos sentimentos, movido por um excesso de querer, e dominado por um forte desequilíbrio emocional!

Aquele que se entrega a luxúria revela um forte desequilíbrio emocional!

Esse comportamento desmedido revela a sua incapacidade em lidar ou controlar as suas próprias emoções.

O desejo carnal, principalmente pelo que é proibido, libertino e promiscuo denota um forte egoísmo por parte da pessoa luxuriosa, já que ela entende o ato sexual como uma finalidade estritamente vinculada ao prazer imediato e enxerga o outro como seu objeto ou propriedade.

Tanto que, geralmente, a pessoa dominada pela luxúria, frequentemente, paga pela atividade sexual, contratando profissionais do sexo ou frequentando locais onde a banalização e a vulgaridade do ato estejam superexpostas e evidenciadas.

São frequentadores assíduos de bordeis, casas de massagens, boates e ambientes onde o sexo oposto é ofertado como mercadoria, exposto em vitrines, e gostam da sensação de pagarem por suas paixões.

Frequentemente são infiéis em seus relacionamentos, e em sua maioria, não conseguem construir um relacionamento feliz, visto que seus ideais de intimidade fogem do conceito de amor e respeito. Por isso, acabam deixando rastros de decepção por onde passam.

Esse comportamento excessivo acaba afetando a sua vida familiar, e também a profissional, já que a pessoa se torna escrava das paixões e age, na maioria das vezes, de maneira irracional, cometendo atos libidinosos, ou colocam os outros, nessas mesmas situações.

O luxurioso não consegue pensar racionalmente, ele é movido pelo prazer.

“O prazer é como um tufão que, com sua dança, engole os mais fracos e deixa um rastro de perdas e tristezas por onde passa!”

Uma pessoa que se torna dependente do prazer sexual acaba sendo um consumidor frenético de conteúdos “adultos”.

Ele espera um momento de descanso para poder assistir vídeos e fotos pela internet, e quando se vicia nessas produções do mercado pornográfico chega a ter que assistir no ambiente de trabalho ou até mesmo com a esposa ou esposo para poder conseguir se relacionar intimamente.

Ele se deixa levar pela forte emoção que o invade, pelo desejo irracional que arde e queima como fogo dentro dele.

A maioria deles ou delas, acreditam que o seu comportamento é normal, mas não percebem que, quase sempre, as suas falas e atitudes chegam a ser constrangedoras.

Se são chefes, costumam ser assediadores sexuais. São aqueles que recebem processos e mais processos por assédio moral e sexual no ambiente de trabalho.

Ou então, manipulam a situação e invertem os fatos para que os funcionários se sintam intimidados.

Como possuem dificuldade em manter a harmonia familiar, não sentem prazer em estar em seu lar junto a família, e constantemente, saem do trabalho direto para o “happy hour”, muitos, regados de promiscuidade, e levam seus funcionários junto com eles!

Com esse comportamento eles acabam prejudicando também, a vida familiar de seus funcionários, pois não levam a sério o amor, apenas o prazer momentâneo, e quando percebem que seus funcionários amam suas esposas, ou vice e versa, eles ficam incomodados, e dão um jeito de causar algum atrito para que esse relacionamento “feliz”, se desgaste.

Quando ele é apenas um prestador de serviço, ele costuma desrespeitar os colegas e as colegas passando do limite aceitável no comportamento social, com olhares maldosos, piadinhas infames, e toques constrangedores.

Quando alguém reclama dele, ele geralmente se coloca na posição de vítima e nega veementemente.

Como se combate a luxúria?

Ser escravo das paixões não é nada fácil.

A pessoa se desintegra, definha, e seus relacionamentos são rasos e frívolos.

Para combater a luxúria é necessário, antes de mais nada, querer.

É preciso entender que o comportamento não é adequado socialmente, e também não faz bem para a própria pessoa.

Enquanto a pessoa não entender que o prazer momentâneo nunca o fará plenamente feliz, ele continuará com as correntes nos pés, preso no tronco da própria senzala.

Sentirá no dorso as chibatadas da vida, que não perdoa o desrespeito e a falta de amor impregnadas nesses atos libertinos.

Quer parar de ser escravo das paixões e se tornar realmente livre? Então aprenda a amar de verdade!

Aprender a amar é libertador!

Aprenda a usufruir das paixões com equilíbrio, e evite que o seu prazer seja motivo de tristeza para os outros.

Entenda a verdadeira função do ato sexual em si, a maravilha que é a união de dois corpos que se amam, que se desejam, e que confiam um no outro.

Busque unir o desejo com o amor em uma conexão profunda e sagrada.

A união de dois seres impregnados de amor, em um ato que gera um prazer indiscutível é um caminho para se encontrar a verdadeira felicidade.

Só nos tornamos felizes quando aprendemos a amar, e a nos entregar ao amor de forma íntegra, e respeitosa!

O que o luxurioso precisa entender é que dentro de quatro paredes não vale tudo!

E que alguns comportamentos que incluem violência, agressividade, tratamento subjugado, não são meras fantasias sexuais, são o retrato do seu desequilíbrio emocional, e do seu transtorno comportamental e sentimental.

Busque ajuda! Existem muitos tratamentos eficazes nesse sentido.

Se liberte dessa escravidão pelo prazer a qualquer custo!

Tenha certeza que você será muito mais feliz quando conseguir passar de “escravo” para “homem livre” e finalmente receber essa carta de alforria!

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Fabiano de Abreu
Fabiano de Abreu Rodrigues é um jornalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e personal branding luso-brasileiro. Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional. Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil. Lançou o livro ‘Viver Pode Não Ser Tão Ruim’ no Brasil, Angola, Espanha e Portugal.