Algumas dores você não vai mesmo esquecer. Nem tentando muito.

Certas vezes, você vai chegar perto da autoflagelação para se convencer de que não está sofrendo e de que consegue viver bem sem aquilo que acabou de perder, mas isso só vai abrir mais a ferida.

Mesmo que durante algumas horas você consiga alívio, que você viva como se estivesse anestesiado, quando se deparar com a realidade sóbria te esperando para dormir, vai doer.

Vai doer.

Alguns abraços falsos vão doer, algumas palavras gritadas vão doer; alguns silêncios agressivos vão doer muito.

Algumas verdades vão te machucar e outras tantas mentiras vão te ferir mais do que qualquer dor física.

E se você quer saber, nem todas essas dores precisam ser esquecidas.

Algumas precisam doer, de vez em quando, para nos lembrarem das batalhas enfrentadas e para não nos deixarem cometer os mesmos erros mais uma vez.

Algumas dores ensinam, têm sua utilidade.

Algumas dores nos fazem sair do lugar.

A dor é um agente modificador, que se soubermos peneirar, nos modifica para melhor.

Tatuagens, amores e parto, são dores que julgo absolutamente fundamentais e transformadoras.

São dores que valem a pena.

Que depois que passam deixam marcas lindas, para sempre.

Acolha suas dores, entenda o motivo delas existirem; tudo aquilo que acolhemos se torna nosso e o que é nosso, nós podemos mudar e ressignificar.

Tudo o que refutamos, perdemos o controle.

Não tenha medo das dores da vida.

Tenha medo de se preservar a tal ponto de não estar vivendo.

Dor é inevitável, prolongar o sofrimento é opcional.

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Bruna Stamato
"Mãe, mulher, geminiana, maluca e uma eterna sonhadora!"