Eu aprendi algumas coisas ao longo da vida, uma delas é a fazer boas escolhas, e hoje estou vivendo meu tempo, minha verdade, minha espiritualidade.

Estou vivendo sem prensar ninguém na parede, sem colocar o dedo na ferida, sem sair culpando o mundo pelas coisas que já foram.

Hoje eu me respeito!

Criei uma maneira de seguir em frente sem me doer tanto, embora seja inevitável passar por aqui sem ter nenhuma cicatriz na alma.

Mas eu estou mais madura, mais ciente, menos melodramática, menos invasiva.

Não estou à deriva.

Estou ajustando as velas do coração e minhas escolhas me levam a andar por caminhos menos penosos.

Aprendi a fazer boas escolhas e a sobreviver ao caos dos dias.

Eu não sou melhor, não sou pior, não sou alguém que deseja o mal.

Acho que todo mundo tem algo pra dizer, pra sentir, pra perceber mesmo entre as nostalgias do coração.

Estou no lucro, porque me juntei e ao mesmo tempo também aprendi a me dividir.

Não abro mão do processo espiritual, da cura, da bênção de Deus e dos amores que hoje andam comigo.

Criei laços, desfiz nós, atravessei barreiras, deixei de ser uma menina indefesa, pra ser um pouco mais ousada e decidida.

Se não quero, não quero. Se aceito, recebo com os braços abertos.

Eu não levo desaforo pra casa, não levo nada que me obrigue, que me proíba, que não me sinta.

Me sinto acolhida por forças invisíveis dentro do olhar soberano de Deus.

E, se hoje o caminho é esse, é porque passei muita coisa pra chegar até aqui.

Por isso, não me condeno, por isso entendo que por trás de tudo há sempre algum milagre que chega na hora certa, há sempre a vida mostrando que dá pra se fortalecer e continuar tentando.

Por isso não vou corrigir os defeitos de ninguém!

Por isso vou prestar mais atenção em minhas falhas e construir algo melhor pra mim.

Sou diferente, não sou igual a ninguém.

Mas levo pra cada passo percorrido a sensação de que já deixei muita coisa pra trás!

Já deixei de ser tão legal, tão boa, com gente que nunca se interessou de verdade por mim.

Aquilo que carrego hoje não é peso, é aprendizado.

E cada um deles veio na hora certa, porque ELE faz tudo certo.

Quem chegou, quem partiu, quem me ensinou, quem me estendeu a mão, quem me tratou com decência e respeito, quem me mostrou como nunca deveria ser.

E assim eu fui substituindo dor por esperança, fui substituindo falsidade por amor próprio, fui substituindo infelicidade por alegrias alternativas, e optei em viver em paz ao invés de viver no lodo.

Sou mais que tudo isso que lançam sobre minha vida.

Dela eu sei.

Sei de cada espaço esvaziado, cada espaço preenchido, cada sentimento desfeito e cada oportunidade que agarrei com tudo que de bom há em mim.

Eu estou vivendo o que me cabe. E há lugar pra gente de bem.

Fico com ELE, com o tempo destinado a mim.

Oro, agradeço, me ajoelho porque diante da humildade me sinto pronta para ser mais capacitada internamente.

E tudo que mais desejo é que entre um respirar e outro eu encontre sempre algo que me instigue, me puxe pra cima e me transforme não em heroína, mas em alguém com capacidade de se elevar e prosseguir.

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Sil Guidorizzi
Sou Paulista, descendente de Italianos. Libriana. Escritora. Cantora. Debruço-me sobre as palavras. Elas causam um efeito devastador em mim. Trazem-me â tona. Fazem-me enxergar a vida por outro prisma. Meu primeiro Livro foi lançado em Fevereiro de 2016. Amor Essência e Seus Encontros pela Editora Penalux. O prefácio foi escrito pelo Poeta e Jornalista Fernando Coelho. A orelha escrita pelo Poeta e jornalista Ivan de Almeida. O básico do viver está no simples que habita em mim.