Anvisa alerta:Túneis e câmaras de desinfecção de pessoas não inativam o vírus que já está no corpo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota para alertar a população que “faltam evidências científicas” para o uso de estruturas como câmaras, cabines e túneis na desinfecção de pessoas E que o método que vem sedo amplamente divulgado não encontra respaldo enquanto medida preventiva contra o novo coronavírus (covid-19).

“A duração de 20 a 30 segundos para o procedimento não seria suficiente para garantir o processo de desinfecção”, alerta a autoridade sanitária.

Além disso, a nota técnica, divulgada na noite da última quarta-feira (13) pela Anvisa, reforça que a adoção desse mecanismo “não inativaria o vírus dentro do corpo humano, e ainda pode causar danos à saúde de quem se submetesse à desinfecção com saneantes aplicados diretamente na pele e nas roupas”.

Ao citar algumas particularidades dos procedimentos adotados para evitar a introdução e a disseminação do vírus em ambientes controlados, como hospitais e laboratórios de alta segurança, a Anvisa acrescenta que, embora tenham características comuns, ambientes hospitalares e de laboratórios não são iguais, exigindo, portanto, “regras e protocolos diferentes, uso de produtos e procedimentos seguros, práticas rígidas de higienização das mãos, corpo, roupas, salas e utensílios, além de adotarem equipamentos de proteção individual (EPIs) muito específicos, entre outras características”.

Problemas à vista

De acordo com acordo com a Anvisa, produtos químicos usados nos saneantes aprovados são destinados à limpeza e higienização de superfícies como móveis, bancadas, pisos, objetos e paredes e não de pessoas.

Tais produtos, ao entrarem em contato com a pele ou aplicados diretamente sobre ela, “podem causar danos e efeitos adversos”, alertou a agência.

Inalação do produto pode ser extremamente prejudicial aos seres humanos

A alerta a Anvisa vem de encontro ao caso da utilização do peróxido de hidrogênio De acordo com a nota divulgada a sua inalação pode causar irritação no nariz, garganta e vias respiratórias, podendo provocar bronquite ou até mesmo edema pulmonar.

Outro produto usado em alguns desses equipamentos, os quaternários de amônio podem causar irritação na pele e nas vias respiratórias, além de reações alérgicas.

Quanto ao gás ozônio, até mesmo uma exposição leve ou moderada produz problemas nas vias respiratórias e irritação nos olhos.

“Dependendo do tipo de exposição, pode causar desconforto respiratório e outros danos, podendo levar a óbito”, complementa a nota.

*DA REDAÇÃO SEU AMIGO GURU. Com informações de Correio Brasiliense e Anvisa.

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